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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Academia LANCE!: O futuro do Fluminense sem a Unimed

Resta ao clube explorar ao máximo sua categoria de base e buscar novas receitas para ter mais recursos para investir no futebol




O anúncio feito pela Unimed de encerrar o contrato com o Fluminense após 15 anos de parceria, ainda que fosse esperado, traz um grande desafio para o futuro do clube. Em alguns anos os aportes da Unimed chegaram a somar R$ 80 milhões por temporada.
A parceira bancava contratações e uma parte significativa dos direitos de imagem dos atletas e em troca tinha as melhores propriedades de marketing do clube. Uma mescla de patrocinador oficial com investidor em direitos econômicos e imagem dos jogadores. Apenas como comparação do que esse volume de investimento representa para o clube, segundo seu balanço os gastos com futebol em 2013 somaram R$ 82 milhões e no ano anterior R$ 76 milhões.
Assim, a única forma de montar um time competitivo e conquistar títulos foi manter a parceria. Como exemplo, o Cruzeiro teve custos com futebol em 2013 de R$ 157 milhões e o Corinthians R$ 248 milhões. Assim, o Fluminense precisará buscar esses R$ 60- R$80 milhões novos no mercado para manter o nível atual que exige o futebol brasileiro, para ter um time campeão.
Para a Unimed, mesmo que em muitos casos o investimento tenha sido mais elevado do que o necessário, a visibilidade e especialmente o crescimento em vendas no Rio de Janeiro, gerados pelo patrocínio foram positivos para a marca, que hoje é líder em planos de saúde no estado. Um grande problema nessa história será se atletas pagos pela marca, com salários astronômicos recorrerem a Justiça Trabalhista e como isso pode impactar o clube.
Agora para o Fluminense fica a responsabilidade de caminhar pelas próprias pernas, como outros clubes do futebol brasileiro. O clube tem uma dívida gigantesca, mas já negociada pela atual administração. A dívida total em 2013 foi de R$ 423 milhões, uma redução de 5% em um ano. As dívidas fiscais somam R$ 163 milhões, uma queda de 2% em relação a 2012.
Assim, resta ao clube explorar ao máximo sua categoria de base, que evoluiu nos últimos anos e buscar novas receitas para ter mais recursos para investir no futebol. Outro ponto é que a saída da Unimed abre espaços importantes na busca de novos patrocinadores.
A receita total do Fluminense em 2013 foi de R$ 125 milhões, sendo que R$ 14 milhões em transferências de atletas. O futuro esportivo do clube depende de maximizar os ganhos com marketing, com novas cotas de patrocínio, vendas de ingressos, produtos licenciados e sócios.
De acordo com todas as pesquisas realizadas no Brasil, o torcedor do Tricolor das Laranjeiras aparece como um público seleto com alto poder de consumo. Se normalmente nas pesquisas tem 1% a 2% dos torcedores brasileiros, esse número sobre para 4%-5% entre os mais ricos. E isso fica claro no nível de engajamento da torcida das redes sociais e em sua boa venda de camisas.
Outro diferencial é de ser um time de caráter nacional, como os demais do Rio. Por outro lado, suas receitas ainda são baixas com potencial para crescer muito nos próximos anos.
Agora depende de sua administração potencializar ao máximo o faturamento e manter o controle do seu passivo. Talvez seguindo esse caminho, em alguns anos o Fluminense seja mais valioso do que com a ajuda de um investidor/patrocinador.

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