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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Academia LANCE! Receitas da Arena Corinthians

Em 2015, a Arena terá que evoluir muito para garantir tranquilidade para o clube quitar sua dívida e posteriormente sonhar com lucros

O Lance! publicou na semana passada uma excelente matéria feita pelo Rodrigo Vessoni sobre as receitas geradas pela Arena Corinthians desde sua inauguração. Os recursos provenientes da exploração da arena são os responsáveis pela quitação do empréstimo do clube para ser dono do seu tão sonhado estádio.
Segundo a reportagem a arena gerou R$ 33 milhões desde sua inauguração no jogo contra o Figueirense em 18 de maio de 2014. A mais representativa receita foi a bilheteria, dos jogos do Corinthians que foram responsáveis por R$ 24,4 milhões, ou 74% do total.
O valor arrecadado é baixo, considerando o volume de recursos que o clube precisa anualmente para quitar seu débito, que ronda R$ 100 milhões por ano. Mesmo anualizado e projetando os valores de 2014 para 2015, a arena no formato atual não alcança R$ 60 milhões por ano.
Os camarotes, fundamentais para a viabilidade econômico-financeira de qualquer arena no mundo ainda tem baixa ocupação. Somente 13 dos 89 camarotes disponíveis estão ocupados, índice baixo, de apenas 15%.
As receitas adicionais da arena com os camarotes, acordos comercias, exploração dos bares, locação para eventos e estacionamento somaram R$ 7 milhões, outros R$ 800 mil com um jogo amistoso Corinthians X Corinthians e a locação da arena para a final da Danone Cup que rendeu R$ 500 mil.
A arena até o momento ainda não chegou nem perto de seu potencial mercadológico. Além disso, é fundamental para a solvência financeira do projeto que as receitas superem em muito os R$ 100 milhões por ano.
A extrema dependência da bilheteria dos jogos e a falta de recursos mais robustos com os camarotes são pontos que precisam evoluir. Em muitas arenas do mundo os camarotes e cadeiras VIP podem representar até 50% do faturamento total do empreendimento.
Outro aspecto problemático foi a falta de um acordo de naming rights, que poderia gerar pelo menos R$ 15-20 milhões por ano. A ganância do clube, o apelido Itaquerão e o desaquecimento do mercado podem dificultar que um parceiro surja.
Assim, para 2015 a Arena Corinthians terá que evoluir muito para garantir tranquilidade para o clube quitar sua dívida e posteriormente sonhar com lucros, já que nesse momento está operando com prejuízo, considerando as parcelas anuais que precisam ser pagas.
Um grande desafio para o novo presidente do clube e o fundo que administra a arena.

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