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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Europa e EUA trocam interesses em pré-temporada de futebol

Crescimento de mercado do esporte anima dois lados do Atlântico


 

Na última semana, a ESPN anunciou que a partida entre Bayern de Munique e MLS All-Star foi a maior audiência da emissora desde que obteve o direito de transmissão das partidas da seleção da liga americana. O fato entra para uma série de estatísticas que apontam o futebol em seu melhor momento dentro do esporte americano, reforçado pela Copa do Mundo e pela turnê europeia no país.
Durante a Copa, os recordes de audiência no país dão aval à cota de televisão à MLS, que triplicou o valor na última renovação. Na liga americana, a chegada do New York City e do Orlando City compõe o plano de chegar a 24 equipes em 2020. Agora, são 21. Em 2005, eram dez.
Assim como a presença dos europeus, as novas equipes ajudam a espalhar o futebol pelo país. O próprio CEO da ESPN, John Skipper, comentou à Máquina do Esporte, antes da Copa, que o apelo do esporte ainda é centrado nas cidades que têm uma equipe. Fora delas, o fervor pela MLS é quase nulo.
Com o futebol em evidência nos Estado Unidos, os próprios europeus aproveitam. O Manchester United colocou 109 mil pessoas em um estádio do país - mais uma estatística obtida neste período - em um evento arcado pelo seu novo multimilionário patrocinador, a Chevrolet. Obviamente, o rico mercado americano esteve na conta do contrato recorde do time inglês.
 Já o Bayern espera expandir a marca do clube no mercado americano. Em 2013, o clube decidiu abrir um escritório no país, a fim de obter patrocínios no país, algo realizado nesse semestre. A estratégia foi reforçada com a compra da Fox pelos direitos de transmissão da Bundesliga nos Estados Unidos, a partir de 2015.
Na abertura do escritório, o diretor do Bayern de Munique nos Estados Unidos, Rudolf Vidal, se justificou à imprensa. Segundo o dirigente, o clube sentiu necessidade de abrir novos mercados para continuar crescendo. A decisão de priorizar os Estados Unidos veio da Audi, da Allianz e da Adidas, que além de patrocinar a equipe, detêm ações do clube.
Ainda que frequentar os Estados Unidos seja uma estratégia dos grandes times europeus, poucos têm escritórios no país. O Barcelona chegou a abrir um, mas já fechou. Liverpool e Roma têm donos americanos, logo o local físico é uma opção natural. E o Manchester City aumentou o alcance do time com a criação do New York City.
Nem tudo, no entanto, é ouro no futebol dos Estados Unidos. Na última semana, a emissora NBC questionou a sustentabilidade do esporte no país. Lembrou que o interesse sempre aumenta após a Copa do Mundo, mas cai nos anos seguintes. Também levantou a questão sobre o aumento dos times, comparando com a NHL. A liga de hóquei teve um aumento de nove times em nove anos, o que provocou a elevação do peso da folha salarial dos jogadores. O movimento mal planejado levou o torneio a um lockout em 2004. 
Fonte: Máquina do Esporte - UOL

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