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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O começo do Sonho !

Por: Edson Santos de Lima

 
 


A construção de um estádio para o  S.C.Corinthians Paulista sempre foi um sonho para muitos presidentes, diretores e principalmente torcedores.
Com alarde e algumas maquetes ,  muitas vezes se divulgou na imprensa o sonho da construção do Estádio que seria a casa dos corinthianos.
O primeiro projeto foi em 1968 e efetivamente foi apresentado como a remodelação do próprio Estádio Alfredo Schurig (Parque São Jorge) que passaria a ter 133 mil lugares com uma perspectiva futurista para a época.
Para viabilizar a construção do estádio,bem como aumentar a receita do clube, foi criado o Carnê Corintião, este foi durante algum tempo ( gestão do Presidente Wadih Helu de 1961 a 1971)um projeto polêmico que perdeu  força e foi aos poucos deixado de lado. Com a chegada de Vicente Matheus a presidência em 1972, a intenção de construir um estádio quase se tornou uma obsessão. A primeira tentativa foi em 1975, num projeto que envolveria todo o clube. Mas acabou abandonado quando Matheus passou a cogitar o maior de todos : o Coringão,para 200 mil pessoas.
Seria o maior estádio do mundo - o Maracanã já estava encolhendo na época . O então presidente fez de tudo para obter ajuda do poder público. Conseguiu em 1980, quando a prefeitura  cedeu 197 mil metros quadrados em Itaquera, então um bairro em formação.
Não era o local preferido dele – queria no bairro de Aricanduva , mas não foi possível e seguiu adiante.
O Carne Corinthião resurgiu com força total em julho de 1979, prometendo prêmios a seus compradores e o tão sonhado lar para o Corinthians. Em apenas 23 dias foram vendidos 500 000 talões , garantindo aos cofres do Parque São Jorge um lucro líquido de 53 milhões de  de cruzeiros.
 Em 1980, desta vez sob a supervisão  do Departamento de Sorteios, Consórcios e Prêmios  do Ministério da Fazenda, era lançada a segunda versão do Corinthião. Novo estouro de vendas : dos 500 000 talões  colocados  a venda, os torcedores compraram 420 000. Com a renda dos dois carnês, somente o projeto do estádio pôde ser pago. Valdemar Pires  e Roberto Pásqua, os dois presidentes que vieram depois de Vicente Matheus, também repetiram a experiência. Pires teve 360 000 carnês vendidos em sua gestão , 40 000 menos que Pásqua.
Mas, nessa época, o clube já havia perdido a concessão do terreno de Itaquera por não haver iniciado a construção do estádio dentro do prazo de dois anos exigido pela Prefeitura de São Paulo.
"Conseguiremos essa área de volta", prometia Matheus. "Só falta a Câmara Municipal aprovar sua cessão. Desta vez não iremos perdê-la, como aconteceu em outras administrações." E o presidente corinthiano dizia que iria fazer quantos carnês fossem necessários para erguer o estádio. Se o sonho ainda não tinha sido realizado (em 1987) os prêmios do Corinthiao pelo menos, fizeram a felicidade de muita gente. Ao todo foram distribuídos 4 625 - de carros a batedeiras .
Passados muitos anos, em 2014 a Arena Corinthians é uma realidade e sem a ajuda de carnês ou algo do gênero, é  hoje motivo de orgulho não só para os Corinthianos, como todos os que gostam do futebol.
Os tempos dos "estádios de papel" do  Corinthians são hoje apenas lembranças que hoje trazemos para os leitores do Futgestao .

 

Fontes:
Milton Pazzi Jr./O Estado de São Paulo
Kassia Caldeira/Revista Placar

Um comentário :

  1. Estamos começando este trabalho de publicação do material que produzi durante muito tempo de pesquisa. Espero que gostem. Abraço a todos

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