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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Bahia antecipa fim de contrato com Nike e avança em negociação com Penalty

Clube já trata de termos do contrato e da entrega de materiais esportivos com a fornecedora brasileira, com quem poderá assinar a partir de 1º de dezembro



 
Insatisfeito com a Nike como fornecedora de materiais esportivos desde 2013, quando assumiu a gestão do presidente Fernando Schmidt, o Bahia irá anunciar em dezembro deste ano uma substituta para a função, e a Penalty é uma forte candidata. Hoje, segundo apurou a Máquina do Esporte, o clube já discute termos do contrato e da entrega de uniformes com a empresa.
 
Oficialmente, as versões se desencontram. Carlos Saraiva, diretor de relações esportivas da Penalty, diz que a fornecedora "não negocia com nenhum clube brasileiro". Já Lênin Franco, gerente de negócios do Bahia, conta que o time "está no mercado ouvindo propostas de várias empresas, inclusive da Penalty". Fato é que a negociação entre ambos os lados está mais avançada do que clube e empresa podem admitir publicamente.
Qualquer que seja o desfecho, ele só acontecerá em dezembro. O contrato entre Bahia, Nike e Netshoes foi assinado em dezembro de 2011 e acabaria quatro anos depois, em dezembro de 2015, mas teve o término antecipado para 30 de novembro de 2014. As três partes entraram em comum acordo para que a relação termine sem mais traumas. Só depois desse dia – a partir de 1º de dezembro, portanto – que o clube poderá assinar um novo contrato com outra fabricante de materiais esportivos.
Eram muitas as insatisfações do Bahia com a Nike. Uma delas era o design das camisas, idêntico aos de clubes europeus patrocinados pela marca americana. Os uniformes tinham exatamente os mesmos desenhos que os de Arsenal, Manchester United e Freiburg.
Outra discória tinha a ver com varejo. O Bahia acusava a Nike de represar a entrega de camisas para lojas físicas em favor da Netshoes, terceira parte envolvida no contrato. O comércio eletrônico faz parte dos acordos que a marca tem com Santos, Coritiba e Internacional, além do próprio Bahia, responsável pela fabricação e pela distribuição dos produtos. Esta atitude da Nike, dizia o marketing tricolor, reduzia as receitas do time com royalties sobre as vendas.
Havia, ainda, insatisfação pelo fato de a Nike não ter construído a loja física que prometeu quando assinou contrato em 2011, quando a equipe ainda era dirigida pelo então presidente Marcelo Guimarães. Esses desentendimentos minaram a relação do Bahia com a Nike e abriram caminho para que a Penalty negociasse e, agora, se aproximasse de um acerto.
À Máquina do Esporte, a Nike confirmou o distrato e afirmou que permanecem com Corinthians, Santos, Internacional e Coritiba como clubes patrocinados no Brasil, além da seleção brasileira, de quem é parceira há 18 anos. "A Nike ainda reforça que está sempre atenta às oportunidades do mercado para parcerias de longo prazo", informou a empresa.
Fonte: Máquina do Esporte - UOL

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