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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Academia LANCE! Vender é o que falta aos clubes brasileiros

Se os clubes se posicionarem como “vendedores” de produtos de seus parceiros, nunca mais a crise passará perto de nosso mercado

A economia brasileira está patinando, o nosso PIB não cresce e o efeito para os clubes é a grande dificuldade em fechar bons contratos de patrocínio. O que salvou o mercado até o momento foi o aporte da Caixa em 14 clubes, que pelas minhas contas representa mais de 20% de todo o volume de patrocínio movimentado pelos clubes em 2013.
As empresas infelizmente somente enxergam os clubes como plataformas de comunicação para suas marcas e em um momento de recessão reduzem seus investimentos nesse setor, especialmente as companhias do setor privado. Além disso, as cotas estão cada vez mais caras, dificultando um acerto que seja positivo para os patrocinadores.
O único caminho efetivo para mudarmos depende dos clubes alterarem radicalmente sua abordagem, deixando de se posicionarem exclusivamente como veículos de divulgação de marcas e se transformarem em geradores de vendas efetivas para seus parceiros.
Segundo estudo sobre o Índice de Potencial de Consumo no Brasil, as famílias brasileiras vão gastar um volume de R$ 3,3 trilhões em 2014. Considerando que temos mais de 150 milhões de torcedores no Brasil com perfil de consumo, está claro que uma quantidade astronômica de dinheiro poderia ser gerada pelos clubes.
Os patrocinadores precisam vender para financiar suas atividades de marketing e comunicação, já que a verba a ser empregada é um percentual de suas vendas. Portanto se uma empresa vender mais poderá investir mais.
Assim, se os clubes se posicionarem como “vendedores”de produtos e serviços de seus parceiros, nunca mais a crise passará perto do nosso mercado. Afinal que empresa em sã consciência abriria mão de vendas em um momento de recessão?
Muito pelo contrario, deixariam de investir em ferramentas de comunicação com baixo retorno comercial e permaneceriam com seus investimentos em patrocínio, nesse novo contexto, pois valorizam suas marcas, fidelizam clientes e ampliam o faturamento.
Cada clube pode atrair dezenas de patrocinadores que estariam associados não apenas a visibilidade de marca, mas a ações efetivas de relacionamento e vendas.
As pessoas adquirem veículos, motos, apartamentos, eletroeletrônicos, bebidas, comida, produtos de higiene e beleza, abrem conta em banco, fazem plano de saúde, viajam, vão aos mais variados tipos de varejo, compram pela internet, somente para citar alguns exemplos.
O grande erro do marketing dos clubes é sempre tentar licenciar produtos das empresas. Claro que isso é importante, mas muito mais interessante é oferecer alternativas de vendas efetivas para os produtos existentes das mais variadas empresas.
Essa mudança posicionaria os clubes brasileiros como essenciais para centenas de marcas, que hoje nem ao menos consideram investir nessa relação.
As mudanças na visão do marketing dos clubes, com investimento em canais de relacionamento com seus milhões de torcedores e sinergia com dezenas de marcas parcerias são os desafios que os clubes brasileiros têm no futuro, para saírem do ostracismo de marketing que se inseriram.

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