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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Por que a TI pode ser importante para um clube?

Enquanto seleções  e clubes europeus trabalham com setores de TI e termos como ERP, CRM e Big Data os clubes brasileiros continuam confiando nos simples scouts e na gestão por e-mail. Mas, por que um setor de tecnologia é importante para um clube ? 

Para os que trabalham no mercado corporativo termos como ERP, CRM, TI, BI, Cloud Computing, Big Data são comuns e rotineiros. Porém, no esporte raras são as vezes que esbarramos em gestores que conhecem ou aplicam essas ferramentas no seu dia-a-dia.
Cada vez mais o setor de TI torna-se mais estratégico nas empresas e suas ferramentas e seus profissionais são capaz de definir o rumo estratégico delas e o seu sucesso. Para os que se interessam pelo tema recomendo o blog do César Taurion.
Pois bem, mas por que estou abordando o tema TI nesta coluna?
Quem nunca jogou Elifoot? Ou perdeu algumas horas no Football Manager? Acredito que todo apaixonado por futebol conhece ou já jogou algum jogo que ao invés de controlar os jogadores fica a cargo da função de gerente de futebol e técnico. Bom, você lembra então que o jogo é conduzido por modelos estatísticos baseados na observação dos jogadores e resultados reais em campo.
 
No dia de ontem a SI Games, responsável pelo jogo Football Manager, anunciou uma parceria com a popular empresa de estatística Prozone com a intenção de utilizar a base de dados do jogo para propor novas contratações aos clubes e treinadores da vida real. Perfeito!
Combinando uma poderosa ferramenta de análise estatística com uma rede mundial de olheiros (são mais de 1.300) os clubes poderão criar uma base de dados de jogadores e potenciais craques de modo a garantir o futuro do clube e contratações mais assertivas em termos de suas demandas.
Outro exemplo de sucesso entre a mescla de tecnologia, estudo e futebol foi a seleção alemã, que se utilizando do software Match Insights (software da SAP) obtinha dados e análises das suas jogadas e jogadores bem como de seus adversários. Isso possibilitava a melhora de fundamentos e composição tática e técnica do time conforme o adversário estudado. A seleção alemã possuía uma estrutura de jogo que não se quebrava devido ao exaustivo processo de análise e treinamento.
Em termos contextuais, Joachim Löw foi capaz de reduzir o tempo de posse de bola de 3,4 segundos para 1,1 segundos envolvendo seu adversário. E de maneira mais específica, contra o Brasil o software foi capaz de analisar as principais deficiências do time, como cobertura dos laterais e zonas sem marcação.
Ok, sabemos que o foco do software está no mercado dos EUA e da Europa e que há muito tempo se fala em estatísticas no futebol. Mas convenhamos poucas vezes vimos estes dados, os chamados scouts, se tornarem informação de fato, significarem alguma melhora em termos do futebol praticado ou mesmo da gestão dos clubes.
Por que não aplicar ferramentas como Business Inteligente, que visa a coleta, organização e análise de dados, como de seus concorrentes e benchmarks, ou aplicar o conceito de CRM para melhorar a dinâmica e comunicação com os clientes (leia-se torcedor), bem como permitir a criação de bancos de dados e análise do perfil de cada torcedor com o intuito de criar contextos para cada tipo. Não preciso falar nada sobre a estruturação de um departamento de TI atuando estrategicamente em conformidade com os setores de gestão e a comissão técnica.
A utilização de tecnologia pode ser imprescindível para o sucesso do clube, seja em relação aos resultados em campo ou mesmo na gestão do clube como um todo. Até mesmo as empresas relacionadas ao esporte estão se adaptando a esse contexto e buscando soluções mais personalizadas para o tipo de clube, demanda e até mesmo o atleta. Veja a ação da Rexona com o Sandro Dias.
No Brasil recentemente o Grêmio anunciou uma parceria com a SAP para utilização do mesmo software que a seleção da Alemanha, e o Fluminense implantou a utilização de um ERP para melhorar a gestão do clube e realizar uma integração entre os departamentos e melhorar a comunicação entre eles.
Também lembro que há muito tempo assisti uma reportagem com o jogador Kaká, o qual treinava separado com uma equipe de câmeras e profissionais da TI visando melhorar seus movimentos de chute e passe para se tornar mais assertivo e eficaz.
Porém, ainda é pouco. 

 
Se falamos, e exigimos, mais profissionalismo e gestões mais racionais e integradas, além de toda questão de formação e legislação sem dúvida, devemos incluir na discussão a estruturação de um departamento de TI forte e a utilização de ferramentas tecnológicas capazes de auxiliar todos os processo de um clubes.
 
E para justificar o investimento, nada que um 7×1 não resolva.

Fonte: DeCanhota
 

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