Cabeçalho

Logotipo

domingo, 3 de agosto de 2014

Recorde de público confirma que o 'soccer' chegou para ficar nos EUA

Real Madrid e Manchester United farão partida para mais de 109 mil torcedores, e Major League Soccer espera estar entre as ligas Top do mundo em 2022


 

O futebol terá hoje mais uma prova de sua popularidade nos Estados Unidos. Nada menos que 109.901 ingressos foram vendidos para o amistoso entre Real Madrid e Manchester United, no Michigan Stadium. Recorde de público do esporte que ganha cada vez mais adeptos no país.
Uma oportunidade que os americanos não querem desperdiçar para fortalecer a sua liga, a Major League Soccer (MLS).
– A Copa do Mundo capturou a atração da nação para o futebol. Estamos entrando em uma fase de transição, com um nível cada vez mais alto. Nossa meta é chegar a 2022 como uma das ligas mais importantes do mundo – afirma ao LANCE!Net o vice-presidente da MLS, o ex-jogador Jeff Agoos.
O interesse pelo futebol pode ser medido por números. A partida em que os EUA foram eliminados pela Bégica, nas oitavas de final da Copa, foi assistida por 21,6 milhões de pessoas. Audiência superior ao do jogo final da NBA, entre San Antonio Spurs e Miami Heat, que teve 18 milhões de espectadores.
 
 
Michigan Stadium será o palco de jogo com mais de 109 mil torcedores, recorde nos EUA (Foto: Divulgação).
 
– A peça que faltava, e ela chegou, foi a audiência na televisão. Tanto que a renovação do novo contrato do direito de transmissão foi oito vezes maior. Pela primeira vez os jogos serão transmitidos por quatro emissoras em rede nacional – comemorou Flávio Augusto da Silva, dono do Orlando City.
 
Seattle Sounders é o campeão de público da MLS, média de 45 mil por jogo (Foto: Divulgação).


A média de público também é de tirar o chapéu. Na última temporada os jogos da MLS levaram 18.807 torcedores aos estádios. Maior que a de países mais tradicionais no futebol, como Brasil e Argentina.

O sucesso do futebol nos EUA pode aumentar com o desembarque de nomes como Kaká, Lampard, David Villa e, quem sabe, Ronaldinho Gaúcho. Se a meta é ser uma das ligas top em 2022, os americanos estão na trilha certa.
 
 

BATE-BOLA
JEFF AGOOS
Vice-presidente da MLS 

‘Queremos que a MLS seja uma liga reconhecida internacionalmente’ 

Como a última Copa do Mundo pode ter ajudado no crescimento do futebol nos Estados Unidos?
Estamos em meio a um trabalho de massificação do esporte. Neste ponto a participação americana na Copa foi excelente. Nosso objetivo é ser uma liga reconhecida internacionalmente. 

A presença de clubes europeus pode ajudar neste sentido? 

Claro. É bom para as duas partes. Os clubes europeus exploram um mercado novo, enquanto nós teremos nossas equipes sendo expostas para uma audiência global.  

Os EUA serão o novo eldorado do futebol? 

Não queremos ser uma liga somente para jogadores em fim de carreira. No futuro nossa ideia é ser uma alternativa para grandes atletas que estejam em seu auge. Espero que isso ocorra até 2022.  

Existe alguma possibilidade de  mudança no modelo de disputa da liga nacional? 

Creio que não. O modelo atual, com conferências, play-offs e sem descensos, agrada ao nosso público. Então melhor manter assim.  

BATE-BOLA 
FLÁVIO AUGUSTO
Dono do Orlando City 

‘Interesse mostra engajamento dos americanos, sobretudo dos jovens’ 

Por que a escolha por Orlando para montar sua franquia? 

A MLS é uma empresa e tem o seu plano de negócios. Achei que era necessário ter uma equipe em Orlando. É um dos destinos mais visitados dos Estados Unidos.  

Kaká é peça fundamental para impulsionar a franquia? 

Sem dúvida. Já tínhamos uma base de torcedores, pois o time disputava uma liga menor. Na apresentação do Kaká tivemos 12 mil pessoas nas ruas. Isso prova o engajamento dos americanos, sobretudo dos jovens.  

Além do Orlando, Nova York também terá uma nova equipe. Eles estão com uma forte campanha de marketing, e vocês?  

São casos diferentes. Eles não possuem uma base de torcedores formada, estão partindo do zero. Nós já temos nosso público.  

Imagina uma rivalidade com a equipe do Beckham, que espera montar um time em Miami? 

Toda rivalidade é boa para o futebol. Será uma presença muito bem-vinda. Mas ele, assim como o New York City, iniciará um degrau abaixo. 

EVOLUÇÃO DA MAJOR LEAGUE SOCCER  

1996

 Na sequência da Copa do Mundo de 1994, a MLS tem a sua primeira temporada ainda com 10 equipes. Os primeiros astros são Lalas, Wynalda, Valderrama e os goleiros Toni Meola e Jorge Campos. A liga adota o teto salarial. A intenção é manter a solvência da MLS e a competitividade das equipes. A média de público ainda é baixa e os jogos ocorrem em estádios de futebol americano.  

1998

 Primeira expansão da liga, com a entrada do Columbus Crew e do Miami Fusion. O Columbus é campeão em sua temporada de estreia, mas a média de público do torneio continua em declínio.  

2002

 A MLS anuncia o fechamento das franquias Miami Fusion e Tamba Bay Mutiny. Porém, a ida dos EUA às quartas de final da Copa do Mundo faz o interesse pelo futebol ressurgir no país.  

2005 a 2012

 A liga assiste a uma enorme expansão, com o número de times pulando para 19. Em 2007 a MLS adiciona a sua primeira franquia canadense, o Toronto FC. E o Galaxy contrata o astro David Beckham. 

2013 em diante

 O New York City e o Orlando City são anunciados como novas franquias para 2015. Em 2017 uma equipe de Atlanta entrará na MLS, e provavelmente um time em Miami ainda sem data de entrada. 


© 1997-2014 Todos os direitos reservados a Areté Editorial S.A Diário LANCE!
 

0 comentários :

Postar um comentário