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segunda-feira, 16 de março de 2015

Com a palavra, Amir Somoggi: 'Mata-mata o futebol brasileiro'

Infelizmente, os que defendem o fim dos pontos corridos no Brasileirão por não atrair público, estão indo contra dados irrefutáveis

Mais uma vez o futebol nacional vive a sua discussão sobre a mudança da fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro. Matérias publicadas na mídia mostram um número maior de clubes que defendem a volta do mata-mata.
Muitos deles nunca foram campões no sistema de pontos corridos e lideram um movimento pela mudança, um retrocesso da decisão acertada que tivemos em 2003. Em todos os aspectos a adoção dos pontos corridos foi fundamental para o desenvolvimento do futebol brasileiro na última década.
A volta do mata-mata apenas interromperá um modelo que vem produzindo resultados fundamentais para os clubes, com a garantia de uma temporada, previsibilidade para planejar suas atividades e possibilidade extremamente mal explorada atualmente de ganhar com seus jogos e em ações com patrocinadores.
Infelizmente os que defendem o fim dos pontos corridos por não atrair público, estão indo contra dados irrefutáveis. Anos recentes mostram que muitas médias de publico no novo formato estão entre as maiores da história do Campeonato Brasileiro. Neste espaço recentemente escrevi sobre o sucesso de público dos pontos corridos na comparação com o mata-mata.
As maiores médias de público do Campeonato Brasileiro desde 1971 foram nos anos de 1983 com 22.953 por partida, 1987 com média de 20.877 e 1980 com 20.792. Entre 1971 a 2002, o último ano do mata-mata, a maior parte das médias de público de cada temporada foi inferior na comparação com a nova e bem sucedida fórmula de disputa que vigora até hoje.
Em 2009, por exemplo, a Série A obteve média de 17.807 torcedores por partida, e em 2014 alcançamos 16.555. Essas médias são superiores a grande parte as edições da era do mata-mata no Brasil.
Assim, modificar nesse momento o formato do Campeonato Brasileiro pode ter consequências graves. Boa parte do crescimento do faturamento dos clubes na última década está diretamente ligado a previsibilidade e possibilidade de planejamento dos pontos corridos.
Toda a cadeia produtiva foi impactada com o aumento acentuado de transmissões de cada time (TV aberta, fechada e PPV), retorno de mídia dos clubes, ganhos com a TV, interesse dos patrocinadores, aumento do sócio torcedor, melhora de público nos jogos e mais recentemente as novas arenas.
Os mais novos talvez não saibam como era a vida dos clubes que não se classificavam para o mata-mata. O ano acabava, não havia mais interesse do torcedor. Desde 2003 temos um calendário de janeiro a dezembro, aspecto fundamental para a operação de qualquer clube no mundo.
Essa deveria ser uma cláusula pétrea no futebol brasileiro.

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