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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O Mundial Interclubes 1976 foi decidido no Brasil

Por: Edson Santos

Em 18 edições da Copa Intercontinental, o Brasil chegou em três finais. Depois do bi-mundial do Santos (62/63), o país levou treze anos para disputar o título. Em 76, o Cruzeiro fez a final com o Bayern de Munique. Foi o maior Cruzeiro de todos os tempos: Raul, Nelinho, Moraes, Ozires, Vanderlei, Piazza, Zé Carlos, Jairzinho, Palinha, Joãozinho e o genial Dirceu Lopes. Pena que Tostão parou.
Bayern de Munique
Após a Copa Intercontinental ser suspensa no ano de 1975 graças a falta de interesse dos clubes europeus, o ano de 1976 marcou a volta da competição e a consagração do time que passeava na Europa. Este era o Bayern de Munique, que conquistara o tri-campeonato da Champions League ressaltando o período de soberania bávara na Europa.
Os títulos, que marcaram um período de reestruturação no clube de Munique, tiveram algumas peças que foram mais do que fundamentais. Na defesa, impossível não citar o gênio Franz Beckenbauer, maior jogador da história do futebol alemão e o maior zagueiro da história. Além de outros grandes mitos como Sepp Maier, Paul Breitner, Gerd Müller, Uli Hoeness e Rummenigge. De fato, um time histórico.
Na Champions 75/76, os bávaros já começaram dando show visto que na 1ª fase já humilharam os holandeses do Jeunesse Erch com uma goleada de 5 a 0 na ida e uma tranquila vitória por 3 a 1 (com hat-trick de Ludwig Schuster) na volta. Na segunda fase, a coisa se complicou contra o Malmö, equipe sueca, os bávaros acabaram perdendo a ida por  1 a 0, porém, em seus domínios, venceram por 2 a 0 e conquistaram a vaga. Nas 4ªs, a tendência era um compromisso complicado contra o Benfica ainda mais após um empate em 0 a 0 na ida, contudo, na volta, os alemães foram avassaladores, fizeram 5 a 1 e se garantiram na semi, quando enfrentariam o Real Madrid. Diante dos merengues, brilhou a estrela de Gerd Müller, que garantiu o empate de 1 a 1 na ida e a vitória por 2 a 0 na volta, carimbando a vaga de sua equipe para a grande decisão. 
Na final, realizada em Glasgow na Escócia, o adversário era a bem acertada equipe do St. Etienne, que buscava se vingar da eliminação na semifinal diante dos bávaros na edição 74/75, no entanto, em um jogo bastante parelho, o gol saiu só na bola parada com Roth que em bela cobrança de falta assegurou o tri da Europa e a chance de disputar a Copa Intercontinental.
Cruzeiro

Os campeões da Libertadores de 1976 posam para a foto antes da decisão
da Taça Intercontinental contra o Bayern de Munique, da Alemanha.
Fila do alto: Guido (massagista), Jairzinho, Piazza, Nelinho, Helio, Raul, Pablo Forlan, Lauro, Moraes e Ozires. Fila do meio: Ronaldo Nazaré (médico), Darci, Isidoro, Ronaldo, Palhinha, Valdo, Zé Carlos, Eduardo, Vanderlei, Antônio Lacerda (preparador físico) e Zezé Moreira (treinador)
Fila de baixo: Benecy Queiroz (preparador físico), Eli Mendes, Lívio, Dirceu Lopes, Roberto César, Silva, Mariano, Joãozinho e Escócio (massagista) Obs: Dirceu Lopes e Forlán não fizeram parte do plantel campeão da Libertadores
 
Do outro lado do Atlântico, quem brilhava era o Cruzeiro de Jairzinho, Zé Carlos, Nelinho e Palhinha que jogava o fino da bola e ressaltava bem uma equipe de enorme potencial. Com uma defesa sólida e um ataque aniquilador, o clube mineiro se encontrou com o River Plate e com duas contundentes vitórias, 4 a 1 na ida e 2 a 1 na volta, sagrou-se campeão da Libertadores e carimbou vaga na Copa Intercontinental afim de medir forças com o todo-poderoso Bayern de Munique.
 
As Finais
No jogo de ida, realizado em meio ao forte inverno alemão, tivemos uma partida bastante equilibrada em que ambas as equipes tiveram chances da vitória. O Bayern conseguiu desequilibrar o jogo apenas no final. Aos 35 do 2° tempo, Müller abriu o placar. O Cruzeiro sentiu o gol e 2 minutos mais tarde, Kapellmann sacramentou o 2 a 0, definindo a boa vitória para a partida de volta.
 
 


Segundo e Decisivo Jogo
Na partida de volta, realizada no Mineirão, o placar de 0 a 0 não refletiu o que realmente foi à partida. Em campo, duas equipes dispostas a tudo em busca do resultado positivo, sobretudo, a Raposa que partiu pra cima e obrigou Meier a fazer grandes defesas. Raul não fez por menos e também realizou defesas importantes. No fim, a grande atuação de ambos os goleiros assegurou um placar sem gols e o título do Bayern de Munique.

 


Era a coroação do melhor time da Europa e um dos melhores times alemães de todos os tempos. O Bayern representava a base da seleção alemã campeã mundial em 74 e sob a batuta do grande Franz Beckenbauer dentro das quatro linhas, o clube bávaro se consolidava na posição de um dos principais clubes do mundo.
 

Fontes : Blog de Fernando Sampaio/Jovem Pan
              Blog Futebol Planet
              Blog Almanaque do Cruzeiro
              Revista Placar / Editora Abril
              Arte :Uol
            http://blog.jovempan.uol.com.br/

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