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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

“A situação financeira dos clubes de futebol no país está complicada”, diz consultor esportivo

Pedro Daniel, diretor da área Esporte Total da auditoria e consultoria BDO, comenta a gestão dos clubes nesta conversa com o L!


Presente em 104 países, a BDO mantém em boa parte dos locais onde atua uma área de consultoria e auditoria voltada o segmento esportivo. No Brasil, a companhia presta serviços atualmente para seis dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, além de vários outros de menor porte.
Nesta entrevista exclusiva ao LANCE!, o diretor da área Esporte Total da BDO, Pedro Daniel, fala da atuação da empresa no futebol brasileiro e da atual situação financeira dos clubes do país, para quem a situação é complicada para este final de ano por conta do provável adiamento para 2015 da votação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE).
Como está a atuação da BDO junto ao futebol brasileiro?
Atualmente trabalhamos com seis clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Mas nossa atuação abrange desde times pequenos aos grandes clubes do país. Em unidades, temos mais clubes no interior, cuja plano de negócio está mais voltado para o maior apoio da população com o time local. Já os times médios, por exemplo, o trabalho é mais voltado à arrecadação.
Mas a maior receita da BDO vem dos grandes clubes?
Nosso maior faturamento, na verdade, vem das empresas que têm um orçamento para investir em Esporte mas não sabe onde e nem como colocar esse dinheiro. Isso tem acontecido muito no mercado atualmente.
Como avalia a situação financeira dos grandes clubes de futebol para este final do ano com a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE) devendo ficar apenas para 2015?
A situação financeira dos clubes está bem complicada para esses últimos meses do ano pois muitos esperavam a aprovação da LRFE. Ainda há essa possibilidade de votar a lei após as eleições mas, pessoalmente, acho improvável de acontecer. Acredito que boa parte dos clubes brasileiros estarão em situação bem difícil neste final de ano.
Mas mesmo nesta situação financeira difícil os clubes continuaram gastando alto em contratações.
Sim, e os próprios clubes têm reconhecido que foi uma estratégia errada ter feito essas contratações. Creio que haverá uma redução nos salários dos jogadores e técnicos no curto e médio prazo. De 2012 para 2013, os gastos dos clubes cresceram muito, com as despesas sendo maiores que as receitas. Mas alguns diretores já comentaram comigo que esse modelo não dá mais certo. Mas falar comigo é uma coisa, falar isso dentro do clube é completamente diferente.
A gestão dos clubes brasileiros é, em sua maioria, muito amadora ainda. Como tem sido a aceitação dos clubes em relação aos planos de negócio apresentados pela BDO?
Em alguns casos ainda é muito complicado. Uma vez apresentei um plano de negócio para o clube de cinco anos e o presidente falou que esse período não adiantava para ele, que era melhor ser de apenas dois anos. Mas com esse tempo de trabalho não se faz nada e isso acontece muito no futebol.
Por outro lado, que clube adotou um plano de gestão de longo prazo?
O Internacional é um bom exemplo. Há quatro ou cinco o clube mudou seu Estatuto para implementar um plano de negócios de dez anos. Com essa mudança, o clube manteve os trabalhos de longo prazo independente de sua administração estar nas mãos da situação ou oposição. Mas este é um caso à parte.

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