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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Car System procura, fecha e impõe meta ao Corinthians

Empresa decide patrocinar clube e condiciona renovação a alcance de resultado


Em meio a um período de "seca" de patrocinadores no futebol, o Corinthians pode se gabar de viver uma situação inversa. Na última sexta-feira, o clube anunciou o quarto patrocinador da camisa do time de futebol. O negócio com a Car System, porém, é ainda mais interessante, já que foi a empresa que procurou o clube atrás do patrocínio.
 
"Nosso público é predominantemente masculino, jovem e das classes B e C. Esse perfil se encaixava bem com o time do Corinthians. Então fomos atrás do clube", afirmou à Máquina do Esporte José Melo, CEO da Car System.
De acordo com o executivo, dois fatores foram fundamentais. O período curto de duração do contrato (até o final do ano) e a flexibilidade do clube em negociar. Esses meses servirão para que a empresa entenda quais as possibilidades de trabalhar o marketing esportivo. Se o resultado de aumento de vendas a partir dessa estratégia não for satisfatório, o vínculo pode acabar.
Com apenas algumas semanas de negociação, Melo conta que a empresa se apressou para, tão logo o contrato foi assinado (na noite da quinta-feira, dia 14), a marca da Car System já estivesse na camisa para o jogo de sábado, contra o Bahia.
A pressa se justificava. Após anos atuando basicamente nos mercados de Rio e São Paulo, a Car System iniciou um processo de expansão neste ano. Agora, a empresa terá franquias em Salvador, Brasília e Porto Alegre. Ao ter a marca exposta em Corinthians x Bahia, já abriu-se uma porta com o mercado baiano.

Leia a seguir a entrevista com José Melo.
Máquina do Esporte: Por que o Corinthians?
José Melo:
Nosso público é predominantemente home, jovem, de classe B e C. Esse perfil se encaixava bem com o Corinthians, então decidimos ir atrás do clube. Como nunca tínhamos feito algo em esporte, achávamos que seria um valor absurdo, mas conversando com o clube, chegamos num acerto.
ME: Por que o acordo até o fim do ano?
JM: Para conhecer melhor como funciona o marketing esportivo. Uma renovação está vinculada a atingir resultados que o Corinthians nos disse ser capaz de atingir.
ME: Haverá ações além da marca na camisa?
JM:
Estamos vendo agora com nossa agência de publicidade e com o marketing do Corinthians para ver o que pode ser feito. A coisa é nova para a gente. Entre ter a ideia, negociar e fechar, foi um mês. Agora é que vamos ver. Não deu nem tempo, por exemplo, de fazer um estudo para a aplicação da marca, se vai ficar a que entrou no jogo de sábado, se vai ter alteração de cor...
ME: Já houve mudança para a arca após o anúncio do acordo?
JM: A gente já percebeu logo no primeiro dia que houve aumento de comentários na página do Facebook. Foram mais de 10mil novas curtidas. Gente de todos os times procuraram, alguns para reclamar. Foi um burburinho muito grande. Teve até clientes que ligavam no sábado já querendo camisa e ingresso se fechasse negócio.
ME: Quais os próximos passos?
JN:
Agora vamos estruturar a campanha. Vamos usar esses cinco meses como teste para medir o retorno que o patrocínio. Somos uma empresa de varejo, vendemos para o consumidor final, então temos de ter esse retorno.
ME: O patrocínio é atrelado apenas à exposição de camisa?
JM: Ainda tem uso de camarote, direito a ingresso para ações, exposição de placas no CT do Corinthians...
ME: De que forma o patrocínio alavanca os negócios?
JM: Uma das coisas que despertou nosso interesse em ir atrás do patrocínio foi que estamos numa fase de expansão através de franquias para outras praças fora de Rio e São Paulo. Durante o ano passado, estruturamos plano de crescimento a partir de franquias. A partir de agosto, iniciamos campanha de mídia com Record e Band para Salvador, Brasília e Porto Alegre.
ME: Como se deu a negociação toda?
JM: Os programas de TV que mais trazem retorno para nós são os programas de esporte. Dentro disso, decidimos que nada melhor que procurar um time de futebol, então decidimos falar com o Corinthians, a partir de alguns contatos que tínhamos. O curioso é que os clubes reclamam da dificuldade em conseguir fazer dinheiro, mas nunca fui procurado por nenhum time de futebol para fazer negócio. 

Fonte: Máquina do Esporte - UOL

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