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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Academia LANCE! A volta do mata-mata é um retrocesso

Criou-se um factoide que no formato mata-mata as audiências eram maiores, os estádios estavam mais lotados e os clubes faturavam mais

Nas últimas semanas o formato de disputa do Campeonato Brasileiro voltou a ser tema de debate na mídia. O novo presidente do Grêmio, Romildo Bolzan defendeu o fim do formato de pontos corridos e a volta do mata-mata para a nossa principal competição nacional.
Para isso o mandatário gremista planeja se reunir com dirigentes dos principais clubes do país para buscar apoio para sua ideia. Inclusive alguns até já declararam apoio a mudança.
Para os que defendem a alteração, o argumento sempre é o modelo bem sucedido dos EUA, onde os palyoffs são uma realidade. Somente se esquecem de que até chegar à fase de mata-mata existe uma temporada regular altamente rentável para todos os participantes. Bem diferente dos tempos de mata-mata no Brasil.
Sem dúvida esse movimento é um completo retrocesso para o futebol brasileiro. A adoção dos pontos corridos em 2003 foi uma conquista histórica para o nosso futebol, gerando algo até então impensável para nossos clubes, um calendário pré-definido, aumento das receitas e respeito às regras.
Até 2002, a cada temporada o Campeonato Brasileiro apresentava uma fórmula de disputa, uma mais esdrúxula que a outra, com times que ficavam de fora das fases finais sem atividade e o pior de todos os seus efeitos, a incansável motivação dos clubes em perpetrar viradas de mesa.
Assim, esse debate sobre a volta do mata-mata apenas é a comprovação que os clubes não percebem o mal que será para o nosso mercado o seu retorno. Criou-se um factoide que nesse formato as audiências eram maiores, os estádios estavam mais lotados e os clubes faturavam mais.
Na verdade é exatamente o contrário. Graças aos pontos corridos o mercado brasileiro de clubes de futebol cresceu em receitas, em cobertura de mídia, em investimento por parte dos clubes e principalmente em credibilidade.
Portanto discutir o formato de disputa do Campeonato Brasileiro é um erro. Os presidentes dos clubes deveriam sim se reunir para pleitear mudanças efetivas no modelo de divisão de receitas dos direitos de TV, em um calendário racional e inteligente, na regulação da gestão dos clubes, na internacionalização das nossas competições, na redução da violência nos estádios e seu entorno, na melhora no nível da arbitragem, entre tantos temas relevantes.
A mudança trará muito mais malefícios do que benefícios, um atraso para um mercado cada dia mais afundado em problemas, noticias negativas e falta de credibilidade.

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