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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sonhando com futuro vitorioso, America completa 110 anos nesta quinta (18)

Clube quer deixar a Segunda Divisão e retornar aos dias de glórias




No dia 18 de setembro de 1904, nascia o America Football Club, tradicional clube do Rio de Janeiro, que tem sua sede no bairro da Tijuca. Os fundadores da instituição foram Alberto Klotzbücher, Oswaldo Mohrstedt, Henrique Mohrstedt, Gustavo Bruno Mohrstedt, Alfredo Mohrstedt, Jaime Faria Machado e Alfredo Guilherme Koehler. Nesta quinta-feira (18), o clube da Campos Sales comemora 110 anos de existência, glórias, títulos, altos e baixos. O FutRio.net faz agora um breve resumo dessa história.
Começo alvinegro do America
Mas será que a história Americana sempre foi em Campos Sales, na Tijuca, e o tradicional uniforme rubro sempre foi o manto do America? A resposta é não. No início de sua jornada, o Mecão vestia branco e preto e o clube ficava situado no bairro da Saúde.
Apenas sete anos depois de seu surgimento foi que o America se mudou para a Campos Sales, onde sua sede está localizada até hoje. Na época, o estádio do clube também ficava nesta rua. O uniforme vermelho foi adotado em 1908, por indicação do zagueiro Belfort Duarte, um dos grandes ídolos do clube e um dois maiores defensores brasileiros da época.
A estreia do America no futebol foi contra o seu grande rival, o Bangu. Apesar do seu primeiro jogo não guardar boas lembranças, pois o Alvirrubro venceu por 6 a 1, no confronto direto o Mecão leva vantagem (107 vitórias, 68 empates e 102 derrotas), além de ter mais gols (506 contra 437). Amilcar foi quem fez o primeiro gol americano na história.
Primeiros títulos e "Campeão dos Campeões"
Em 1913, o America sagrou-se campeão carioca e conquistou o primeiro título de sua história. Depois, o Mecão conquistou o Rio por mais cinco vezes em um período de 19 anos (1916, 1922, 1928, 1931 e 1935). No ano de 1936, o time Rubro conquistou a Taça dos Campeões Rio-São Paulo ao derrotar a Portuguesa-SP em três jogos. Na primeira partida, a Lusa venceu por 3 a 2, mas depois a equipe tijucana venceu por 1 a 0 e 3 a 1.

 No ano de 1960, o América ganhou seu último Estadual. Mas em 1982, conquistou seu maior título até hoje, ao se sagrar Campeão dos Campeões. Em uma competição que contou com os campeões e vices dos principais estaduais do Brasil, o time, liderado por Duílio, Moreno, Gilson Gênio, Luisinho Lemos e cia., deixou para trás times como Atlético-MG e Portuguesa, para derrotar o Guarani na final.
Declínio por causa de uma injustiça no futebol brasileiro
O America começou seu declínio em 1987 quando, inexplicavelmente, o recém-fundado Clube dos 13 deixou o time fora da elite do futebol brasileiro ao não incluí-lo a no Módulo Verde da Copa União, mesmo com a equipe tendo ficado na terceira colocação do Brasileiro anterior. O Mecão disputou o módulo amarelo, organizado pela CBF.
Em 1993, o clube vendeu seu Estádio, o Wolney Braune, para uma empresa que construiu um shopping na localidade. Em 23 de janeiro de 2000, o America inaugurou seu novo estádio no município de Mesquita, na Baixada Fluminense. Homenageando um torcedor ilustre que foi presidente do clube e da CBF, a diretoria americana batizou sua nova casa de Giulite Coutinho
A torcida americana voltou a sonhar com um título em 2006, quando o America chegou a final da Taça Guanabara. Mas, com uma arbitragem polêmica de William de Souza Nery, que não marcou um pênalti claro a favor dos rubros, o Mecão acabou sendo derrotado por 3 a 1 pelo Botafogo.
Rebaixamentos e possível volta de Romário
Em 2008, o America sofreu um duro golpe ao ser rebaixado para a Série B do Campeonato Carioca. Porém, no ano seguinte, ajudado pelo atacante Romário, que foi diretor de futebol do clube, o Mecão retornou a elite do futebol do Rio de Janeiro com o título da Série B, último conquistado do time Rubro, e o Baixinho realizou o sonho do seu pai, Edevair, que era torcedor americano e morreu alguns anos antes, ao jogar uma partida oficial com a camisa Rubra.
Entretanto, após mais uma campanha ruim, o America, que já não contava mais com Romário como diretor de futebol, foi rebaixado novamente em 2011 e se encontra até hoje na Segunda Divisão. A torcida americana vive uma grande expectativa, porque o Baixinho pode voltar ao clube em 2015, para se candidatar à presidência do clube. As eleições acontecem em novembro deste ano.
Ídolos
O America conta com grandes jogadores em sua história. Talvez o primeiro grande jogador tenha sido o zagueiro Belfort Duarte, capitão do primeiro título do clube e que deu a ideia para que a camisa do Mecão fosse vermelha. Com uma maneira refinada de jogar, o defensor encantava pelo alto número de desarmes que conseguia durante os jogos, sem fazer faltas. Por conta disso, muitas competições passaram a premiar o jogador menos faltoso e o troféu levava o seu nome.
Após a era Belfort Duarte, o atacante Plácido Monsores se destacou. Quarto maior artilheiro da história do clube, com 167 gols, foi ele o grande nome do Mecão na campanha do título carioca de 1935. É um exemplo de atleta que conseguiu ser ídolo em dois rivais, pois além de brilhar no time rubro, Plácido se destacou também no Bangu.
Outro defensor muito lembrado pelos americanos é Britto. Apesar de ter atuado em grandes clubes, como Corinthians, Flamengo, Vasco e Independiente (ARG), foi no America que o zagueiro chegou à Seleção Brasileira e, inclusive, disputou a Copa do Mundo de 1938, realizada na Itália, a primeira que o Brasil conseguiu passar da primeira fase e terminou na terceira colocação.
Talvez a torcida brasileira tenha tido o azar de não ver Maneco vestir a camisa Canarinho em uma Copa do Mundo, pois o auge do atacante foi no período da Segunda Guerra Mundial, época em que os Mundiais foram cancelados. Goleador nato, ele é o terceiro maior artilheiro o America, com 187 gols. Defendeu a Seleção Brasileira na década de 40 e fez parte de um dos maiores times da História do Mecão.
O ponta esquerda Zagallo, também tem uma grande história pelo clube. Campeão Mundial pelo Brasil em 1958 e 1962 como jogador, em 1970 como treinador e em 1994 como auxiliar-técnico, a "Formiguinha" começou sua carreira no America. Após deixar o Mecão, ele atuou apenas por Flamengo e Botafogo.

Sebastião Leônidas foi um zagueiro que defendeu o America entre 1960 e 1965. Foi campeão no último título carioca da equipe em 1960. Ele é considerado um dos pioneiros de uma tática que existe até hoje no futebol: a linha de impedimento. Suas grandes atuações despertaram o interesse do Botafogo, que o contratou para substituir um dos maiores ídolos da história do clube, Nilton Santos, que havia se aposentado. Estaria no elenco da Seleção Brasileira na Copa do Mundo em 1970, mas uma lesão o deixou de fora do Mundial.

O habilidoso meia Moreno também não poderia ser esquecido. Com um futebol refinado, foi um dos principais jogadores americanos na fantástica campanha do Campeonato Brasileiro de 1986, quando o America ficou na terceira colocação, onde foi eliminado apenas na semifinal, para o eventual campeão São Paulo. Moreno era dirigente do Mecão, mas se afastou no início deste ano para se dedicar à política.  
O lateral direito Orlando Lelé também marcou história no clube. Conhecido por ser um grande marcador, o jogador não aliviava nas divididas e era temido pelos seus adversários. Foi autor do gol do título da Taça Guanabara de 1974. No ano seguinte, se transferiu para o Vasco.
Gilson Gênio, foi um jogador que começou a carreira no Fluminense, onde participou da temida Máquina Tricolor, que conquistou os títulos Cariocas de 1975 e 1976. Em 1981, o ponta-esquerda chegou ao America, onde foi um dos grandes destaques do Mecão na conquista do título de campeão dos campeões.  
O zagueiro Duílio não jogou muitos jogos pelo America, mas se tornou ídolo da torcida. Ele atuou apenas em 1982, mas conquistou a Taça Rio e o Torneio dos Campeões, em que era o capitão da equipe. Em 2011, ele retornou ao clube para ser o treinador e revelou que era torcedor americano. Apesar da boa campanha na Série B do Carioca de 2012, não conseguiu levar a equipe à elite do futebol do Rio de Janeiro.

Quem mais vestiu a camisa do America foi o alemão naturalizado brasileiro Alex Kamianecky. O jogador defendeu o Mecão por 12 anos (1967 a 1979), vestindo o manto rubro por 673 vezes. Ganhou a Taça GB de 1974, mas sua maior demonstração de amor aconteceu quando deixou o clube: ao se transferir para o Sport (PE), ele exigiu que, no contrato, houvesse uma cláusula dizendo que ele não poderia enfrentar o time americano. Apesar de nunca ter jogado pela Seleção, esteve na pré-lista para o Mundial de 1970.
Mas ninguém fez mais gols no America que Luisinho Lemos. Em três passagens pelo clube (1973 a 1974, 1982 a 1984 e 1985 a 1987), o atacante marcou 311 gols. Ele ainda conquistou a Taça Guanabara de 1974, a Taça Rio de 1982 e o Torneio dos Campeões. O "Tombo" nunca escondeu as cores de seu coração e sempre tratou o Mecão como o clube mais importante de sua carreira.
Apesar de não ser o maior artilheiro da história do clube, o maior ídolo americano é Edu Coimbra. Para muitos apenas o irmão de Zico, ídolo maior do Flamengo, Edu é um messias para a torcida do America e, para muitos - torcedores do clube ou não - jogou mais que o próprio irmão. Porém, como Zico se destacou no clube de maior torcida do Brasil, ganhou mais status. Edu marcou 212 gols no America e, como treinador, chegou a dirigir a Seleção Brasileira em três partidas em 1984. Hoje, é 1º vice-presidente do Mecão.
Fonte: Futrio.net

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