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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Análise: só no esporte brasileiro o cliente nem sempre tem razão

Erich Beting compara o tratamento dado ao torcedor pelos cartolas no Brasil

O bordão de que o cliente tem sempre a razão pode se aplicar a tudo, menos ao esporte brasileiro.

A primeira final da Copa do Brasil ser disputada no acanhado estádio Independência, para 20 mil pessoas, com ingressos entre R$ 200 e R$ 700 é a prova da falta de visão dos gestores esportivos sobre seu produto e, mais ainda, sobre seu cliente.
Não houvesse, na mesma Belo Horizonte, o Mineirão recém-reformado e com capacidade para mais de 60 mil pessoas, até que a escolha do Atlético-MG de fazer a final no Independência fosse mais aceitável.
Mas, diante das circunstâncias, soa como uma afronta ao torcedor limitar a primeira decisão nacional envolvendo Atlético e Cruzeiro ser limitada a 20 mil pessoas no campo.
Da mesma forma, a declaração de Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, à TV Gazeta, de que fazer um clássico de futebol com uma só torcida é mais seguro e melhor para o torcedor é de uma tremenda estupidez, para não dizer incompetência.
O esporte brasileiro segue sem perceber o óbvio. O cliente não é o atleta, muito menos o dirigente ou o patrocindor. O torcedor tem de ser o motivo para o qual o esporte vive.
É a massa de pessoas apaixonadas o combustível de todo o restante da indústria. A Copa do Mundo deu esse sinal para o futebol no Brasil.

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