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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Flu exalta sucesso de marketing que não existiu de Ronaldinho Gaúcho

Jogador rescinde com o clube, que só ganhou no mês de anúncio da contratação

Foram apenas nove jogos, sem o mesmo brilho de outras partidas pelos clubes por onde atuou, mas mesmo assim o Fluminense exaltou a trajetória-relâmpago de Ronaldinho Gaúcho no clube.
Na noite de segunda-feira, jogador e clube anunciaram o fim do vínculo entre ambos. Mal tecnicamente, Ronaldinho ficou boa parte dos três meses no clube no banco de reservas, visivelmente contrariado.
Mas, mesmo assim, o Fluminense exaltou o “projeto de marketing” relacionado ao jogador.
“Cabe ressaltar que a contratação correspondeu às expectativas em relação ao retorno de marketing, aumentando arrecadação com bilheteria, venda de camisas e número de sócios”, disse o clube em comunicado à imprensa.
Os números mostram que a história não é bem essa. A euforia de consumo da torcida com Gaúcho durou praticamente só no mês de julho, quando ele foi anunciado como reforço, mas não entrou em campo.
O jogo contra o Vasco, em que ele foi apresentado ao clube, teve o segundo maior público do Fluminense no ano: 37.686 pessoas. Só perde para o duelo contra o Flamengo, do dia 6 de setembro, que levou 50.486 torcedores, dos dois times, ao Maracanã. O jogo de estreia, contra o Grêmio, reuniu 27.842 pessoas, terceiro melhor público do Fluminense no ano e único jogo que não envolveu dois times do Rio de Janeiro. As três bilheterias brutas, somadas, renderam cerca de R$ 4 milhões aos cofres do clube. Com descontos, o número cai para a metade.
No sócio-torcedor, o “efeito Ronaldinho” também só durou o período em que ele não estreou em campo. Em julho, o Fluminense ganhou 9.075 sócios-torcedores, segunda maior evolução do país no ranking do Movimento por um Futebol Melhor naquele mês.
A empolgação, porém, foi só no mês de estreia. Em agosto e setembro, foram apenas dois mil novos sócios no perído, o que fez o Sport ultrapassar o clube no Torcedômetro, ranking que mede os programas de sócios pelo país.
Com salário de R$ 600 mil por mês, Ronaldinho custou mais aos cofres do Fluminense do que foi capaz de gerar em receita. Mas, para o clube, mesmo assim valeu a pena.
"A opção de Ronaldinho também mostrou ao Brasil que o Fluminense desperta o interesse dos maiores jogadores do futebol mundial. O Fluminense agradece a Ronaldinho e deseja sorte ao atleta em sua caminhada", finalizou o clube na nota oficial.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/flu-exalta-sucesso-de-marketing-que-nao-existiu-de-ronaldinho-gaucho_29132.html#ixzz3n8ewfXRA

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