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sábado, 4 de abril de 2015

Como a FERJ quer extinguir o campeonato Carioca?

A FERJ tem se esforçado para finalmente extinguir o campeonato carioca. Ações ditatoriais contra Flamengo e Fluminense, além de relações obscuras com dirigentes fazem com que o público passe a apreciar cada vez menos o (ex) charmoso campeonato.

Tem passado batido na grande mídia as consequências do confronto entre Flamengo e Fluminense x FERJ, mais especificamente, FlaFlu x Vasco e Botafogo, representado, principalmente, pelo presidente do Vasco Eurico Miranda. Para os que não ouviram falar do problema, este iniciou-se a partir de uma decisão da FERJ de limitar os preços do Campeonato Carioca a qual Flamengo e Fluminense, detentores de um contrato com o Maracanã repudiaram na hora, haja vista que os valores transformavam os jogos no estádio em deficitários, ainda mais considerando o baixo apelo do campeonato junto ao público.
Ambos Flamengo e Fluminense iniciaram, então, uma guerra declarada com a federação, inclusive admitindo o interesse na criação de uma liga (finalmente), e esta reagia com medidas rigorosas contra os dois clubes, utilizando em seu favor o regulamento e a relação entre Eurico Miranda e Rubens Lopes (presidente da FERJ). Partidas foram retiradas do Maracanã e jogadas em estádios que são piores que alguns campos amadores, me desculpem os torcedores dos times mandantes, além é claro da federação abocanhando uma boa parcela da renda dos jogos.
Outro ponto de conflito criado durante esta guerra foi a questão do lado da torcida do Vasco e Fluminense no Maracanã. Em contrato com a administradora do estádio Fluminense garantiu o lado direito como a nova casa da sua torcida, além de determinar este como a parte do estádio a qual o clube tem direito ao valor integral da bilheteria. Porém, por ter sido primeiro campeão no estádio o Vasco (leia-se Eurico Miranda) se diz no direito de ocupar o lado que tradicionalmente era da torcida vascaína. Assim o primeiro clássico entre os clubes foi jogado no Engenhão em meio a obras.
Pois bem, no dia de ontem a guerra atingiu mais uma vez o clube tricolor. Eurico Miranda exigiu e a federação (referendada pelo arbitral, que não contou com Fluminense e Flamengo) determinou que o custo do Maracanã será de R$ 10,37 por cada pagante, com um teto de R$ 311 mil sendo o aluguel um valor variável conforme a lotação do estádio, e quem não acatasse esta medida teria seus jogos remarcados.  Ou seja, de uma forma vexatória a FERJ praticamente rasgou o contrato que o Fluminense e o Maracanã possuem e através de chantagem, balizada pelo regulamento já que possui poder pra remarcar jogos, busca a atuação do clube conforme sua vontade.
Sinceramente ainda não entendi como a FERJ tem coragem, ou vontade, de se posicionar dessa maneira. Há de se lembrar que estamos em 2015 e não mais em 1980 ou 1990 os quais a influência fora de campo de Caixa d’Água e Eurico eram mais proeminentes do que a própria gestão do clube e o campeonato carioca ainda era algo. Em um ano marcado pelo 7×1 e o início das discussões sobre profissionalismo, gestão e integração dos clubes em prol do crescimento do futebol brasileiro, a atitude da FERJ (se tomando como dona do poder e da razão), aliada às do Vasco, cada vez mais afundam um campeonato fadado a morte e entrega mais combustível para que esta fórmula seja extinta.
Um posicionamento correto, ou pelo menos o mínimo que se espera de uma federação, seria a manutenção e exaltação do contrato que Flamengo e Fluminense possuem com o Consórcio Maracanã S.A. e ações para que o campeonato se tornasse mais atrativo ao público, e não o contrário destinando jogos para estádios em obras ou sem a mínima estrutura para que os torcedores possam assistir.
Alguém deveria avisar a FERJ que o campeonato possui média de público de 4.983 pagantes, claro considerando o jogo entre Flamengo x Botafogo com o mote de 450 anos do Rio de Janeiro (e sem nenhuma ação que exaltasse ou comemorasse isto de uma forma criativa) e 70% dos jogos foram deficitários para os mandantes, e que essas atitudes não condizem com a real situação do campeonato e a vontade dos clubes em disputá-los (Flamengo e Fluminense só não desistiram do campeonato pelos acordos comerciais já existentes com patrocinadores e TV). Apenas para registro, o Vasco, clube que levou à federação a proposta de ingressos mais baratos é, dos quatro grandes, o com maior déficit chegando a 50 mil reais.
Afirmo com tristeza, minhas maiores alegrias como torcedor mirim foram nesse campeonato, mas espero realmente que o campeonato carioca seja extinto, ou no mínimo, mude sua fórmula e a FERJ sua conduta. pois é impraticável que no ano de 2015 e 2016 ações como estas sejam tomadas buscando fins próprios ao invés do crescimento comercial e atlético do campeonato e, consequentemente, do futebol brasileiro.

Fonte: Site DeCanhota
Link Original: http://www.decanhota.com.br/FERJ-Fluminense-carioca

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