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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Segundo Brasileirão Feminino é quase igual ao primeiro

Campeonato terá o mesmo número de competidores, mesma quantidade de partidas e investimento igual à edição passada. Verba destinada pela Caixa é de R$ 10 milhões



No lançamento do Segundo Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, nesta segunda-feira, num hotel 5 estrelas, em São Paulo, o clima era de festa.
- Este dia vai ficar na história do futebol feminino – disse o apresentador, sobre a iniciativa que foi capitaneada pelo Ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
O que estava para ser anunciado era uma competição inédita, No ano passado, o Brasileiro, em sua primeira edição fora disputado por 20 clubes e a competição teve 70 partidas – menos da metade de um turno completo, que teria 190.
- Neste ano conseguimos atrair vários times de camisa para o Campeonato, além do Vasco, que sempre disputa: Bahia, Náutico, Sport, Portuguesa e Avaí – disse o diretor de Competições da CBF, Virgílio Elíseo.
Estamos evoluindo. As conquistas virão passo a passo – disse a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Mas ela fez questão de chamar as jogadoras de “profissionais”.
O único lamento era pela falta da prática de futebol feminino no país. Estranhamente, a CBF, entidade responsável pelo futebol no Brasil, não foi cobrada por isso.
Mas bastou começarem as perguntas que outra realidade veio à tona. As jogadoras não são profissionais. Algumas recebem ajuda de custo de meio salário mínimo (R$ 362).
E a situação delas só vai mudar quando a Caixa, patrocinadora única da competição, decidir bancar os salários. A Caixa não é uma mera patrocinadora. Ela banca o “Brasileirão feminino”, nome de guerra oficial. Dá R$ 10 milhões, para as despesas de transporte, hospedagem, seguranças, arbitragem e ambulâncias. São cerca de R$ 140 mil por jogo. A CBF, oficialmente a organizadora do torneio, não banca nada.
A “evolução” do campeonato não passa por número de competidores, por número de jogos nem por valor de patrocínio. Todos são rigorosamente os mesmos de 2013. O valor da Caixa nem sequer foi reajustado pelo índice de inflação.
A Caixa, aliás, não paga à CBF. Na verdade, quem recebe o dinheiro e organiza a competição é a Sport Promotion, empresa de promoção de eventos esportivos. Apesar de ser a responsável pela organização do torneio, a empresa não enviou nenhum representante ao evento.
A CBF não pode receber dinheiro público porque não atende às exigências legais – como limitar os mandatos dos dirigentes.

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