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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Porque acredito no sucesso do Esporte Interativo

Fazem 10 anos nos acostumamos a assistir os principais campeonatos nacionais na SporTV e os internacionais na ESPN. Porém, de forma disruptiva Fox Sports entrou no mercado ofertando a Libertadores e agora o Esporte Interativo pode revolucionar o mercado ao adquirir a Champions League.

Foi um balde de água fria para os fãs de esporte que já se acostumaram a acompanhar a Champions League com os comentários sempre pertinentes de PVC  e a narração de João Palomino, mas o maior campeonato de clubes do mundo será transmitido nos próximos três anos pelo Esporte Interativo, que possui o grupo Turner por trás de seus investimentos.
Particularmente acredito que a vitória do Esporte Interativo poderá revolucionar de vez o mercado de transmissão esportiva que ultimamente, como todo os programas e canais de TV, sofre com a queda de audiência e diminuição da participação do público. Digo isso embasado pelos dados de que mesmo canais abertos, como a Globo, estão perdendo seu share inclusive em horários nobres e com eventos como a F1 serem temas de cortes na programação.
A revolução do Esporte Interativo seria adaptar o modelo on demand que é um  sucesso em outros segmentos para o mercado esportivo brasileiro. Sendo simples apontar o sucesso do modelo a partir dos dados da Netflix que em 2014 dobrou o seu lucro além de atingir 50 milhões de registros (com algo em torno de 200 milhões de usuários) e que cada vez mais busca se diversificar e produzir conteúdo diferenciado e de acordo com a expectativa de seus assinantes.
Ou mesmo podemos citar como exemplo o NBA League Pass, serviço de assinatura da NBA, também vendido no Brasil, que através do aplicativo o torcedor pode acompanhar todo conteúdo e jogos da liga além de outras funcionalidade atreladas ao tipo de assinatura paga.
Logo é fácil pensar que um caminho natural para o canal, que ainda não está presente nas grandes companhias de TV a cabo, é a oferta da Champions League pelo EI Plus, seu aplicativo de oferta de conteúdo on line e on demand disponível para as principais plataformas móveis além de smart TVs, além é claro da inclusão de alguns jogos nos canais do grupo Turner (TNT e Space) e uma posterior entrada do próprio canal no segmento de TV a cabo.
 

Mas tenho um sentimento de que o principal ponto de oferta deverá ser a plataforma online, não apenas pelos dados de crescimento de mercado que balizam o investimento, ou pelo preço competitivo frente a assinatura de um plano de TV, mas pelas possibilidades de personalização de conteúdo conforme o perfil do assinante/valor dispendido além da gama de funcionalidades existentes.
Imagine que agora você não dependerá da escolha dos diretores de esporte da TV para assistir um jogo e poderá procurar aquele que mais lhe atraia, mesmo que seja aquele Shakhtar Donetsk x Basel. Ou ainda, poderá acompanhar apenas um time durante seu trajeto no campeonato ou apenas as fases finais. Além é claro de assistir onde melhor lhe convir (já que o horário dos jogos não ajudam muito quem bate ponto por aí).
Sinceramente, vejo que esta aquisição do Esporte Interativo iniciar uma mudança no segmento de transmissão esportiva, uma vez que já se iniciam boatos a respeito da criação de uma liga e consequente gestão própria do seus direitos de transmissão e conteúdo e o sucesso do modelo pode, enfim, inspirar alguns dirigentes e quem sabe teremos em uns 10 anos um modelo do Campeonato Brasileiro on demand.
Fonte: Site DeCanhota

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