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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O futebol brasileiro sofre economicamente há anos, mas nossas federações estão cada vez mais fortes e poderosas. Onde está o erro e como solucionar?

O que falta para o futebol brasileiro ser economicamente forte? O que falta para termos estádios cheios? O que precisamos para acabar com dívidas trabalhistas exorbitantes? A resposta não é “tudo”, mas passa bem perto disso. Se existisse um botão de reset, onde pudesse zerar todos os clubes e campeonatos, talvez não fosse má ideia usá-lo hoje.




Estamos vivendo uma crise financeira e estrutural no futebol brasileiro, onde dívidas crescem mais do que erva daninha, médias de público caem drasticamente e assistimos países darem aula de como fomentar o futebol como entretenimento altamente lucrativo e funcional.
Não preciso nem pegar como exemplos os campeonatos inglês, espanhol e alemão, falo mesmo a MLS (Major League Soccer), que avança a passos largos rumo a se tornar um dos campeonatos mais fortes do planeta.
Mas o que houve com o país do futebol, que perde (e muito!) economicamente para o (ex) país da bola oval?
Amigo, a história é antiga e carregamos até hoje uma herança de péssimas administrações, causando uma bolha que já estourou e ainda estamos vivenciamos os danos causados por ela. Dívidas dos clubes crescem mais a cada ano, fazendo com que o governo acate planos e sistemas para refinanciar com prazos cada vez mais longos valores que, a meu ver, nunca serão pagos na sua totalidade.
Mas aí o leitor me questiona, como Flamengo e Corinthians, que recebem só de direitos televisivos mais de R$ 120 milhões de reais por ano, podem ter dívidas tão grandes? Fácil, nobre leitor, basta ter administrações pífias, que desdem dos impostos e acabam investindo em salários astronômicos de jogadores e treinadores, inflacionando o mercado, e a longo prazo aumentando as dívidas trabalhistas dos mesmos jogadores e treinadores que possuem multas exorbitantes e impossíveis de arcar com a economia atual.
Qual a saída para a reestruturação do futebol brasileiro? Acho que um bom início seria o fair play financeiro, a proibição de trocas de treinadores durante a temporada, e tantas outras questões que estão dando certo na Europa e que, se fosse de interesse de quem comanda nosso futebol, também seria adotado por aqui.
O saudoso Armando Nogueira dizia: “Deus deu ao Brasil os melhores jogadores e os piores dirigentes”. Mas está mais fácil trocarmos de esporte nacional, do que darmos jeito em nossos campeonatos.
Fonte: Site DeCanhota

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