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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Agência de publicidade está por trás de campanha de Neymar contra racismo




Daniel Alves reagiu rapidamente. O jogador se preparava para cobrar um escanteio em jogo contra o Villareal, no último domingo, quando um torcedor rival atirou uma banana no gramado. O lateral direito recolheu a fruta, descascou e comeu. Neymar também reagiu rapidamente. O atacante, que está machucado, tirou uma foto acompanhado do filho e a publicou em redes sociais com a hashtag #somostodosmacacos. Duas ações fortes contra o racismo, ambas protagonizadas por brasileiros que defendem o Barcelona, mas só uma delas foi totalmente espontânea: a campanha lançada por Neymar já havia sido planejada pela agência de publicidade Loducca.
A Loducca havia criado a marca NJR, que acompanha produtos e campanhas oficiais de Neymar, e também já desenvolveu trabalhos para um instituto social que leva o nome do atacante. Isso aproximou a agência do estafe do camisa 10 da seleção brasileira.
No dia 13 de abril, depois de um jogo contra o Granada, Neymar foi alvo de insultos racistas quando desembarcou do ônibus em Barcelona. Torcedores imitiram sons de macacos quando o jogador brasileiro passou.
"Quando aconteceu de ele ser hostilizado, surgiu a necessidade de o [Neymar] Júnior se posicionar. Ele precisava fazer alguma coisa. Juntos, então, pensamos no melhor jeito para isso. Pensamos em algo que tirasse o poder da pessoa preconceituosa. Algo como o que acontece na infância: um apelido pega se você ficar bravo", ponderou Guga Ketzer, sócio e vice-presidente de criação da Loducca.
A campanha e um vídeo baseado na hashtag já estavam prontos no domingo, à espera de um episódio que servisse como gancho para publicação. A foto de Neymar com o filho foi tirada por ele de forma espontânea.
Na imagem, Neymar e o filho, que é loiro, seguram bananas (uma fruta, no caso dele, e uma pelúcia nas mãos do garoto).
"Não é uma campanha publicitária, mas um movimento e uma voz. Ajudamos a embalar isso numa hashtag. Já estávamos falando sobre isso, e quando o Dani comeu a banana achamos que faria todo sentido lançar. O timing era perfeito", disse Ketzer.
Nesta segunda-feira, o Villareal publicou uma nota no site oficial e anunciou que identificou o torcedor que atirou a banana. O responsável pelo ato racista perdeu o carnê de sócio e será proibido de frequentar o estádio do clube até o fim da vida.
"Acreditamos que o racismo vai ser enxergado de forma diferente a partir do que aconteceu ontem [domingo]. Todo mundo, da presidente da República ao torcedor comum, se manifestou. O gesto do Dani foi lindo, e foi uma coisa bem brasileira: ele viu um problema, engoliu e tirou de letra numa boa. A atitude foi muito legal", avaliou o executivo da Loducca.
"O que nós planejamos foi a criação de um post com um conceito. Você perde a força porque não pode chamar todo mundo de macaco. Agora, o negócio tem ficado muito maior. Tem gente criando campanhas, marcas fazendo ações em cima. Só um cara como o Júnior ou o Dani para acabar com atitudes racistas que não fazem o menor sentido", completou Ketzer.
Em entrevista à "Rádio Globo", Daniel Alves admitiu que havia conversado com Neymar e que sabia sobre a intenção de criar uma campanha contra o racismo. No entanto, o lateral negou que a atitude de domingo tenha sido premeditada: "Peguei a banana e comi sem pensar em nada além disso. Aconteceu com outros companheiros, em outras ocasiões, e nós já tínhamos debatido sobre isso. Já tínhamos conversado sobre a campanha que o pessoal do Neymar estava querendo fazer, mas foi uma reação muito espontânea, no instinto".
Fonte: UOL - Copa

Botafogo planeja usar Emerson Sheik em ações de marketing

Atacante estreou pelo Alvinegro no último domingo anotando um gol e tem contrato com o clube apenas até dezembro



Sucesso na estreia pela equipe, com uma assistência e um gol, o atacante Emerson Sheik já desperta o interesse do marketing do clube. AoLANCE!Net, o gerente do departamento, Daniel Gastaldoni, se mostrou entusiasmado em poder contar com o jogador.
- Emerson tem uma personalidade que ajuda muito. Ele tem carisma, garra e empenho, requisito básico para agradar ao torcedor. Ele chegou recentemente, mas já ajudou a divulgar a campanha do clube contra o racismo. Compra ideias facilmente – disse Gastaldoni, que promete novidades.
- Estamos analisando categorias de produtos. No Botafogo a campanha de sócio-torcedor é prioritária. Queremos fazer coisas grandes com o Emerson, mas ainda não temos detalhes - disse.
Emerson tem contrato de empréstimo com o Botafogo somente até o fim de dezembro. O atacante ainda pertence ao Corinthians. Por isso, é bom o Glorioso se apressar para aproveitar ao máximo a estrela do candidato a ídolo.
Fonte: Lancenet

Pela primeira vez, Flamengo tem maior faturamento (sem atletas) do Brasil

Clube teve R$ 273 milhões de receita em 2013, sem considerar transferências de atletas, e ultrapassou São Paulo e Corinthians na lista dos times mais endinheirados do país

Em 2013, primeiro ano da gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello, o Flamengo superou São Paulo e Corinthians e registrou a maior receita do Brasil sem considerar transferências de atletas. O clube rubro-negro arrecadou R$ 273 milhões, um aumento de 36% sobre os R$ 200,5 milhões registrados no ano anterior, e conseguiu pela primeira vez ficar à frente do Corinthians, que marcou R$ 246,9 milhões de receita, com um recuo de 24% em relação a 2012, e do São Paulo, com um faturamento de R$ 213,9 milhões, 10% menor do que na temporada anterior.
Há alguns bons motivos que explicam a mudança no cenário do futebol brasileiro. Antes de detalhar as receitas flamenguistas, vale mencionar que corintianos e são-paulinos, ambos mal esportivamente no ano passado e com cotas de televisão pagas pela Globo significativamente inferiores ao período anterior, não conseguiram recuperar as perdas com fontes de receita como patrocínios, bilheterias e sócios-torcedores. Foi justamente nesses pontos que o Flamengo se deu melhor.
Os contratos assinados com Caixa, de R$ 25 milhões anuais, e Peugeot, de R$ 8,4 milhões por ano, fizeram com que os patrocínios aumentassem de R$ 34,4 milhões em 2012 para R$ 53,3 milhões em 2013. Um mérito do departamento de marketing, comandado por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, vice-presidente desta área, que conseguiu novos acordos em poucos meses. A assinatura do contrato com a Adidas, costurado ainda na gestão da ex-presidente Patrícia Amorim e que rende R$ 20,5 milhões em dinheiro por ano, também ajudou neste quesito.
Por parte das bilheterias, o salto foi gigantesco. A receita com a venda de ingressos subiu de R$ 9,5 milhões em 2012 para R$ 48,3 milhões em 2013. Há três explicações. Primeiro, o Maracanã foi reaberto após alguns anos de fechamento por causa de obras para a Copa do Mundo. Segundo, o Flamengo adotou uma política de preços significativamente mais altos para as entradas. Terceiro, o clube foi bem dentro de campo e conquistou a Copa Sadia do Brasil. Junte os três fatores, e só na final da competição, com 68.857 pessoas no estádio a um custo médio de R$ 141,36 cada, os flamenguistas tiveram R$ 4,7 milhões de receita líquida.
Em relação a sócios-torcedores, o Flamengo é atualmente o terceiro maior clube do país em número de associados, com 64 mil, atrás apenas dos gaúchos Grêmio e Internacional. Esta foi uma fonte de dinheiro, até então inexistente, que começou a jorrar em 2013. Foram R$ 16,5 milhões arrecadados. Campanhas feitas pelo departamento de marketing, por vezes até agressivas demais, carregam parte do mérito neste sentido – o fato de a torcida rubro-negra ser a mais numerosa do país e de o clube ter sido campeão são os principais responsáveis.
E com atletas?
Se acrescentados os valores obtidos com transferências de jogadores, o Flamengo segue atrás de São Paulo e Corinthians. Nas demonstrações financeiras referentes ao ano passado, os cariocas registraram zero de receita com vendas, enquanto os corintianos faturaram R$ 69,1 milhões com ela, e os são-paulinos deitaram e rolaram com a ida de Lucas para a França e conseguiram R$ 148 milhões só com atletas. Deste modo, o São Paulo tem o maior faturamento.
Considerar a venda de atletas não é uma prática adotada, em especial na Europa, porque esta é uma receita que tem grandes variações de uma temporada para a outra e que camufla a real capacidade de uma gestão de ganhar dinheiro.
 
Fonte: Máquina do Esporte - UOL

 

Chips personalizados de clubes representam 10% das vendas mensais da TIM

Operadora italiana é líder do segmento pré-pago no Brasil, mas está atrás da Vivo na região Sudeste, onde estão sete dos 11 clubes da qual é patrocinadora.


 

Os chips personalizados dos 11 times patrocinados pela TIM correspondem a 10% das vendas mensais no segmento pré-pago da operadora nas regiões em que estão disponíveis, segundo informou a companhia em um comunicado. O ranking de clubes em número de chips, como de costume, não foi revelado.
Há cerca de quatro anos, a empresa inaugurou uma nova propriedade nas camisas dos clubes, o interior do número, e desde então fechou patrocínios a Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Atlético-MG, Vasco, Cruzeiro, Vitória, Bahia, Grêmio e Internacional. O cliente que optar por ter um chip personalizado no plano pré-pago, o Infinity, recebe notícias, avisos de gols em tempo real, escalação da equipe e conteúdos para personalização do aparelho.
A TIM é líder no segmento de pré-pago no Brasil, com 61,6 milhões dos 212 milhões de clientes existentes em todo o país no mês de março. Na região em que tem sete dos 11 clubes de futebol patrocinados, a sudeste, no entanto, a operadora italiana está atrás da concorrente Vivo. A TIM tem 24,7 milhões de clientes, contra 25,5 milhões da companhia espanhola. Os dados são fornecidos pela Anatel.
Fonte: Máquina do Esporte

terça-feira, 29 de abril de 2014

Universitários assumem comunicação e marketing da Portuguesa do Rio de Janeiro

Gabriel, Leonardo e Gil reativaram redes sociais do clube, inauguraram TV na web e lançaram camisa comemorativa, mas ainda não têm nem salário, nem sala



O Gabriel Tolentino, 20 anos, é estudante do 5º semestre de publicidade na UFRJ. Ele é o novo responsável pela comunicação e pelo marketing da Portuguesa do Rio de Janeiro. Desde o começo de abril, ele e os amigos Leonardo Machado, de 19, estudante do 3º semestre de comunicação social na PUC-RJ, e Gil Rezende, também de 19, estudante de marketing na ESPM, assumiram as funções no clube. Salário que é bom, por enquanto, nada. O trio recebe apenas uma ajuda de custo. Mas tem a oportunidade e a ambição de fazer o clube crescer.
Gabriel sempre foi torcedor fanático da Lusa carioca. Frequentador assíduo dos jogos da equipe, ele acabou conhecendo o vice-presidente de futebol do time, Marcelo Barros. “Eu tinha um blog e já fazia esse serviço [de assessoria de imprensa] meio que de graça. A assessora tinha deixado o cargo, e aí o Marcelo me convidou. Eu acabei chamando mais dois colegas”, conta à Máquina do Esporte.
Em menos de um mês, o trio reativou o Facebook da Portuguesa, inaugurou a "TV Lusa" e divulgou o lançamento de uma camisa comemorativa para homenagear Portugal. “Já pudemos sentir um retorno muito positivo da torcida. Também está nas nossas metas a criação de um plano de sócio-torcedor”, diz o vice-presidente de futebol, Marcelo Barros.
“Reformulamos as redes sociais e criamos uma conta no Instagram. Queremos aumentar a média de público, que hoje é de 300 pessoas por jogo. A ideia é triplicar”, afirma Leonardo. “Também queremos conseguir 5 mil curtidas no Facebook até o fim do ano”, completa Gabriel. Atualmente, a página da Lusa na rede social possui cerca de 1.700 curtidas.
Os novos assessores ainda trabalham de casa. “Em breve nós teremos o escritório na sede da Portuguesa. Queremos trabalhar o marketing do clube, procurar patrocinadores e aumentar os que já são. Aumentar a receita por meio do patrocínio”, finaliza Gabriel. A Associação Atlética Portuguesa do Rio de Janeiro disputa a série B do Campeonato Carioca Guaraviton e ocupa a quinta colocação no Grupo B na competição.

Fonte: Máquina do Esporte- UOL

CBF arrecada R$ 452 milhões em 2013

Entidade continua sendo a que mais arrecada no Brasil, seguida do Corinthians




A CBF teve um crescimento de receita de 19%, chegando a R$ 452 milhões em 2013, um ano antes da Copa do Mundo. Com a queda do Corinthians, a CBF alargou a vantagem no primeiro lugar entre as entidades esportivas que mais arrecadam no Brasil, posto que havia retomado em 2012. O posto ficou cinco anos (de 2008 a 2011) com o clube paulista. Todos os números estão num estudo do consultor Amir Sommoggi, colunista do LANCE! Bizz.
O crescimento foi um pouco menor do que os 23% de crescimento verificado no ano anterior. Nos últimos seis anos, a arrecadação da entidade máxima do futebol brasileiro vem crescendo a uma taxa média de 24,8% ao ano.


Apesar dos sucessivos anúncios de patrocinadores, a fonte de receita que mais cresce na CBF são a venda de direitos de TV. A entidade não esclarece de quais direitos ela passou a receber muito mais, mas isso ocorre após a mudança do sistema de venda de direitos de TV do Campeonato Brasileiro, em 2011, e da renegociação dos direitos de imagem da seleção brasileira, realizada por José Maria Marin logo que chegou ao poder da entidade, em fevereiro de 2012.



Com a realização da Copa do Mundo, 2014 deve marcar um ponto de inflexão nas receitas de patrocínio da Copa do Mundo. Vários contratos terminam no final de 2014. Outros irão até meados de 2015.
DESPESAS
Se as receitas cresceram, em 2013 as despesas cresceram muito mais. Um dos em que a evolução foi maior foi com as despesas com competições. Quando Marin assumiu, a CBF passou a arcar com boa parte dos custos das Séries C e D, para viabilizar essas divisões e acabar com as desistências, que vinham se tornando mais frequentes.



Uma despesa que se manteve estável foi a de impostos, com R$ 64 milhões por ano
Como remuneram diretores estatutários, a CBF perde a isenção fiscal concedidas a associações sem fins lucrativos, como são, em princípio, os clubes e federações. Se os diretores não fosse remunerados, a CBF economizaria além dos seus salários, mais uns R$ 30 milhões por ano.
RESULTADO OPERACIONAL
O aumento de gastos continua pressionando o resultado operacional para baixo. Depois de atingir superávit de R$ 83 milhões em 2010, a CBF ficou no azul em R$ 56 milhões pelo segundo ano seguido.



O balanço mostra também que a entidade faz pouco ou nada voltado ao futebol não-profissional, como fazem todas as federações nacionais de futebol do mundo.
Fonte: Lance Bizz – Estudo Amir Somoggi

As contas de Flamengo, Corinthians e São Paulo

Corinthians e São Paulo ampliaram suas receitas com a transferência de atletas, enquanto o Flamengo focou no seu programa de sócio-torcedor 

Os três clubes de maior torcida do Brasil (Flamengo, Corinthians e São Paulo) apresentaram recentemente os seus respectivos balanços financeiros referentes a 2013. Os demais clubes brasileiros ainda vão publicar os seus números, mas de posse dos dados já disponíveis, é possível tirar algumas conclusões interessantes.
Os clubes não contaram no ano passado com as luvas destinadas pela TV Globo, cifras que já foram contabilizadas nos balanços de 2012, o que de certa forma escondeu uma situação bastante complicada. Os clubes apresentaram um incremento muito forte em suas receitas por conta do aporte feito pela emissora, fato que não se repetiu no ano passado.
O São Paulo foi a agremiação que apresentou a maior receita: R$ 364,7 milhões, um aumento da ordem de 28% em relação a 2012 e que foi ocasionado diretamente por conta da transferência de Lucas para o Paris Saint-Germain. O Tricolor paulista somente com transferências amealhou R$ 148 milhões no ano passado, contra R$ 46 milhões obtidos em 2012.
Desconsiderada a receita provocada pela venda ou empréstimo dos seus atletas, o faturamento do São Paulo atingiu R$ 217 milhões, valor 8% inferior ao registrado em 2012. O feito do clube foi ter conseguido equilibrar suas finanças, apresentando um superávit expressivo e aida reduzir o seu nível de endividamento. Os gastos do São Paulo com o seu Departamento de Futebol atingiram R$ 248 milhões, uma elevação da ordem de 31%.
O Corinthians, por sua vez,fechou 2013 com um recuo em suas receitas. O clube registrou a entrada de R$ 316 milhões em seus cofres, o que significou uma redução de 12% em relação a 2012. As perdas do clube do Parque São Jorge só não foram maiores porque o clube obteve um aumento significativo de sua receita com as transferências de seus atletas, que saltaram de R$ 33,8 milhões para R$ 69,1 milhões. Excluindo-se essa fonte, a receita do Corinthians foi de R$ 247 milhões, valor 24% inferior ao registrado em 2012. As despesas do Corinthians com o seu Departamento de Futebol somaram R$ 248 milhões, enquanto o superávit despencou mais de 87%.
O dado mais alarmante sobre o Corinthians, no entanto, foi a constatação de que as dívidas fiscais contraídas pelo clube simplesmente triplicaram de 2012 para 2013. Os impostos somam a impressionante cifra de R$ 169 milhões, o que derruba a tese de que o Timão, que possui a segunda maior torcida do país, tem em sua gestão um modelo a ser seguido pelas demais agremiações do futebol brasileiro.
O único representante carioca do grupo, o Flamengo, foi o único que registrou um crescimento explorando a sua própria marca. O rubro-negro não arrecadou um único centavo com a transferência dos seus jogadores e ainda assim fechou 2013 com uma receita da ordem de R$ 273 milhões, valor 29% superior ao registrado em 2012.
Na comparação com a realidade vivida por São Paulo e Corinthians, o campeão da Copa do Brasil 2013 superou os rivais paulistas sem considerar as receitas geradas pelas transferências de jogadores. O maior mérito do clube carioca foi explorar a marca Flamengo junto à sua apaixonada torcida. O crescimento das contas apresentadas pelo rubro-negro foi impulsionado por novos R$ 16 milhões gerados pelo seu programa de sócio-torcedor, R$ 48 milhões referentes à venda de ingressos e outros R$ 53 milhões proporcionados pelo marketing do clube. O Flamengo tem uma dívida gigantesca, é verdade, mas a atual gestão capitaneada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello conseguiu, em curto prazo, reduzir o nível de endividamento do clube, com o pagamento de impostos que estavam em atraso. Os gastos do rubro-negro com o futebol atingiram R$ 180 milhões, enquanto o déficit experimentou um recuo de 68%.
Os resultados apresentados por Corinthians e São Paulo mostram que sem as luvas da TV, os dois clubes paulistas acabaram buscando nas transferências dos seus jogadores o equilíbrio necessário às suas finanças. Talvez a exceção fique por conta do Flamengo, que revelou um crescimento, apesar dos seus graves problemas financeiros. O rubro-negro pagou seus impostos em atraso, sem, contudo, abrir mão de suas principais estrelas.
Fonte: Lance Bizz
 

Santos FC firma importante parceria social com a Unicef




O Santos anunciou na tarde de sexta-feira (25) uma importante parceria social com a Unicef. Nos próximos dois jogos do Peixe no Brasileirão Chevrolet, a marca aparecerá na costa master do uniforme santista. No restante da temporada, a Unicef se fará presente com uma pequena inserção entre o escudo e o logotipo da Nike.
Fruto desta relação, ambas as partes trabalharão conjuntamente em prol dos direitos de crianças de todo Brasil ao esporte, educação, saúde e proteção.
O evento contou com a presença do Rei Pelé, do presidente Odílio Rodrigues, Edu Dracena, representantes da Unicef Brasil e ex-jogadores como Dorval, Pepe, Coutinho e Mengálvio.
Fonte: MKT Esportivo

Despedida ao Pacaembu faz Corinthians ter segundo jogo mais lucrativo do ano


Clube teve receita líquida de R$ 1 milhão com as bilheterias, abaixo apenas do clássico entre Grêmio e Internacional na final do Campeonato Gaúcho


 

A despedida do Corinthians ao Pacaembu, na vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, colocou o time paulista na segunda posição do ranking de maiores lucros do ano com bilheterias. Os 36.402 torcedores pagantes que estiveram presentes no adeus ao estádio que acolheu a equipe por décadas, a um preço médio de R$ 42,10 por ingresso, fizeram com que o clube tivesse uma receita líquida de R$ 1 milhão. Só o Grêmio, com R$ 1,5 milhão lucrado na final do Campeonato Gaúcho Chevrolet de 2014 diante do Internacional, permanece à frente dos corintianos.
O preço do tíquete, aliás, é um ponto a ser destacado. A ocasião não era exatamente uma final de Libertadores, mas tinha um fator emocional que certamente faria com que o público fosse atraído ao estádio. Mas o Corinthians manteve um preço próximo do que se acostumou a cobrar no Pacaembu. Em 2013, a média no Campeonato Brasileiro foi de R$ 32,84. No Campeonato Paulista Chevrolet de 2014, foi de R$ 29,63. Em tempos de acentuada inflação no preço dos ingressos, a atitude destoa dos demais clubes.

O que se viu com o Corinthians, esta relação emocional do torcedor com o estádio, certamente não se repetiu na "despedida" do Palmeiras um dia antes. No sábado, o time alviverde perdeu para o Fluminense diante de 11.189 pagantes, cuja receita líquida foi de R$ 174 mil. O preço da entrada foi quase idêntico: R$ 42,43 em média. Outro destaque da rodada foi o lucro de R$ 445 mil do Cruzeiro jogando no Parque do Sabiá contra o São Paulo. No mais, o Botafogo teve um lucro ínfimo de R$ 22 mil jogando no Maracanã, e Goiás, Figueirense e Vitória tiveram prejuízos.
As informações sobre público e bilheterias são coletadas pela Máquina do Esporte diretamente dos boletins financeiros das partidas, fornecidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Fonte: Máquina do Esporte- UOL

Liga Retrô espera aumento de 130% nas vendas em 2014 com linha personalizada

Marca terá edição especial de camisas das seleções que virão disputar a Copa do Mundo


 

A Liga Retrô, grife especializada em réplicas de uniformes esportivos, pretende aumentar 130% o faturamento em 2014. Isso significa um faturamento de R$ 28 milhões (mais que o dobro do lucro obtido em 2013). Lojas da marca estarão presentes em oito das 10 cidades-sede – entre elas Manaus, Coritiba, Salvador e São Paulo – e a grife criará uma linha especializada para as 32 seleções que virão ao Brasil para disputar a competição.
“Cada seleção participante terá pelo menos um modelo especial à venda. Para o Brasil, serão 10 modelos”, afirmou Marcelo Roisman, sócio da Liga Retrô. “Para impulsionar as vendas para os turistas, também teremos as lojas em outras cidades que não serão sede, mas que são pontos de vendas estratégicos. Ribeirão Preto, que receberá a seleção da França, e Campinas, que vai hospedar o time de Portugal, de Cristiano Ronaldo”, exemplificou.
A marca também deve aparecer em emissoras de televisão internacionais. “Nós já temos entrevistas marcadas com emissoras da Inglaterra, Estados Unidos, Argentina, México e Espanha”, adiantou Roisman. “Em geral, os turistas estrangeiros são responsáveis por 1,5% das vendas da marca. Porém, durante a Copa do Mundo, nossa expectativa é que este número suba para 8,5%.”.
A Liga Retrô existe desde 2001 e, até a Copa do Mundo, contará com 48 lojas em todo o país. Até o final de 2014, serão investidos R$ 2,5 milhões e o objetivo é que o número de estabelecimentos chegue a 60.
Fonte: Máquina do Esporte

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sem comprometer camisa, Flamengo acerta patrocínio com a Herbalife

Empresa de nutrição, que foi patrocinadora do Botafogo nas últimas temporadas, vai expor marca em uniformes de treino, viagem e placa no centro de treinamento do clube. 

O Flamengo fechou um patrocínio com a Herbalife. A empresa de nutrição vai colocar a marca dela em uniformes de treino (treinador, atletas e coletes), em uniformes de viagem e em uma placa no campo de treinamento pelos próximos 12 meses, bem como poderá, em eventos oficiais do clube e no centro de treinamento, expor produtos.

Outro ponto do acordo prevê o fornecimento de produtos de suplementação para a equipe profissional da equipe rubro-negra, principalmente os da linha de nutrição para atletas, chamada Herbalife 24 Hours. Haverá acompanhamento nutricional dos atletas feito pela patrocinadora em conjunto com as equipes médica e nutricional do Flamengo.
“É com muita alegria que anunciamos a parceria com um dos maiores clubes do Brasil e do mundo. A relação da Herbalife com o esporte nacional, mais especificamente com o futebol, reforça o compromisso que temos de incentivar e promover o estilo de vida saudável e ativo. Esse acordo fortalece ainda mais o nosso posicionamento como parceiro estratégico focado em nutrição esportiva”, declarou Jordan Rizetto, diretor sênior de marketing da Herbalife no Brasil.
“É mais uma grande empresa de renome no mercado que associa sua marca ao Clube de Regatas do Flamengo. Isso comprova a valorização do clube e a confiança dos grandes produtos em investir nas cores rubro-negras”, completou Fred Luz, diretor-geral do Flamengo, em nota.
A Herbalife trabalha com patrocínios esportivos em todo o mundo. No futebol, tem parcerias com o Los Angeles Galaxy, nos Estados Unidos, com o Pumas, no México, com o Spartak Moscow, na Rússia, e com as seleções da Bélgica e da Costa Rica, ambas classificadas para jogar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. No futebol brasileiro, é patrocinadora da Copa Sadia do Brasil e foi patrocinadora do Botafogo, rival flamenguista, nos últimos anos. Na corrida de rua, por fim, a Herbalife apoiará 25 provas durante todo o ano no Brasil, em função de uma parceria com a O2.
Fonte: Máquina do Esporte - UOL

Botafogo inverte listras da camisa para protestar contra o racismo

Jogadores disputaram o primeiro tempo da partida contra o Inter com a peça




O Botafogo enfrentou o Internacional no último domingo (27), no Maracanã, com as listras da camisa número 1 da equipe invertidas. A intenção foi realizar um protesto contra o racismo e mostrar que a cor não importa no esporte. Os jogadores também entraram em campo carregando uma faixa especialmente para a ação.
"O foco do Botafogo, com isso, foi mostrar para o público que no futebol as cores pretas e brancas são uma só, não fazem diferença. Nosso objetivo é convocar a torcida, não só do Botafogo, mas todas as torcidas do mundo, para vestirem a camisa da luta contra o preconceito racial no esporte", contou o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção.
Os torcedores também podem participar da campanha colocando uma foto com seus rosto em um modelo virtual da camisa especial, por meio de um hotsite. "Desta forma o botafoguense pode, por meio de seus canais de mídias sociais, divulgar sua imagem e assim entrar na luta contra o racismo, com a hashtag #somosumsó", finalizou o presidente do clube.
O uniforme foi produzido pela Puma apenas para a ação e não será vendido nas lojas, em respeito ao estatuto do time. Botafogo e Internacional empataram a partida em 2 a 2.

Fonte: Máquina do Esporte

YES, QUEREMOS BANANA! #somosmacacos




Daqui a 45 dias, a Copa do Mundo vai começar no Brasil. Brasil é aquele país da América Latina onde os estádios demoram a ficar prontos, em que quase tudo fica mais caro do que o previsto, onde lutamos contra a corrupção há 500 anos... mas em que ninguém é branco. Ou não deveria ser. Ninguém é preto - ou não deveria ser. Ninguém é azul, amarelo, verde ou vermelho. Temos todas as cores. Ou deveríamos ter.
E hoje... todos nos chamamos Daniel Alves. Todos temos pele mulata, olhos claros e cabelo pixaim. Todos nascemos na Bahia - com sangue negro, branco e índio a correr pelas veias. E todos comemos a banana metafórica lançada no chão.

Essa banana é o Brasil viajando no tempo e no espaço. Comer o racismo e metaforicamente descomê-lo com a melhor das ironias - é esse o Brasil moleque, o Brasil bailarino - capaz de driblar num espaço de guardanapo, de sambar na cara do velho mundo, capaz de superfaturar estádios, metrôs e refinarias, de produzir mensalões e mensalinhos... mas incapaz... ou quase sempre incapaz de aceitar a intolerância.
A intolerância nos agride mais que a corrupção. No Brasil se fala português com açúcar - escreveu Eça de Queiroz. Somos dóceis, somos ternos - e preferimos ser. Nossos pecados são disfarçados - e é bom que assim seja. Desprezamos o alcagüete mais do que o criminoso. Precisamos de leis para impedir que existam elevadores sociais e de serviço - mas não admitimos a humilhação pública. Não admitimos o lançamento de banana.

Podemos ser a PM subindo o morro, podemos ser o tráfico atirando pra baixo... mas, quase sempre, somos o beijinho no ombro, a mão que afaga aqui e afana ali - mas não a que apedreja.
Vamos comer essa banana como Oswald de Andrade. Comê-la, digeri-la e transformá-la. Hoje somos todos macacos. Eu, você, o Neymar, o político, a presidente, o ministro, o empresário, o trabalhador, o senhor, a senhora, o presidiário, o ator, o ladrão, o policial, o bombeiro, o deputado de direita, o vereador de esquerda, o padeiro, o gari, o motorista, o preto, o branco, o azul, o cor-de-rosa.

Somos todos hélios de la peña - temos olhos azuis e pele negra. Somos todos marcos palmeira, mestiços de olhos castanhos e cabelo enrolado Somos todos preta gil, tais araújo, lázaro ramos. Somos todos giovanna antonelli, fernandas lima, tammy gretchen. A pele que nos habita ou a pele que habitamos não tem paradoxo.
Yes, Braguinha, nós temos banana. E hoje, o que importa é pegar essa banana no chão. E comê-la em vez de lançá-la de volta. É nesse pequeno momento em que dá pra acreditar naquela musiquinha de arquibancada - sou brasileiro... com muito orgulho... com muito amor. Porque é o humor que nos separa - é a alegria que nos permite encarar tudo-isso-que-aí-sempre-esteve.

Daqui a 45 dias, o mundo vem ao Brasil - que por causa de um monte de pretos e brancos e índios e mestiços chegou a 2014 como o país do futebol. Do futebol, do samba, da caipirinha, de praias lindíssimas e políticos nem tão belos... da corrupção, dos conchavos e doleiros e KKKKs.
E é esse nosso dilema. Com muito orgulho, com muito amor, o brasileiro segue sendo o narciso às avessas, capaz de cuspir em sua própria imagem com propriedade e de se entender com outro brasileiro em apenas uma frase:

- Brasil, né?
É - Brasil... terra onde em se plantando... tudo dá - menos intolerância. De todas as vilezas do mundo, o preconceito é aquele tipo de inimigo fácil de identificar e difícil de derrotar. O rei mais conhecido deste mundo é preto, atende por Édson e nasceu em Minas Gerais. É no altar dele que deposito meu voto e digo aos lançadores de banana:

Mandem mais.
Mandem mais banana.
Mandem que a gente mata no peito e transforma em bananaço. Numa bem-humorada e coletiva banana para todos aqueles que acreditam nessa bobagem de que cor da pele faz diferença.
Em suma - esta república federativa das bananas orgulhosamente agradece. E orgulhosamente reconhece: sim - essa terra tem mil problemas. Mas alguma coisa - alguma coisa a gente tem pra ensinar pra vocês - e não é futebol.

Muito obrigado pela lembrança.
Bem-vindos ao Brasil.
Fonte: Globosporte.com – Artigo de Gustavo Poli

domingo, 27 de abril de 2014

adidas | O significado de ser um torcedor/jogador do Real Madrid




Por ocasião da primeira partida da semifinal da UEFA Champions League, a adidas reuniu alguns fãs do Real Madrid e seus embaixadores na equipe para explicar o sentimento de ser madridista.
Entre os atletas, Xabi Alonso, Marcelo, Iker Casillas, Illarramendi e Morata, são os protagonistas do vídeo. Confira:



Fonte: MKT Esportivo

sábado, 26 de abril de 2014

#RiskEverything | Nike embasa campanha com sensacional comercial




Cristiano Ronaldo, Neymar Jr., Wayne Rooney, Zlatan Ibrahimović, Gerard Piqué, Gonzalo Higuaín, Mario Götze, Eden Hazard, Thiago Silva, Andrea Pirlo, David Luiz, Andrés Iniesta, Thibaut Courtois e Tim Howard, são os protagonistas deste sensacional comercial da Nike para sua campanha #RiskEverything.

Delicie-se:





Fonte: MKT Esportivo

Exclusivo! Entrevista com o Diretor Administrativo do CAP – Clube Atlético Penapolense


André Garcia - Diretor do C. A. Penapolense

Conhecido há muito tempo como a “Pantera da Noroeste”, o CAP após excelentes resultados conseguiu em um intervalo de cinco anos (2007 e 2012) três acessos até chegar à elite do futebol paulista em 2013 quando atingiu uma excelente 8ª colocação. Em 2014 definitivamente foi o ano da afirmação da equipe de Penápolis na elite quando surpreendentemente atingiu a 4ª colocação após cair na semifinal para o Santos em um jogo dificílimo para a equipe da Vila Belmiro.

Agora a pergunta que fica é: Será que realmente foi surpreendente? Para a mídia com certeza foi, o que será que pensa as pessoas que estão envolvidas no dia-a-dia do Clube?

E é exatamente isso que descobriremos a seguir na entrevista exclusiva que tive com o Diretor Administrativo do CAP – André Garcia.

Futgestão: André, podemos considerar surpreendentes os resultados atingidos pelo CAP?

André: Não considero surpreendente, penso que os resultados vem com muito trabalho e principalmente muita transparência e honestidade com todos os envolvidos no processo.

Futgestão: Você que está no Clube há três anos e está participando ativamente deste trabalho que vem sendo realizado.. Fale um pouco como foi para chegar até a elite do futebol paulista?

André: Foi muito difícil, passamos por muitas coisas, mas sempre pensando positivo, neste processo conseguimos criar credibilidade junto aos parceiros e a Cidade, foi muito gratificante ter o trabalho reconhecido por todos.

Futgestão: Qual a relação do CAP hoje com a população de Penápolis? Eles estão apoiando este trabalho?

André: A relação é ótima, por ser uma cidade com pode aquisitivo baixo temos sim um bom apoio financeiro e em relação à população eles são fantástico.

Futgestão: Como é que tem sido conduzido o planejamento e essa relação entre a Gestão e o Departamento de Futebol?

André: Estamos colocando em prática esta nova forma de gerir futebol, um dos objetivos da Diretoria é preparar as pessoas para profissionalizar ainda mais o Clube em todas as áreas.

Futgestão: Qual a real intenção e ambições da equipe para a série D ainda em 2014? Vaga esta, conquistada graças a excelente campanha no paulista deste ano.

André: Não poderia ser diferente, é subir para a Série C.

Futgestão: Mande um recado para o torcedor e o que eles podem esperar para os próximos anos?

André: Eu peço que o torcedor continue nos apoiando e acreditem, pois este Clube irá chegar muito longe, e seremos cada vez mais reconhecidos pela Gestão que estamos realizando, sempre iremos levar o nome de Penápolis para todos no Brasil com muita dedicação e principalmente muito trabalho.

Agradeço a oportunidade e um abraço a todos!

Convido a todos os leitores para conhecer um pouco do trabalho, da estrutura e diversas notícias relacionadas ao dia-a-dia do Clube. Basta acessar a página oficial do Clube Atlético Penapolense no link abaixo:


Agradeço ao André pela disponibilidade e principalmente por compartilhar esse trabalho excelente não só com os leitores do futgestao, mas principalmente com o torcedor do CAP que é o mais interessado. O André irá nos enviar uma camisa do CAP e em breve sortearemos aqui no blog.

Saudações,
R. Veríssimo
E-mail: ruany.verissimo@yahoo.com.br

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Movimento por um Futebol Melhor ganha primeiro fim de semana especial do ano



Você sabia? Clubes do movimento irão oferecer benefícios aos novos associados

 


 
No próximo fim de semana, acontecerá o primeiro "Super Fim de Semana" do Movimento por um Futebol Melhor deste ano. Nos dias 26 e 27, os associados que integram os 50 clubes participantes terão uma série de vantagens, como a compra de três produtos iguais das empresas integrantes do projeto paga apenas dois nos supermecados participantes.
Os produtos com descontos são oferecidos por oito das 14 empresas que fazem parte do movimento: Ambev, Unilever, Danone, Pepsico, Burger King, Netshoes, Editora Abril e BIC. Além disso, alguns clubes participantes também oferecerão vantagens aos novos associados (confira abaixo), como a primeira parcela grátis no pagamento da anuidade.
Ao todo, cerca de 700 mil sócio-torcedores poderão participar da promoção, que vale para 2.700 pontos de venda em todo o país. Para ter direito ao desconto, basta o associado estar em dia com as mensalidades e se identificar no caixa, informando o CPF. Para maiores informações, acesse o site do movimento (www.futebolmelhor.com.br) ou consulte o aplicativo do programa, disponível em Android e IOS.
O sócio-torcedor também continua a ter descontos todos os dias, nos produtos e serviços das empresas participantes, além de participar da promoção "Sempre Ganha", com sorteio diário de prêmios. O associado concorre a carros 0KM, vales-combustível, vales-compra e pares de ingressos para a Copa do Mundo, oferecidos pela Brahma (marca da Ambev, idealizadora do projeto).
No ano passado, na ação de Dia dos Pais, os associados ganharam um desconto médio de R$ 121. Os torcedores de Vitória, Bahia e Atlético-MG foram os maiores destaques nas compras, segundo informações do Movimento.
O Movimento por um Futebol Melhor foi criado em janeiro de 2013 e ajudou os clubes brasileiros a chegarem a marca de 700 mil associados. Em seu primeiro ano, as empresas que participam do Movimento concederam mais de R$ 25 milhões em descontos. O desconto médio chegou a R$ 30 mensais por sócio-torcedor, o que chega a superar o valor médio da mensalidade, comprovando a vantagem de se associar.
Confira o que será oferecido pelos clubes aos novos associados:
- Flamengo e Vitória: ingresso grátis para um jogo
- Fluminense e Guarani: isenção na taxa de adesão
- São Paulo: primeira parcela por R$ 0,50
- Ponte Preta: primeira parcela grátis no plano trimestral
- Portuguesa: 50% de desconto na segunda mensalidade
- Sport: primeira parcela grátis no pagamento da anuidade
- Náutico: primeira mensalidade grátis
- Santa Cruz: 50% de desconto na primeira e segunda mensalidades
- Ceará: um mês adicional na adesão ou renovação
Fonte: Lance Bizz

Chevrolet amplia patrocínio ao futebol e adquire naming rights do Brasileiro

 

Acordo vem à tona após Del Nero, que vendeu o nome do Paulista à própria montadora, assumir a CBF

 

 

A Chevrolet adquiriu os naming rights do Campeonato Brasileiro de Futebol. Durante a primeira rodada da atual edição da competição, disputada no último fim de semana, já foi possível observar em placas de publicidade o novo nome do torneio: Brasileirão Chevrolet.
Embora o tempo de duração da parceria entre fabricante de automóveis e Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entidade responsável pelo Brasileiro, seja mantido em sigilo, sabe-se que se trata de uma relação de longo prazo, e não apenas para a temporada 2014.
O patrocínio vem à tona dias após Marco Polo Del Nero se tornar presidente da CBF. Coincidência ou não, o executivo já havia comercializado os naming rights do Campeonato Paulista com a própria montadora, na época que comandava a Federação Paulista de Futebol (FPF).
Atualmente, aliás, a marca pertencente à General Motors (GM) contabiliza 22 Estaduais. Somente Brasiliense, Carioca, Paraense, Pernambucano e Roraimense não fazem parte de seu portfólio. Nesta temporada, a companhia norte-americana optou por vincular seu carro Onix aos regionais.
Oficialmente, entretanto, Chevrolet e CBF ainda não se manifestaram a respeito dos naming rights do Brasileiro. Estima-se que um evento sobre o tema seja realizado em breve. No mais, a divisão da GM substitui a Petrobrás, que nomeou o certame nos últimos dois anos.  

Fonte: Máquina do Esporte - UOL

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Há 20 anos sem Dener: veja histórias e depoimentos sobre o gênio do drible

  

Generosidade, agressividade, malandragem e muitas curiosidades marcam o breve tempo do jogador falecido no dia 19 de abril de 1994, em acidente de carro no Rio




Descrito por muitos como tímido e até introvertido, Dener era capaz de histórias hilariantes e curiosas. Quase todos os entrevistados na série especial sobre os 20 anos da morte do eterno craque da Portuguesa, do Grêmio e do Vasco tinham uma lembrança - das mais divertidas até as infantis e irresponsáveis. Abaixo (e no vídeo acima) você conhece 20 causos de Dener e ainda confere uma seleção de depoimentos sobre o moleque travesso que deixou muita saudade desde aquele fatídico 19 de abril de 1994, data que completa 20 anos neste sábado.

Presente do Vlad

Dener vai à loja magazine da família do seu treinador Vladimir, de futebol de salão do Vila Maria, clube tradicional da Zona Norte de São Paulo. Chega para o irmão de Vlad, Roni, e fala:

- Ô, Roni, Vlad pediu para você me dar a chuteira que ele acerta com você depois.
O garoto recebe o tênis e vai embora - estava começando na Portuguesa. Mais tarde, Vlad chega e o irmão fala:

- Tem que pagar o tênis que você deu para o Dener.
- Que tênis? Eu? Não falei nada para ele…


“Enche o carrinho”
Passeando pela Vila Ede com sua “nave”, como ele chamava a Mitsubishi 1992 que possuía, Dener foi parado por um pedreiro. Ele contou que passava por dificuldades e que estava indo bater uma laje para conseguir dinheiro. Dener colocou o trabalhador no carro e o levou ao supermercado. “Vambora, escolhe tudo que você quiser, enche o carrinho aí”. O homem ficou tímido e disse que não precisava daquilo. Então Dener andou o mercado inteiro derrubando todos os produtos dentro do carrinho para presentear ao homem que conhecera minutos antes. Era comum o craque ter atitudes deste tipo. Ele costumava também distribuir chuteiras e material esportivo para a garotada da Lusa.

Rei de fato do Canindé
Empossado presidente da Portuguesa, em 1994, Manoel Gonçalves Pacheco precisava sentar e conversar a renovação de contrato de Dener. Astro do time, ele já era quem mais ganhava no clube. Dener sentou e colocou seu preço. Na época, segundo Pacheco, era um valor que correspondia a uns R$ 100 mil reais - um salário de craque consagrado do futebol brasileiro, não de um garoto, craque sim, mas ainda somente promissor e que causava muitos problemas no Canindé.

- Por aquele valor, eu pagava o salário do plantel inteiro. Era um valor muito significante para 1994. E eu então falei para ele. "Olha, Dener, tudo bem. Eu vou fazer o seguinte: "vou lavrar numa escritura de doação o nosso estádio e não tem problema. Você fica conosco e você fica sendo o dono disso tudo aqui"" - recorda o ex-presidente, brincando. - Era impossível segurar o Dener na Portuguesa. Não havia condição financeira.

Rei do camarote
Antes de despontar como jovem promessa do futebol brasileiro e parar no Vasco, Dener já gostava muito de escola de samba e do Salgueiro, a sua preferida. Com a família, ele viajou num fim de semana e foi para a quadra da vermelha e branca da Tijuca.

- A gente estava lá na quadra e ele ficava olhando para cima, para a bateria. E dizia: “Tia, eu quero subir lá”. Tanto ele fez que, quando estava subindo, quase lá em cima, um segurança o tirou. Depois, quando estava no Vasco, um dia ele me liga: “Tia, você não sabe onde estou: estou aqui no camarote do Salgueiro. O pior você não sabe: o presidente da escola me anunciou e a bateria virou para tocar só para mim”. Ele ficou realizado! - lembra a tia Vanda.

Um mimo e tanto
Dener mandava prender, soltar, fazia chover e aparecer o sol no Canindé. Não foram poucas as vezes em que a direção da Lusa se sujeitou aos caprichos do pequeno camisa 10. Um deles quem viu de perto foi Zé Roberto, hoje no Grêmio.
- Lembro que numa negociação para renovar contrato ele pediu um carro de luvas. Só renovava se dessem um Mitsubishi, aquele Eclipse, um carro que poucos tinham no Brasil na época. Enquanto não apareceu o carro dele no estacionamento do clube, ele não jogou, só treinava. Até que compraram e deram para ele - recorda o atual jogador do Grêmio.

O Mitsubishi Eclipse branco, de placa DNR-0010 (com as consoantes e a camisa que o jogador usava), era o carro que Otto Gomes de Miranda dirigia e que matou o craque há 20 anos.

A marra do craque


 

Com jeito de menino de rua dentro e fora de campo, Dener sempre foi abusado. Sinval recorda que eles andavam pelo Centro de São Paulo e o amigo esbarrava nas pessoas no sinal de propósito. Para quem respondesse, Dener fazia cara de mal e logo espantava um possível agressor (“Ele metia medo até nos policiais, era terrível”). Outra marca de Dener era a autoconfiança exagerada com a bola no pé.
- Estava na arquibancada naquele golaço contra a Inter de Limeira. Nunca esqueço porque soube da gravidez da minha mulher naquele dia. Quando acabou o jogo, falei com ele: “O que você fez, hein!?” E ele com aquela marra: “Deixa de ser bobo, está espantado por quê? Cansa de me ver fazer isso todo dia” - lembra, aos risos, o ex-atacante Sinval.


Queda de moto
Na véspera de enfrentar o Palmeiras, no Paulistão, Dener resolveu dar umas voltas de moto.

- Ele estava indo para o Canindé, caiu, se ralou todo e ficou fora do clássico. A imprensa caiu matando, chamou de irresponsável, aquela coisa toda. Mas era um jeito de moleque, de travessura mesmo, que não dava para tirar dele - recorda Tico, ex-companheiro na Lusa.

Dedo no olho
Taquá, amigo do início no futebol de salão de Dener, com quem jogou no Vila Maria, entre outros times na quadra, lembra de um jogo difícil e de uma solução criativa e nada convencional que Dener encontrou para resolver uma partida no Campeonato Paulista Infantil.

- A gente era muito pequeno, ele tinha 13 anos e enfrentamos um time que era melhor do que o nosso. Eles tinham um cara, nunca esqueço o nome, Rodolfo, jogava demais. Num lance normal, ele enfiou os dois dedos nos olhos do garoto. O médio e o indicador. Tirou o cara do jogo e vencemos a partida. Ele era baixinho daquele jeito e muito malandro.

Choro antes da final
Dener tinha por volta de 15 anos e jogava um dos torneios mais concorridos, um intercolegial que reunia mais de 300 escolas de São Paulo, a Copa Danup. A final entre o Colégio Bilac e o Objetivo era no fim de semana, mas o treinador Angelo “Buzina” também era técnico do Banespa, time que disputava a liga principal.

- A gente se concentrava para o jogo. E avisei a todos os garotos que não poderia estar na final, que meu assistente ia comandar o time. Ele pediu a palavra, me interrompeu e perguntou: “Você não vai estar com a gente na final?”. Respondi que não. Ele levantou, começou a chorar e foi para o quarto arrumar as coisas dele para ir embora. Depois de muito esforço, conseguimos convencê-lo a jogar. No jogo, ele fez o gol do título na prorrogação.
Suspensões e acusação
O garoto Dener não era fácil. Uma vez foi acusado de furtar um relógio no vestiário do Vila Maria. Ele foi afastado e ficou suspenso do time por um tempo.

- Mandamos ele embora, mas precisávamos dele. Ele disse para a gente que não tinha sido ele, que tinham colocado no bolso dele. Perdoamos - lembra Vlad, técnico do Vila Maria.

Tesoura na meia
Nos tempos de Leão no comando da Portuguesa, Dener já era uma estrela em ascensão. Mas o temperamento provocava situações, no mínimo, perigosas.

- Num treino, um cara deu uma porrada nele. No outro dia, ele apareceu com uma tesoura na meia. Queria enfiar no pescoço do cara. Eu o tirei do treino - lembra Leão.

 
 
Sonho são-paulino
Torcedor do Tricolor Paulista, Dener sumiu da Portuguesa ainda antes de chegar no profissional. Ele e o amigo do futebol de salão Taquá tinham sido convidados pelo treinador Cilinho para ir para o campo no São Paulo. A Portuguesa não liberou, pediu muito alto pelos garotos, mas, ainda assim, Dener desapareceu e foi encontrado dias depois… no refeitório do São Paulo. Mário Fofoca, conselheiro e ex-dirigente da Lusa já falecido, o encontrou em terreno são-paulino e o levou de volta para a Portuguesa.

Rumo à Bélgica
Eldorado dos brasileiros no início dos anos 1990, a Bélgica seria o destino de Dener e do atacante Sinval logo após a conquista da Copa SP de 1991. Craque da competição de juniores, Dener recebia uma premiação maior e queria o mesmo valor para o atacante, que havia sido artilheiro da Copinha - Dener fez 9 gols, Sinval, 10. Com a negativa, eles fingiram que estavam indo para a Bélgica.

- Até existia interesse, mas não era nada oficial. Na época, a molecada ia muito para a Bélgica, que roubava jogadores. Fomos para o aeroporto em Cumbica, mas sem passagem, sem nada. O presidente da Portuguesa mandou um motorista nos buscar e disse que ia pagar o que a gente queria.

Quem é o veterano?
Na estreia do Dener, com apenas 18 anos, no estádio Olímpico, o garoto entrou no segundo tempo e, com o apito final, foi até o veterano lateral Alfinete e pediu para trocar de camisa.

- O Dener ameaçou tirar a camisa, então o Alfinete tirou a dele e passou para o garoto. Ele disse: “Poxa, estou estreando hoje, sou do juvenil ainda, não tenho dinheiro, se te der a camisa vou ter que pagar 500 paus em outra”. Alfinete olhou para os cornos dele, riu e foi embora - conta Antônio Lopes, que lançou Dener nos profissionais.


O susto no primeiro pique
Recém-chegado ao Vasco, Dener foi para o primeiro dia de treinos na Granja Comary. Na avaliação física, os jogadores deveriam dar voltas no campo, de 1000 metros ao todo. Dener saiu em disparada nos primeiros 100 metros…

- Rapaz, quando a gente viu aquilo, falamos: esse homem vai para as Olimpíadas. Era impressionante a velocidade. Mas aí foi para os outros 100 metros e não sabia que era para dar volta. Ele foi indo e quando passou dos 200 metros caiu no chão, desmaiado, passando mal. Foi aquela gargalhada de todo mundo - lembra Ricardo Rocha, zagueiro do Vasco em 1994.

Ramon, moeda muito cara
Em meio à batalha judicial entre Vasco e Portuguesa, os dirigentes da Lusa, cansados da briga, botaram o olho em Ramon Menezes, meia que seria campeão da Libertadores em 1998 pelo clube carioca. A indenização pela falta do seguro de vida que o Vasco não fez para Dener seria resolvida com a transferência de Ramon. Os dirigentes vascaínos concordaram com o negócio, porém a Lusa se assustou com um obstáculo: o salário do jogador. O meia recebia quase R$ 100 mil - valor que ainda é alto hoje, mas à época representava um dos maiores vencimentos do futebol brasileiro. Resultado: Ramon ficou no Vasco.


Dener, o costureiro
Dener Pamplona era o nome de um famoso costureiro, falecido em 1978, considerado um dos pioneiros da moda no Brasil. Foi em homenagem ao estilista que Vera Lúcia colocou o nome do filho. À época, a família contestou o nome, lembrando que o costureiro era “afeminado”.

- Eu era fã número 1 do Dener, imaginava aquela vida deslumbrante para a gente. Mas todos riram quando falei o nome. Então, peguei e falei: vai ser Dener Augusto, para ganhar um título de honra, de grande, de herói.

Morte de namorada
Dener quando chegou ao Rio deu entrevistas contando que tinha três filhos e lembrando que sustentava a família, inclusive a mulher Luciana Gabino. Mas deixava claro: “Sou solteiro”. Namorador, Dener colecionava histórias nas noitadas. No Rio Grande do Sul, meses antes de morrer, ele conheceu Lizandra, uma bonita loura - seu tipo de mulher preferido - gaúcha. Mas ela seria atropelada por um carro desgovernado no carnaval de 1994 em Porto Alegre. Amigos contam que Dener ficou muito abalado com a morte da namorada.

- Ele não sabia o que fazer. Psicologicamente, sentiu muito, até para jogar foi ruim. Foi triste para caramba - lembra Maurício, que conheceu Dener na Portuguesa em 1991 e depois permaneceu amigo do craque.

“E aí, seu prego?”
Abusado, atrevido e de gênio complicado, Dener era descrito também como uma pessoa de coração enorme. O zagueiro Juarez, recém-promovido da base da Portuguesa, começava a se destacar no time principal. Mas seu contrato estava próximo de acabar. Com intimidade e uma boa dose de ousadia, o craque chamou desta maneira o presidente do clube na época:

- Ô, seu prego! Vai resolver o contrato do garoto, não? Resolve logo, seu prego!

O reizinho e o príncipe
Dener e Edinho, filho de Pelé, se conheceram numa partida de aspirantes entre Portuguesa e Santos. Na época, o torneio de aspirantes era realizado paralelamente ao Campeonato Paulista, e mesmo os principais jogadores dos clubes grandes, quando estavam suspensos, defendiam suas equipes nos aspirantes. A Portuguesa venceu por 2 a 1, mas Dener nunca fez gol em Edinho. Dali, saíram para comer uma pizza e se tornaram grandes amigos. O filho do Rei lembra do último contato com Dener, que se fez praticamente um aviso.

- No domingo à noite, antes de ir embora, ele me ligou. Foi uma coisa assim fora do normal, esse contato, tarde de um domingo. Ele disse: “E aí, negão, tudo certo?”, “Tudo certo, neguinho. E aí?”, “Tô voltando para o Rio, mas só liguei para falar que te amo”. “Pô, neguinho, também te amo… que conversa é essa, tá louco?”, “Não, não, pô, tu sabe disso, te amo”. Na hora a gente não dá muito atenção para o que aconteceu, mas em retrospectiva não tem como não interpretar isso como um presságio, uma premonição. A maneira como ele se dirigiu a mim naquele dia, parecia muito claramente que ele já sabia, que estava se despedindo.

DEPOIMENTOS


Maurício - ex-ponta-direita, jogou na Portuguesa no início dos anos 1990
- Era fantástico, um craque. Tenho no meu coração dois jogadores: Mané Garrincha e ele, Dener, que vi de perto. Ele driblava todo mundo como se fosse uma folha, impressionante.

Ricardo Rocha - ex-zagueiro, jogou no Vasco em 1994
- Era do nível dos maiores atacantes que vi jogar, de Romário, Bebeto, Careca. Tudo dele era muito extraordinário, quando ele fazia jogadas dele. Coisas de gênio, de fora de série. Quando era dia dele, era sempre o melhor em campo.

Sinval - ex-atacante, era do time campeão da Copa SP de juniores de 1991
 

 

- Dener driblava para frente, com velocidade incomum. Aliás, ele não driblava, simplesmente desviava dos caras. Uma época, cismaram de falar que o Robinho era igual. De maneira nenhuma. Nem Neymar, Dener fazia menos firula, era mais objetivo, mais participativo.

Pepe - ex-ponta-esquerda e técnico da Portuguesa em 1993
- Era um dos que mais se aproximavam da bola que Pelé jogava. Seguramente está incluído entre os cinco melhores atacantes que eu vi jogar, junto com Pelé, Eusébio e Puskas. Dener está nesse rol.

Edinho - ex-goleiro e amigo de Dener
Era um acúmulo de tudo que a gente tem de bom no nosso futebol. A velocidade e a habilidade do Neymar, a malandragem e a malícia do Ronaldinho Gaúcho, a eficiência e a objetividade do Ronaldo. Era matador, fazia gol, mas também dava espetáculo, vinha articular no meio, levantava a cabeça, dava passe para gol.

Wladimir Huerta - técnico de Dener no futebol de salão do Vila Maria
No primeiro teste que fizemos, ele fez quatro gols, acabou com o treino. Era magrinho, pequeno, tinha 11 anos, mas já era fora de série, era fatal.

Tico - ex-ponta-direita, jogou no time da Portuguesa campeão da Copa SP de 1991
Era desconcertante, era natural. Gostava de colocar debaixo da perna e tinha um drible que parecia que ia sair do mesmo lado, mais ou menos como Garrincha: fingia que ia para um lado, saía para o outro. O cara podia até saber que ele ia, mas não pegava, não dava tempo.

Zé Roberto - meia, era da base da Portuguesa nos tempos de Dener
Cada toque, cada momento que ele pegava na bola acontecia algo diferente. Ficava vidrado de vê-lo jogando. O diferencial para os demais grandes jogadores que vi eram os dribles com pura ginga. Ele já tirava o marcador do lugar, às vezes sem tocar na bola. E já saía com a bola dominada para frente. Saí da lateral para o meio de campo por causa dele.

Leão - ex-goleiro, técnico da Portuguesa no início dos anos 1990
Foi um dos melhores talentos que tive nas mãos. Era superior ao Robinho, poderia ser melhor ou igual ao Neymar. Mas era o mais fragilizado fora do campo para reunir problemas.

Écio Pasca - ex-meia, técnico da Portuguesa campeã da Copa SP de 1991
Tinha característica do Pelé no arranque, tirava dois já quando pegava a bola, como fazia o Pelé. Neymar é grande jogador, mas não tem o toque refinado do Dener. Ele foi o segundo maior que vi jogar.

Jair Pereira - técnico do Vasco em 1994
Se ele realmente tivesse se preparado, iria para a Seleção. Talvez fosse titular em 1994. Podia ser atacante, meia-atacante. Era agudo, chegava e chegava bem, com técnica, equilibrado, chutando bem, com as duas pernas.

Luisinho - ex-volante, jogou no Vasco nos anos 1990
Num jogo contra o Fluminense, ele faz uma jogada que dá um drible no fim, o cara sai para o lado errado, não aguentei, dei uma risada. Parte em direção ao gol, pega a diagonal, entra na área, dá uma balançada para o meio, sai quase no meio de campo para me abraçar e ele desconcerta o cara.

Edmundo - enfrentou Dener pelo Palmeiras

Nascemos no mesmo dia, no mesmo ano, viemos da mesma geração. Era um cara que tinha uma alegria na hora do futebol, uma alegria de viver, que infelizmente nos deixou precocemente tirando essa alegria de dentro dos gramados. Sinto muita falta dessa pessoa, desse atleta sensacional.

Otacílio Gonçalves - técnico da Portuguesa nos anos 1990, auxiliar de Falcão na Seleção
O principal nele eram a agilidade e a velocidade. Antes de o marcador se preparar para dar o bote, ele já passava.

Angelo de Carvalho, o Buzina - técnico do Bilac e do Banespa dos fim da década de 1980
Trabalhei com Falcão, com Sandrinho, com Taquá. Dener era diferenciado demais, isso que o levou para o campo. Raciocínio rapido, um poder de decisão, chamava para ele, tinha personalidade e adorava dificuldades. Conseguia através da qualidade técnica resolver a maioria das situações que acontecia.

Arnaldo Faria de Sá - presidente da Portuguesa nos anos 1990
Só tinha um defeito: não sabia chutar. O drible ele trouxe do futebol de salão. Ia driblando até a área, mas não sabia chutar.

Cristóvão - técnico, ex-jogador da Portuguesa do início dos anos 1990
Era muito franzino, demais, mas tinha força, técnica, habilidade e era muito rápido. Não vi jogador igual a ele. De assistir ao vivo e jogar junto, eu não vi. Ele era o Neymar da época.

Antônio Lopes - técnico de Dener na Portuguesa em 1989, na estreia do garoto
Ninguém sabia o que ele podia fazer com a bola. Não repetia as jogadas, jogava para cacete. Para mim, foi um gênio do futebol.

Falcão - um dos melhores de todos os tempos do futsal, enfrentou Dener no salão
Joguei uma vez junto e umas cinco vezes contra. Já era um fenômeno. Comparo o Dener com o início do Neymar, a característica do drible sempre na direção do gol. Teria jogado duas Copas do Mundo, tranquilamente.

Neto - jogador do Corinthians nos anos 1990
O melhor que já enfrentei foi Edmundo. Mas Dener tinha um pouco de Edmundo, de mim, do Serginho Chulapa. Jogador louco. Se jogasse hoje, seria melhor do que o Neymar. Jogava mais do que o Neymar.

Torcedor guarda um dos últimos autógrafos de Dener


Fonte: Globoesporte.com