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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Ainda em ruínas, CT de Marechal vira um símbolo das dificuldades do Bota

Diretoria tenta dar andamento ao projeto, mas local atualmente só tem mato e entulho. Clube ainda deve parte do pagamento para empresa que fez demolição

Tido como uma das prioridades da atual administração do Botafogo, o CT de Marechal Hermes, que abrigará as divisões de base do clube, está longe de reunir condições de revelar joias. Depois da demolição da antiga estrutura, o local, no subúrbio do Rio de Janeiro, por enquanto é apenas um terreno abandonado com resquícios de que alguns anos antes recebeu a "Escola de Futebol Mané Garrincha".


Atualmente só há mato alto, restos de entulho, algumas traves e uma bola gigante que foi símbolo do lançamento da pedra fundamental do CT, no dia 20 de setembro de 2012, em evento que contou com promessas como Vitinho, Octávio e Gegê. Na ocasião, a previsão era de que as obras estariam finalizadas em dezembro de 2013. O projeto foi alvo de polêmicas.
 
 

Depois de conseguir autorização para explorar o local por 40 anos, o Botafogo demorou cerca de um ano apenas para conseguir que a demolição da antiga estrutura pudesse ser feita. O trabalho foi realizado recentemente pela empresa Transmater, que, apesar de ter completado o serviço, recebeu apenas um sinal do pagamento. De acordo com funcionários, ainda "falta uma grande parte". Consequência da grave crise financeira vivida pelo clube.

Apesar da falta de dinheiro, resultado do bloqueio de todas as receitas, os planos para o CT seguem vivos. A ideia da diretoria é conseguir a verba a partir de uma lei estadual de incentivo, que permite que empresas contribuintes de ICMS no Rio de Janeiro patrocinem utilizando o incentivo fiscal concedido pelo Estado.

- Nós demoramos para conseguir o terreno, mas fechamos com o governo do estado por 20 anos mais 20 anos. Depois, demoramos um ano para ter a licença para demolir. Agora, vamos fazer um projeto incentivado, que já foi aprovado, e as conversas com as empresas já começaram. São bons contatos. O orçamento está pronto - afirmou o diretor executivo Sergio Landau.

 

O dirigente alvinegro confirmou que ainda existe um débito do clube com a empresa que fez a demolição em Marechal Hermes.

- Demos o sinal de 50%. Ainda falta a outra metade, que também está prevista neste orçamento.

Enquanto o CT não fica pronto, é preciso se virar. As atividades das categorias de base do Bota estão centralizadas em Caio Martins, mas o local está longe de oferecer condições básicas para o desenvolvimento dos jovens alvinegros. Como alternativa, muitas treinos e jogos foram levados para um campo na base naval do Mocanguê, em Niterói, e para o Cefat, um centro de esportes parceiro do clube, localizado em Várzea das Moças, também em Niterói.



 

Fonte:  Globoesporte.com

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