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terça-feira, 5 de agosto de 2014

São Paulo tem mais público, mas renda do Corinthians é o triplo

Diferença na política de preços de cada clube e chegada da Arena Corinthians são pontos chave para entender a situação atípica do clube alvinegro durante o Campeonato Brasileiro


O empate por 1 a 1 contra o Criciúma, neste último sabado, foi melancólico para os mais de 46 mil de são-paulinos que foram ao Morumbi. Mas a presença maciça do torcedor foi o que garantiu a liderança do São Paulo em ao menos um aspecto: a média de público no Campeonato Brasileiro.
Com mando de campo em sete jogos - cinco deles disputados no Morumbi - o clube, com média de 29,8 mil torcedores por partida, ultrapassou o Corinthians (29,1 mil por jogo), que desde o início do torneio liderava o ranking. 
Os números, porém, escondem outra realidade. Financeiramente, o Corinthians é líder absoluto do Brasileirão. Com renda bruta média de R$ 1,83 milhão por jogo - chegando a R$ 3 milhões na partida de estreia do time na Arena Corinthians, contra o Figueirense - o alvinegro paulista deixa o rival tricolor comendo poeira, sobretudo após a inaugração do novo estádio, que, em cinco jogos, já fatura cinco vezes mais do que o Pacaembu.
A maior renda bruta do São Paulo até a 13ª rodada do Brasileirão, por exemplo, foi exatamente na partida contra o Criciúma, quando mesmo com 46 mil pagantes - número superior a qualquer partida corintiana e quase a capacidade total da Arena Corinthians -, o clube  teve renda bruta de R$ 1,2 milhão. A média ficou em R$ 572 mil por partida.
O que explica a grande diferença é a política de preços de cada clube. No São Paulo, o presidente Carlos Miguel Aidar prometeu que, mesmo com as contratações de Alan Kardec e Kaká, o preço não subiria. E cumpriu. Hoje, o torcedor tricolor gasta entre R$ 5 e R$ 30 reais para ir ao Morumbi, e cada vez comparece ao estádio em maior número.
Já em Itaquera a situação é bem diferente. Com a conta de R$ 1,150 bi da Arena Corinthians a ser paga, o dirigente do estádio, Andrés Sanchez, já sinalizou em diversas ocasiões que seria necessário um aumento de preços para que o clube pudesse quitar sua casa sem comprometer a equipe em campo.
E mesmo com a renda recorde, Sanchez ainda não está satisfeito - sua previsão inicial era de uma renda de 4,6 milhão por jogo. Mas o dirigente pode ter problemas pela frente, já que as torcidas organizadas do Corinthians vêm protestando contra os preços dos ingressos, que variam de R$ 50 a R$ 450.

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