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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Academia LANCE! A ausência do esporte no debate presidencial

Independente de quem vença o pleito no domingo, a ausência do esporte na pauta dos candidatos é uma derrota do país

Essa semana o país entrou na reta final na disputa presidencial. No próximo domingo saberemos quem será o presidente do Brasil, mas infelizmente não teremos a menor ideia do futuro do esporte nacional, pela total ausência do tema durante a campanha dos dois candidatos.
A disputa por votos se concentra em temas mais sensíveis para a população, como programas sociais, economia, educação, saúde e segurança. Mais uma vez o esporte é colocado em segundo plano, como sendo um assunto menos importante. Isso vale para o esporte de participação da população e também o de alto rendimento.
Esse é um grande erro dos dois candidatos. A atual presidente representa o projeto atual, com gastos excessivos e praticamente nenhuma melhora contundente no ambiente esportivo nacional. E o candidato da oposição que simplesmente ignora o tema em público, sem mostrar quais os seus planos para sermos mais eficientes na gestão dos recursos públicos com esporte.
Para os eleitores fica a sensação que o esporte não é tão importante, com o argumento que há assuntos mais importantes para serem tratados na campanha presidencial. Entretanto é sempre bom lembrar que nunca se gastou tanto com esporte no Brasil.
Os valores cada vez maiores são alocados em um ambiente de má gestão das entidades esportivas e confederações e também em projetos de esporte amador que não contribuem efetivamente para a disseminação do esporte na nossa sociedade, como um fator relevante para melhorar a vida da população, especialmente a mais carente.
Os gastos públicos com esporte via Lei de Incentivo, repasses das loterias, patrocínios das Estatais e do próprio orçamento do Ministério do Esporte consomem bilhões de reias anualmente dos cofres públicos.
Para piorar temos um projeto de lei que visa facilitar a vida dos clubes devedores de impostos e contribuições sociais, um valor “irrisório” de cerca de R$ 5 bilhões. E nenhuma atitude real para acabar com a deficiência da gestão das entidades. E que receberam como prêmio por sua má gestão, Lei de Incentivo e patrocínio de banco estatal.
Estamos falando em um volume astronômico de dinheiro, são bilhões de reais gastos anualmente e nenhum dos candidatos fala qualquer coisa sobre o assunto. Como por exemplo, em canalizar os investimentos públicos em projetos que desenvolvam as modalidades no longo prazo, e ofereçam a prática esportiva de qualidade para a população mais carente.
Além disso, passamos por uma Copa do Mundo que consumiu mais de R$ 30 bilhões, sendo que boa parte recursos públicos e gastaremos o mesmo com os Jogos Olímpicos em 2016. Agora a luta é por medalhas, somente isso.
Por outro lado, sempre que precisam de apoio popular falam do esporte, atrelam seus nomes ao futebol e esportes olímpicos, tirando fotos com campeões, buscando sempre aparecer na mídia.
Por isso independente de quem vença o pleito no domingo, a ausência do esporte na pauta dos candidatos é uma derrota do país, que ainda não enxerga essa atividade como algo relevante para o desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária, saudável e livre de problemas sociais.

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