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sábado, 30 de agosto de 2014

O Círculo vicioso de um clube de futebol

A interminável crise dos clubes Brasileiros tem por trás um modelo político-institucional bastante claro, que combina entidades associativas com dirigentes não profissionais que se dedicam parcialmente, tem experiência inadequada ou insuficiente para os cargos que ocupam, com a falta de uma estrutura totalmente profissional que conduza os clubes no dia a dia com gestores qualificados e com autonomia.  

Some-se a isso a frequente descontinuidade das ações por conta das alternâncias radicais de poder num ambiente político em que todos estão permanentemente à espera das próximas eleições, tal como ocorre com a política tradicional. E fecha-se a receita com o desalinhamento de incentivos entre gerir um time (quanto mais gastar, melhor), e gerir um clube (necessidade de responsabilidade orçamentária). Um ambiente desses só funciona se houver uma forte ação reguladora, na falta disso o sistema entre em colapso, como ocorre atualmente no Brasil. 

E os clubes não fazem a sua parte, apenas o Flamengo vem trabalhando em uma proposta de mudança estatutária que permita profissionalizar efetivamente o clube e manter um ambiente político menos turbulento, fundamental para um trabalho de qualidade ao longo do tempo, pois em um ambiente em que a política fala mais alto, a racionalidade vai para o banco. 

Gerir um clube de futebol é uma das mais complicadas e ingratas atividades existentes. Nenhuma operação é submetida ao escrutínio público de forma tão explícita e com periodicidade online. Poucas atividades são tão defendidas por seus aficionados, mas tão sabotadas pelos adversários. E mesmo fazendo tudo certo, nada garante que as conquistas virão. Mas também sabemos que, fazendo as coisas da maneira errada a conta virá, como veio para a maioria dos clubes Brasileiros. Conciliar os desejos, muitas vezes contraditórios, de torcedores, conselheiros e imprensa é para poucos. A maioria dos dirigentes tentam, e o resultado é trágico, assistimos um pouco dessa história a cada dia. Poucos são bem sucedidos. Um clube mau gerido até consegue um título aqui, outro ali, brilhando como um vaga lume. Mas não conheço nenhum com gestão ruim e que seja sempre competitivo. Ou seja, gerir bem o clube te dá maior probabilidade de ser campeão, mas não garante nada. É certamente melhor do que a alternativa de ser um clube mau gerido, onde a derrota e sofrimento do torcedor são quase permanentes.  

E aí vem as contas de tantos anos na fila, etc, etc...

Elaboramos o que consideramos ser um fluxograma do círculo vicioso de um clube em crise. Uma vez dentro dele, é muito difícil sair. Olhe com atenção na página a seguir e veja se o quadro parece com o seu clube. Qualquer semelhança é pura realidade.


Fonte: Pluri Consultoria

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