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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Setores VIPs vivem às moscas no Brasileiro

Corinthians não conseguiu lotar área nobre da arena em Itaquera nenhuma vez, o que não quer dizer que não tenha ganhado dinheiro com ingressos mais caros



Como foi visto mais uma vez na rodada do último fim de semana, mesmo com o estádio cheio, as áreas VIPs, normalmente no primeiro anel central, permanecem com baixíssimo público. Quando os estádios estão vazios, isso é um fator esperado. Mas as cadeiras têm se mantido assim mesmo nos melhores públicos dos clubes.
O maior público do Campeonato, até o momento, foi entre Fluminense e Vitória, com promoção nos ingressos populares. Havia 50 mil pessoas no Maracanã, que geraram mais de R$ 600 mil. Na área mais nobre, o “Maracanã Mais Oeste”, apenas 245 pessoas, que geraram R$ 26 mil.
Isso se repetiu em diversos estádios. Melhor público do Cruzeiro teve 24 mil pessoas no Mineirão, mas 153 na “Inferior Vermelha”, com ingresso a R$ 130. No Beira-Rio, 28 mil em Internacional e Atlético Paranaense, e apenas 691 VIPs.
Em termos financeiros, há uma exceção. Em nenhuma partida, o Corinthians conseguiu lotar o seu setor mais nobre, a parte oeste de sua arena, com preços entre R$ 250 e R$ 400. Mas isso não significou pouca renda. No melhor cenário, 4,7 mil pessoas estiveram no local, o que rendeu R$ 667 mil.
Ainda assim, as cadeiras vazias são evidentes mesmo em jogos em que a Arena Corinthians está cheia. Contra o Palmeiras, clássico que gerou apreensão pelo risco de violência, foram 3 mil pessoas em setor que poderia abrigar cerca de 10 mil torcedores.
Preços estão fora da realidade do Brasil
O que vale mais: um jogo da Premier League ou do Campeonato Brasileiro? Em muitos estádios brasileiros, a conta tem se igualado, o que mostra a dificuldade dos clubes em precificar seus ingressos, especialmente porque a venda de tíquetes para empresas é uma raridade no país.
O melhor exemplo do erro brasileiro está na Inglaterra, onde os ingressos são os mais altos da Europa e onde a bilheteria é triplicada em gastos dentro dos estádios, pelo menos nos grandes clubes.
Considere, primeiramente, a realidade completamente diferente dos países. Um exemplo: o salário mínimo do Reino Unido é de R$ 3.600, contra R$ 724 no Brasil. Ainda assim, alguns valores de ingressos se equivalem.
Segundo um levantamento da BBC, em 2013, o ingresso mais caro da Premier League é do Arsenal, em R$ 479, ou R$ 79 a mais do que o VIP da Arena Corinthians. Mas é uma exceção. O Chelsea, com o segundo mais caro, cobra cerca de R$ 150 pela entrada mais alta.
Na Alemanha, país ainda mais rico que o Reino Unido, uma imagem tem fascinado torcedores nos últimos anos: a geral do estádio do Borussia Dortmund. Neste ano, no clássico contra o Schalke 04, as 25 mil pessoas presentes no setor pagaram 13 euros para entrar, ou R$ 40.
Em comum, os dois países têm futebol recheado de craques, altíssima taxa de ocupação e arenas que vendem suas propriedades comerciais em milhões. Pelo visto, o preço da entrada é a única semelhança com o Brasil. 
Fonte: Máquina do Esporte - UOL

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