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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Atlético-MG adere ao Refis e tem dívida fiscal reduzida para R$ 190 mi

Galo vai parcelar débito com a Receita Federal em 180 meses mediante o pagamento de 25 milhões de reais dos valores retidos na venda de Bernard




Depois de várias tentativas, em Brasília, o Atlético-MG aderiu ao Refis, programa de parcelamento de dívidas fiscais do Governo Federal. A informação foi confirmada pelo diretor de planejamento do clube, Rodolfo Gropen. Esse é o primeiro passo para a diretoria conseguir equilibrar as finanças do Galo. Desde agosto do ano passado, a direção do Galo vem negociando a liberação dos valores da venda do atacante Bernard ao Shakhtar Donetsk. Parte do dinheiro foi bloqueado pela Fazenda Nacional por conta de dívidas do clube com a Receita Federal, estimadas em cerca de R$ 270 milhões.
O novo acordo prevê um parcelamento da dívida em 180 meses, mediante ao pagamento de R$ 25 milhões como entrada. Essa quantia seria sacada do montante de R$ 37 milhões que se encontra retido na Fazenda Nacional referente à negociação de Bernard. Com isso o Atlético-MG teria um desconto de R$ 80 milhões, e assim a dívida do clube passaria para cerca de 190 milhões de reais. Para Rodolfo Gropen, a negociação representa um grande avanço na situação econômica do Galo.
- O Atlético-MG, até pouco tempo, tinha dívidas em vários setores, inclusive no âmbito municipal. Havia dezenas de execuções fiscais contra o clube. Nós pagamos tudo. A dívida tributária federal era a última que faltava, esperamos que esse acordo com a Receita, seja o primeiro passo para o saneamento total do clube.
Dessa forma, segundo o dirigente,  o ex-presidente do Atlético-MG, Ricardo Guimarães, que administrou o clube de 2001 a 2006, passa a ser o maior credor do Galo. A dívida atleticana com o ex-mandatário gira em torno de R$ 94 milhões. Em entrevista recente, o presidente Alexandre Kalil comentou a situação financeira do Atlético-MG. O dirigente afirmou que estava quitando um de mês de salários dos atletas, ficando ainda outro mês pendente e parte dos direitos de imagens dos jogadores. Kalil criticou o tratamento diferenciado dado ao Atlético-MG em relação a outros clubes brasileiros que também renegociaram as próprias dívidas com a União.
- Nosso problema de dinheiro é o bloqueio. Eles perdoam a dívida do Corinthians, do Flamengo. Mas ninguém se mexeu para a ajudar a gente. Nosso problema são os R$ 60 milhões que eles bloquearam. Já resolvemos um mês, mais meio direito de imagem. Estamos acertando tudo. A saúde financeira do futebol brasileiro vai muito mal, não é só do Atlético-MG. Eu sei de clube de Minas que não paga o fornecedor de carne. Vamos pagar um (mês) agora e ficará só outro atrasado. Mas como jogador de futebol liga um pro outro, eles sabem que nossa situação é melhor do que a de muitos times. Vamos tentando manter a folha em dia, pagando, empurrando. Aqui não tem nada fácil.
Fonte: Globoesporte.com

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