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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Amadores, Juvenis, Juniores, Sub-20, Divisão de Base...

Por Edson de Lima

 
As chamadas divisões de base ou categorias de base (como queiram) da Seleção Brasileira tiveram seu apogeu no ano de 1983 na Cidade do México.
 
Sob a batuta de Jair Pereira (treinador que dirigiu os principais clubes Brasileiros, além do Atlético de Madrid nos anos 90) realizou uma bela campanha em gramados mexicanos e tinha a disposição uma promissora geração de craques em todas as posições.
 
Jair foi um atacante de certo destaque no Futebol Brasileiro, revelado pelo Madureira –RJ, Flamengo, Bonsucesso, Olaria, Santa Cruz-PE, Vasco da Gama e Bangu .
Quando assumiu a Seleção Brasileira de Juniores, vinha de trabalhos no Campo Grande-RJ e Paysandu-PA , em sua comissão técnica estavam os preparadores físicos Antônio Mello e Ismael Kurtz , além do Supervisor Prof.José Dias (a quem agradeço por ter contribuído com informações para esta coluna).
 
O Sulamericano

 

E chegamos ao México e ao Título



O campeão:
Imbatível nas eliminatórias sul-americanas com seis vitórias e um empate, o Brasil confirmou o favoritismo e venceu em 1983 o Campeonato Mundial de Juniores da FIFA no México. A seleção ficou no 1 a 1 com a Holanda na estréia, depois atropelou a Nigéria por 3 a 0 e se classificou para a segunda fase com uma difícil vitória por 2 a 1 sobre a União Soviética. Nas quartas-de-final, a equipe canarinho jogou o seu melhor futebol em toda a competição, goleando a Tchecoslováquia por 4 a 1, antes de eliminar a surpreendente Coréia do Sul nas semifinais. A grande decisão levou 110 mil pessoas ao Estádio Azteca para assistir ao duelo entre os arqui-rivais Brasil e Argentina. A Seleção dominou a partida, mas conquistou a taça somente com um solitário gol de pênalti. O título sem dúvida estava em boas mãos, afinal não havia adversário que pudesse fazer frente à constelação de astros como Bebeto, Dunga, Jorginho e Geovani.

Em pé: Adalberto, Hugo, Heitor, Régis, Guto, Dunga, Brigatti e o capitão Bôni;Agachados: Demétrio, Bebeto, Mauricinho, Geovani, Gilmar, Paulinho, Marinho e Aloisio.

A surpresa

Embora as principais seleções européias tenham desempenhado um bom papel, foram os dois gigantes sul-americanos, Argentina e Brasil, que roubaram todas as atenções no México 1983, um torneio que ficará marcado pela vitória do talento latino.A Coréia do Sul, por sua vez, se classificou para o campeonato como a primeira colocada na Ásia, mas chegou ao México com o rótulo de azarão. Após uma estréia vacilante, na qual perdeu para a Escócia por 2 a 0, a seleção foi evoluindo a cada partida e, já no segundo jogo, calou 70 mil pessoas com uma vitória por 2 a 1 sobre o México. Pelo mesmo placar, a Austrália foi a nocaute no confronto seguinte, enquanto o Uruguai foi a vítima das quartas-de-final numa partida que muitos apontaram como a melhor da competição. A Seleção Brasileira, que acabaria em primeiro, se mostrou na semifinal um obstáculo forte demais para ser derrubado pelos sul-coreanos, mas a quarta colocação representou a melhor campanha de uma equipe asiática em um torneio da FIFA.

O craque:


Além de terminar na artilharia com seis gols, o brasileiro Geovani se consagrou como o melhor jogador do Campeonato Mundial de Juniores da FIFA 1983. Personificação da seleção verde-amarela, o meio-campista assumiu o papel de líder natural da equipe com uma maturidade somada à assombrosa habilidade de compreender a partida. Ainda assim, o seu talento não era tipicamente brasileiro. Nem exatamente habilidoso, tampouco veloz, Geovani tinha como armas o passe, a visão e a capacidade de organizar o meio-de-campo e desarmar o adversário. A carreira começou no Vasco da Gama aos 16 anos, e apesar de ter chegado a tentar a sorte no futebol europeu, Geovani não conseguiu repetir as boas atuações e logo voltou ao Rio e ao Estádio São Januário. 

A FINAL

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