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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Barcelona perde executivo responsável por negócios com Brasil

Laurent Colette esteve no país para apresentar a recente parceria firmada com a Glade

Laurent Colette não é mais diretor de marketing do Barcelona. O executivo anunciou nesta semana sua transferência para a Roma, descontente com a recente contratação de Francesco Calvo, que fez o caminho inverso da Itália – onde atuava na Juventus - para a Espanha. Colette era a principal ponte do clube catalão com mercado brasileiro.
No início do mês de outubro, o espanhol esteve no Brasil para apresentar a parceria do time de Neymar com a Glade, em negociação tricotada com a Traffic e a NR Sports, agência do pai do atacante.
A chegada de Calvo foi anunciada como motor para acelerar a abertura do escritório do Barcelona em São Paulo, uma das promessas da campanha do presidente Josep Maria Bartomeu. A oficina será a base para os negócios do clube em toda a América Latina.
Além do acordo com a C&A, o Barcelona aparece nas peças publicitárias da Tenys Pé, patrocinadora de Neymar, e tem na Telefónica sua parceira de negócios na América Latina por 13 milhões anuais. O contrato prevê a utilização da imagem dos jogadores em campanhas de marketing e a organização de um amistoso na região, possivelmente em território brasileiro.
O clube quer que esses contratos sejam administrados o mais breve possível do escritório a ser aberto na cidade de São Paulo.
As unidades de vendas blaugranas, a coordenação das “sedes” em Hong Kong e Nova York, a exploração do Camp Nou, o marketing, as áreas audiovisual e digital estarão sob a responsabilidade do executivo italiano, assim como a meta de alcançar € 1 milhão de faturamento até a temporada de 2021.
Negociações com a Qatar Aiways sofrem impacto com saída de Colette
Responsável por dobrar o faturamento de marketing catalão, Colette deixa o Barcelona em plena negociação para a renovação com a Qatar Airways. O executivo era considerado o alicerce do patrocínio dentro do clube, que deve chegar aos 65 milhões anuais.
Além da opinião pública contrária ao acordo, o Barcelona tem outros empecilhos para manter a marca em sua camisa. Um deles é o tempo de contrato: o clube quer estender a parceria por mais três anos e a liberação do espaço das roupas de treino, cláusulas que desagradam a companhia aérea.



Bahia cede 1% dos patrocínios a instituição social

Clube fechou parceria com Obras Sociais Irmã Dulce para até dezembro de 2017

O Bahia abrirá mão de parte de seu faturamento para ajudar a instituição Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). E não se trata de uma doação pontual; o contrato, que será assinado nesta quinta-feira, será válido até o fim de 2017 e inclui parte do faturamento baiano.
E a conta não será baixa. O Bahia irá se comprometer em doar 1% do que for arrecadado com patrocínios e 1% do faturamento do programa de sócio-torcedor do clube, que hoje conta com 24 mil membros, segundo o Movimento por um Futebol Melhor.
Além da entrega financeira, o Bahia se comprometeu em promover a marca da Osid. Além de colocá-la em evidência em seus meios de comunicação, como redes sociais, o time irá abrir uma propriedade no uniforme para expor a nova parceria. No site oficial, o clube comparou o novo parceiro com a união entre Barcelona e Unicef.
Para anunciar a nova parceria, o Bahia escolheu um jogo que deverá receber bastante atenção no Campeonato Brasileiro da Série B. A marca estreará na partida diante do Botafogo, time que ocupa o topo da tabela.
Além do exemplo do Barcelona, outros clubes têm prestado serviços sociais pelo Brasil, ainda que de forma mais esporádica. A própria Unicef tem uma parceria com o Santos, que mantém o logotipo da entidade no uniforme.
Ainda que sejam esporádicas, algumas campanhas têm chamado a atenção no país. Recentemente, por exemplo, o Vitória, rival do Bahia, atuou com um escudo removível na camisa. Foi, na verdade, uma parceria com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/bahia-cede-1-dos-patrocinios-instituicao-social_29292.html#ixzz3pzhHdrUW

CHINESE SUPER LEAGUE FECHA ACORDO TELEVISIVO DE US$ 1.26 BILHÃO

China Sports Media investe no futebol do país e será fundamental para desenvolvimento dos jovens chineses na modalidade


Apostando fortemente em jogadores brasileiros para fortalecer a modalidade e expandir globalmente, a China Super League anunciou a venda dos seus direitos de televisão para a China Sports Media Co Ltd.

Pelos próximos cinco anos, a gigante de mídia do país irá investir um total de 8 bilhões de yuans (US$ 1.26 bilhão), valor 30 vezes superior ao do atual contrato. Segundo a CSL, o aumento das receitas será direcionado à programas que tenham como foco a formação de jovens para o futebol do país, através da melhoria das instalações dos clubes e a tecnologia de transmissão para o público final.

O acordo oferecerá a China Sports Media a possibilidade de difundir o conteúdo de todas as 240 partidas da liga durante o período através de suas diversas plataformas, incluindo as digitais.

Pelas cifras envolvidas, há um movimento na imprensa chinesa de comparação com a Premier League, mas como se sabe, a liga inglesa está em um nível de maturidade incomparável ao prematuro futebol chinês.

Fonte: MKT Esportivo

Por camarote, Corinthians oferece jogo em gramado da arena

Clube irá comercializar espaços para reta final do Campeonato Brasileiro de 2015

Agora com todas as unidades disponíveis, o Corinthians quer reforçar a venda dos camarotes de sua arena em Itaquera. E, para isso, aproveitará a reta final do Campeonato Brasileiro para oferecer pacotes pontuais para as partidas restantes.
Na luta pelo sexto título brasileiro, o time deverá lotar o estádio nos próximos jogos. Quem quiser assistir às partidas em um camarote terá que pagar alto, mas terá alguns benefícios exclusivos.
O principal deles é a possibilidade de jogar no gramado da arena por 30 minutos, com direito a 40 convidados. A ação é oferecida para quem alugar os espaços para a reta final do Brasileirão; normalmente, a compra é feita por pacotes anuais. O Corinthians ainda jogará contra Coritiba, São Paulo e Avaí em seu estádio neste ano.
Para ter esse direito, a pessoa, jurídica ou não, terá que arcar com R$ 45 mil. A unidade do camarote mantém espaço para 12 pessoas, com serviço de alimentação, recepcionista e duas vagas na garagem.
Além dos camarotes, o Corinthians oferecerá ingressos a R$ 450 por partida no chamado Business Lounge, que também costuma ter venda fechada por temporada. Nesse caso, o preço passa para R$ 14 mil.
Com as ofertas, o Corinthians espera bater novos recordes de público em seu estádio. Contra o Flamengo, isso já aconteceu graças à liberação de 1,6 mil lugares no setor norte, onde as cadeiras foram retiradas. O Corpo de Bombeiros deu aval para o espaço receber 9 mil pessoas.
Agora, a Arena Corinthians passa a comportar 49 mil torcedores, ainda que determinações de segurança limitem esse número a cerca de 47 mil. O recorde de público, em 43,5 mil, só não foi maior ainda pela falta de torcedores em locais que não têm ingressos na bilheteria. Contra o Flamengo, os camarotes da arena receberam apenas 368 pessoas, mas a capacidade chega a 2 mil. 



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

MLS QUEBRA RECORDE DE PÚBLICO NA TEMPORADA E FIGURA BEM NO RANKING MUNDIAL

Novas equipes e jogadores impulsionam presença de público nos estádios. Seattle Sounders, de novo, lidera no país


A Major League Soccer quebrou seu próprio recorde de público nesta temporada, aumento de 12.7% em relação ao período anterior, registrando um total de 7.3 milhões de pessoas nos estádios e uma média de 21.574 torcedores por partida.

As entradas de novas equipes, como Orlando City SC e o New York City FC, somadas as presenças dos midiáticos boleiros Kaka, Giovinco, Steven Gerrard, Andrea Pirlo e Frank Lampard, foram fundamentais para o incremento da demanda. Outro fator a ser levado em consideração foi a saída do Chivas USA da liga, que registrava uma média de torcedores baixíssima em sua última temporada.

Quem não se cansa de quebrar recordes é o Seattle Sounders, que superou até mesmo equipes tradicionais da Europa, como Liverpool e Chelsea, fechando a temporada com 44.245 torcedores. O recorde anterior era de 44.038 pessoas por jogo registrado em 2013.

O número da MLS faz com que ela figure na sétima posição do ranking de média de público entre as ligas do mundo, à frente da Ligue 1 e da segunda divisão alemã.

1. Bundesliga – 43.177
2. Premier League – 36.487
3. Liga BBVA – 28.773
4. Liga MX Apertura (México) – 24.625
5. Serie A (Itália) – 23.893
6. Chinese Super League – 22.580
7. Major League Soccer – 21.574
8. Primeira Divisão da Argentina – 21.374
9. Ligue 1 (França) – 20.904
10. 2.Bundesliga – 19.147


Fonte: MKT Esportivo

Por exposição, Hotel Urbano fecha com Vasco até fim do Brasileirão

Marca já fez sua estreia na última partida, no empate da equipe carioca com o Grêmio

O Hotel Urbano resolveu aproveitar a reta final de Campeonato Brasileiro do Vasco para expor a marca da empresa. A companhia fechou um patrocínio de sete jogos com a equipe carioca e deixará o logotipo exposto na barra da camisa.
A estreia da nova parceira foi no último fim de semana, quando o Vasco enfrentou o Grêmio, no Maracanã, em mais capítulo em sua luta contra o rebaixamento no atual Brasileirão.
Em nota, o diretor comercial do Hotel Urbano, Antônio Carlos, explicou o investimento: “O Hotel Urbano tem entre seus objetivos se consolidar como marca de viagens mais conhecida do mercado brasileiro”.   
A agência online de viagens já esteve no esporte, ainda que sem um acordo mais longínquo. Recentemente, a marca fechou com o lutador Anderson Silva em seu retorno ao UFC. A empresa, aliás, mantém acordo com a liga americana para eventos no Brasil.
O Hotel Urbano contará com a atenção que o Vasco receberá neste fim de Brasileirão. O time é o último colocado do torneio precisará de uma arrancada para se livrar do rebaixamento.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/por-exposicao-hotel-urbano-fecha-com-vasco-ate-fim-do-brasileirao_29284.html#ixzz3pu8NQrzy

terça-feira, 27 de outubro de 2015

#JUVENTUSNATION | JUVENTUS LANÇA SUA PRÓPRIA NAÇÃO COM DIREITO A PASSAPORTE E IDENTIDADE

Clube italiano aproveita marca de 20 milhões de fãs no Facebook e oferece passaporte oficial para seguidores


Sempre destacado no MKT Esportivo como um clube que sabe trabalhar de maneira muito positiva o marketing de conteúdo em suas redes sociais (aqui e aqui), a Juventus ultrapassou a marca de 20 milhões de fãs no Facebook e lançou uma nova campanha, a “Juventus Nation”.
Com uma base de fãs maior que a população de muitos países, a Vecchia Signora quer levar uma identidade a sua base de torcedores virtuais, com uma bandeira própria, hino nacional oficial e futuramente uma nova Constituição. Como os fãs do clube na rede estão espalhados por diversos países, a Juventus quer unir todos através de um passaporte oficial, o JPassport, que levará uma espécie de “torcedor-símbolo” para o clássico contra o Milan, no próximo dia 1 de novembro, data que marca também o aniversário de 118 anos da Juve.

E verdade seja dita: o Corinthians, através da República Popular do Corinthians, foi pioneiro em uma ação neste modelo, lá em 2010. Quando é o Brasil que faz escola, deve-se também exaltar, o que não descredibiliza esta iniciativa da equipe italiana.


Fonte: MKT Esportivo

Terceiro uniforme “turbina” e-commerce do São Paulo

Camisa do goleiro Rogério Ceni também tem destaque nas vendas, que aumentaram 29% em relação a 2013 e 2014

Durante a fase de pré-venda da terceira camisa do São Paulo na Netshoes e também na São Paulo Mania, loja virtual oficial do clube administrada pelo e-commerce de artigos esportivos, o número de pedidos aumentou 29% em relação a lançamentos de mantos tricolores ocorridos em 2013 e 2014 nas duas lojas virtuais.

O sucesso nas vendas abarca outro componente importante: a camisa do goleiro Rogério Ceni, que deve se despedir do clube após 25 anos ao fim da atual temporada.

Fabricadas pela Under Armour,  as peças conseguiram, somente no primeiro dia da pré-venda, iniciada em 6 de outubro e encerrada no último dia 16, o crescimento em vendas de 109%, se comparado às datas iniciais de artigos do São Paulo lançados nos dois anos anteriores.

Os dois uniformes estão disponíveis – com frete grátis e pronta entrega para todo o país – tanto na Netshoes quanto na São Paulo Mania em versões masculina, feminina e infantil e podem ser personalizados com nome e número por R$ 27,90 adicionais.

As duas lojas virtuais ainda oferecem modelos especiais da camisa de Rogério Ceni, com patch comemorativo dos seus 25 anos de carreira – há opções com nome, número e assinatura do ídolo tricolor estampados e sem qualquer estampa, para livre personalização.

Entre todos as versões e modelos disponíveis, os preços variam de R$ 189,90 a R$ 249,90.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/terceiro-uniforme-turbina-e-commerce-do-sao-paulo_29283.html#ixzz3poL3EjQv

EMIRATES FAZ ATIVAÇÃO ESPETACULAR A PARTIR DE PATROCÍNIO AO BENFICA

Comissárias da companhia aérea dão instruções aos torcedores no centro do gramado, mas de uma maneira bem diferente


Em maio deste ano, a Emirates incrementou seu acordo com o Benfica e se tornou patrocinadora master da equipe portuguesa. No último final de semana, a marca fez uma ativação impecável, em total sinergia com seu posicionamento e atuação no mercado.

Pouco antes da bola rolar, as tradicionais instruções de segurança feitas antes do avião decolar, foram realizadas por comissárias da companhia aérea no centro do gramado do Estádio da Luz, para um público de 66 mil torcedores.

Porém, houve uma grande diferença das informações que elas passam normalmente aos passageiros, das instruções que foram feitas aos benfiquistas.

Fonte: MKT Esportivo

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A Liberação da Bebida Alcoólica nas Arenas e Estádios

Por Thiago Gorni Moreira

Na última segunda-feira, dia 19, foi publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro a sanção da Lei nº 7.083/2015 pelo Governador Luiz Fernando Pezão, autorizando o retorno da venda e consumo de bebidas alcoólicas nas arenas e estádios fluminenses.
A indigitada lei, cujo projeto é de autoria dos Deputados Luiz Martins, Geraldo Pudim e Wanderson Nogueira, atendeu uma antiga reivindicação dos clubes e das concessionárias de lanchonetes e bares presentes no interior desses locais, atraídos pela possibilidade do incremento financeiro a ser proporcionado por tal medida, bem como acompanhou a recente onda de liberações em Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte, após a promulgação das respectivas legislações estaduais.
Não há dúvidas que a inexistência de notícias relevantes sobre conflitos entre torcedores durante as Copas do Mundo e das Confederações no Brasil, eventos que tiveram a venda de cerveja temporariamente permitida, consoante expressa determinação da Lei Geral da Copa, também contribuiu de forma substancial para que as Assembleias Legislativas apresentassem os seus projetos de liberação das bebidas alcoólicas nos estádios.
É de bom alvitre ressaltar que, apesar da existência de alguns pontos semelhantes, as diferenças se fazem presentes nas permissões concedidas pelos textos legais de cada um dos estados supramencionados.
No que tange a lei do Rio de Janeiro, esta autoriza a comercialização e consumação exclusiva de cerveja em copos de plástico ou papel, no período compreendido entre a abertura dos portões para acesso do público à arena ou estádio até o término da partida.
A supracitada lei determina ainda que sejam veiculadas mensagens educativas sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas nos telões dos estádios ao menos quatro vezes durante as partidas.
As leis do Espírito Santo e da Bahia, por sua vez, são praticamente idênticas e liberam a ingestão de qualquer bebida alcoólica entre uma hora e meia antes do jogo e os quinze minutos iniciais do segundo tempo. Não há qualquer previsão quanto ao teor de álcool em ambos os textos legais.
Em Minas Gerais, a compra da bebida é permitida até o intervalo das partidas, porém não pode ser consumida nas arquibancadas. Já no Rio Grande do Norte, o torcedor só pode retirar 01 (um) copo de bebida alcoólica com teor máximo de 43º Gay Lussac por vez, por exemplo.
Contudo, o que é motivo de comemoração para a grande maioria dos torcedores, já pode estar com os dias contados.
Ocorre que a comercialização de bebidas alcoólicas estava proibida desde 2008, em razão da Resolução nº 1/2008 da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), emitida após a assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) pelo Conselho Nacional dos Procuradores Gerais do Ministério Público e a entidade máxima do futebol nacional.
Posteriormente a tal fato, foi acrescentado o artigo 13-A ao Estatuto de Defesa do Torcedor pela Lei nº 12.229/2010, visando disciplinar o acesso e a permanência do torcedor no recinto esportivo. O inciso II do dispositivo legal em questão aduz que uma das condições necessárias é o indivíduo “não portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”.
Com base, principalmente, nos preceitos acima indicados e considerando a proliferação de leis estaduais permitindo a comercialização e a consumação de bebidas alcoólicas nos estádios e arenas esportivas, o que em tese violaria o disposto no Estatuto de Defesa do Torcedor, o ilustre Procurador Geral da República, Dr. Rodrigo Janot, atendendo uma representação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), ingressou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5112 no colendo Supremo Tribunal Federal (STF) contra a legislação baiana acima apresentada.
Todavia, insta salientar que o entendimento esposado pelo insigne Procurador Geral da República na ADI em comento, não corresponde ao da comunidade jurídica desportiva, na qual me incluo, a respeito do tema.
Com efeito, a redação do artigo 13-A do supramencionado estatuto, na realidade, não proíbe o consumo de bebida alcoólica nos estádios e arenas esportivas, mas o ingresso e a permanência de indivíduos com qualquer bebida e/ou recipiente passível de gerar atos de violência.
Antes mesmo da proibição em 2008, os copos de papel ou plástico já atendiam a exigência que passou a ser feita pelo aludido estatuto tão somente a partir de 2010. De igual forma, não existe qualquer estudo que indique terminantemente a cerveja como um tipo de bebida capaz de provocar atos de violência pelos torcedores.
Logo, facilmente se vislumbra que não há, na presente hipótese, qualquer ofensa ao disposto no Estatuto de Defesa do Torcedor.
Paralelamente, deve ser ressaltado que a liberação evita que torcedores fiquem bebendo os mais variados tipos de bebidas alcoólicas nas cercanias da praça esportiva até a hora da partida começar e causem tumultos no momento da entrada. Na essência, com relação aos aspectos aqui apresentados, o escopo do estatuto no que concerne segurança, conforto e bom entretenimento, também está sendo preservado pelas aludidas leis estaduais.  
Por fim, vale lembrar que reportagens jornalísticas e estudos históricos sobre casos de violência entre torcedores, sempre apontam que a quase totalidade de ocorrências é registrada em locais distantes dos estádios.
Independentemente de qual entendimento irá prevalecer perante o STF, fato é que a ADI nº 5112 ainda não chegou ao plenário. Mas, caso os eminentes Ministros entendam que a legislação liberatória baiana em análise seja inconstitucional, o julgado a ser proferido afastará a eficácia das demais.
Com a palavra, o excelso Supremo Tribunal Federal.

Thiago Gorni Moreira
Advogado e Auditor do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol de 7 do Estado do Rio de Janeiro.                
                       
                         




Inter de Milão terá filial no Brasil e jogará torneios em SP

Clube anunciará no próximo dia 29 criação do projeto Inter Academy, com sede em Barueri (SP)

Uma nova ferramenta de marketing se tornou quase obrigatória para os grandes clubes europeus. Interessados no público mais jovens do país, as equipes têm tornado a abertura de “escolinhas” no Brasil uma prática constante.
A Internazionale de Milão, porém, dará um passo adiante nessa relação, que já conta com o Inter Campus, um projeto itinerante que percorre cidades pelo país.
O clube montará no Brasil a Inter Academy, projeto que prevê até a disputa de competições em torneios de base em São Paulo, por meio da equipe Inter Barueri.
No próximo dia 29 de outubro, no Maracanã, a iniciativa vai ser apresentada ao público. O argentino Javier Zanetti, ídolo do clube, foi convocado para mostrar a iniciativa, que tem parcerias sociais de Unesco e Non Violence.
Já no dia 31, haverá um treinamento específico para técnicos brasileiros, já como primeira ação dentro do novo projeto.
A sede da Inter Academy será em Barueri, e os times, formados por atletas brasileiros, participação de torneios organizados pela Federação Paulista de Futebol.
O formato, no entanto, é semelhante ao usado pelos rivais europeus, que nos últimos anos entraram no mercado brasileiro: uma agência licencia a marca no país e ganha com mensalidades dos alunos que estão no projeto.
O Barcelona, por exemplo, tem escolinhas gerenciadas pela Klefer, que tem obrigações relacionadas ao clube; há acompanhamento técnico, os materiais esportivos têm que ser da Nike, entre outros detalhes. Para a agência, sobra a credencial do time catalão para vender inscrições em eventos a R$ 250 e mensalidades a R$ 150.
As agências variam. Pioneiro, o Milan Junior Camp foi trazido pela Golden Goal, hoje CSM.
A Inter fechou com a WWSA, que tem 27 unidades de escolinhas de futebol com 8 mil alunos. Elas funcionarão como uma espécie de “peneira” para que as melhores crianças sejam passadas para a sede da Inter Academy.
O projeto é o primeiro do gênero feito por um grande clube europeu em solo brasileiro.

FC BARCELONA FECHA VITORIOSA TEMPORADA COM RECORDE DE RECEITAS. MARKETING SE DESTACA

Com ‘triplete’, clube espanhol fecha período com € 608 milhões em receitas e marketing impulsiona ganhos


Contas aprovadas e o FC Barcelona apresentou ontem o balanço financeiro referente ao seu último ano fiscal. Foram impressionantes € 608 milhões em receitas e lucro de € 15 milhões, um recorde do clube.
O marketing foi um dos setores destacados pelo Barcelona na Assembleia que oficializou os números. Foram € 225 milhões arrecadados com a exploração de sua imagem, aumento de € 56 milhões em relação ao período anterior. Os bônus pagos pelo triplete (Liga BBVA, Copa do Rey e UEFA Champions League), somados aos novos acordos com a Telefónica e Beko e renovações com Audi, Damm e La Caixa, foram fundamentais para tal evolução. Os ganhos com o Camp Nou subiram cerca de 16%.
Já os gastos com salários preocupam. Houve um aumento de 39% em relação ao total pago na temporada anterior. No campo das dívidas, um novo aumento, impulsionado pela contratação de jogadores, como Luis Suárez, Mathieu, Bravo, Vermaelen, saltando de € 287 milhões para os atuais € 328 milhões. Por outro lado, nos últimos seis anos, a receita do clube tem crescido uma média de 8% ao ano, enquanto os gastos apenas 4%.
Para a atual temporada, o Barça prevê receitas totais de € 633 milhões com lucro de € 20 milhões.
Fonte: MKT Esportivo

Atlético-PR lança cartões pré-pagos customizados

Cartões, com bandeira Visa, integram pacote de benefícios de programa de sócio-torcedor do clube

O Atlético-PR, em parceria com a Brasil Pré-Pagos e a Visa, lançaram um pacote de cartões pré-pagos com benefícios voltados para os torcedores do clube paranaense. Os novos cartões integram o pacote de benefícios do Sócio Furacão, programa de sócio-torcedor da equipe, que não é vinculada ao Movimento por um Futebol Melhor.
“Com os novos cartões, o torcedor reforça sua identificação que possui com o Atlético-PR. Sabemos que a paixão de nossos torcedores pelo clube é imensa. Por isso, acreditamos que a adesão aos novos cartões será também um sucesso”, afirma Mauro Holzmann, diretor de marketing e comunicação do Atlético-PR.
O programa de sócio-torcedor do clube de Curitiba conta com 25 mil associados, com vantagens na compra de ingressos para os jogos do Atlético-PR, além de acesso ao Clube de Vantagens implementado pelo clube. Ao todo, serão quatro tipos de cartões, com funcionalidades distintas.
“Além disso, é possível realizar o pagamento de funcionários, dar mesada aos filhos e até mesmo presentear quem você gosta. O torcedor contribui com seu clube e tem diversas vantagens. É uma maneira inteligente de fazer pagamentos, gerir despesas e mostrar seu amor ao clube”, afirma Paulo Volpe, presidente da Brasil Pré-Pagos.
O portador do cartão também pode fazer compras pela rede Visa, saques nos caixas eletrônicos Visa Plus, além de transferências e pagamentos online de contas. Os cartões, porém, não possuem função de acesso ao estádio. Para isso, é necessário que o torcedor seja membro do Sócio Furacão.
“Os cartões personalizados em parceria com o Atlético-PR permitem que os torcedores, inclusive os que não possuem conta bancária, tenham acesso a um produto que oferece mais segurança e controle de gastos”, conta José Coronel, diretor executivo de produtos pré-pagos da Visa para América Latina e Caribe.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/atletico-pr-lanca-cartoes-pre-pagos-customizados_29264.html#ixzz3pQgWGP00

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Cristiano Ronaldo dá sangue aos patrocinadores

Craque português encabeça campanha por doação sanguínea após acertar patrocínio com farmacêutica Abbott


Cristiano Ronaldo literalmente dá o sangue por seus patrocinadores. O craque do Real Madrid fechou contrato com a farmacêutica Abbott. Os valores econômicos e duração do acordo não foram divulgados.
Por conta do compromisso comercial, o atacante irá integrar campanha pela doação de sangue, sendo o embaixador mundial do projeto #BeThe1Donor.  “Todos podemos fazer a diferença com a doação de sangue”, afirma o atacante.
“Cada doação pode beneficiar até três pessoas em situações de emergência e para os tratamentos médicos a longo prazo. Por isso, estou entusiasmado por me associar com a Abbott para conscientizar as pessoas sobre a importância de doar sangue e para animar as pessoas de todo o mundo a converter-se em doadores por toda a vida e a ajudar assim a salvar vidas”, acrescentou o jogador.
CR7 afirma que já era um doador habitual. Segundo ele, sua primeira doação aconteceu quando viu o filho de um companheiro de equipe doente, precisando de uma doação. Desde então, ele continuou a doar regularmente e evitar quaisquer atividades que impeçam, mesmo que temporariamente, de fazer doação.
Segundo dados, embora 108 milhões de doações sejam coletadas todos os anos, apenas uma fração da população mundial de 7 bilhões de habitantes faz doações. Para as pessoas que precisam de transfusão, a necessidade é ainda maior, porque o sangue tem uma vida útil curta e sua validade pode expirar. Um suprimento adequado só pode ser assegurado através de uma base estável de doadores de sangue regulares, voluntários e não pagos.
Atualmente, CR7 é o sexto esportista que mais fatura com patrocínios em todo o mundo, com US$ 27 milhões de arrecadação anual, de acordo com a revista Forbes. Ele só é superado pelo tenista Roger Federer, pelos golfistas Tiger Woods e Phil Mickelson, e pelos jogadores de basquete LeBron James e Kevin Durant. Contando outras fontes de receita, o português arrecada US$ 79,5 milhões por temporada.
Além do contrato com a Abbott, o jogador possui sua própria grife, com diferentes produtos que vão de camisa a calçados. Nas próximas semanas ele irá lançar seu próprio perfume. Cristiano Ronaldo também é embaixador da Nike e mantém acordos comerciais com empresas como Herbalife, TAG Heuer, PokerStars, Sacoor Brothers e Clear.
Além disso, o jogador negociou seus direitos de imagem com o magnata de Cingapuera Peter Lim, através da agência Mint Media. Segundo o jogador afirmou, o negócio foi “um grande movimento estratégico” para “levar a marca Cristiano Ronaldo a um novo patamar, especialmente na Ásia”.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/cristiano-ronaldo-da-sangue-aos-patrocinadores_29260.html#ixzz3pLO5L0Nl

Sport perde executivo para agência de customização

Sid Vasconcelos deixa clube após seis anos para assumir cargo na Max In Time

Após seis anos de trabalho, o Sport perdeu seu executivo de marketing. Sid Vasconcelos pediu demissão do clube pernambucano para assumir cargo na agência Max In Time, especializada em customização e personalização de materiais esportivos.
Em Recife, Vasconcelos deixa legados significativos, ainda que admita que havia ainda mais a ser realizado. “Trabalhar em um clube de futebol é um trabalho difícil, em que as coisas não acontecem da noite para o dia”, comentou à Máquina do Esporte.
O executivo deixou o clube pernambucano com patrocínios como Adidas e Caixa e uma base de sócios consolidadas. Hoje, são 42 mil associados, segundo o Movimento por um Futebol Melhor. É o melhor desempenho de um clube do Nordeste, a frente de times com Fluminense e Vasco.
Além disso, algumas ações marcaram o marketing do Sport nos últimos anos. A campanha por doação de órgão em 2012, por exemplo, chegou a ser premiada no festival de Cannes. “Pelo Sport tudo. Até depois de morrer” foi criado em parceria com a Ogilvy.
Agora, o objetivo de Vasconcelos é ampliar o leque de opções da Max In Time. A empresa, que recentemente fez o uniforme do Palmeiras personalizado para a campanha do Outubro Rosa, quer expandir seus negócios para áreas fora do esporte.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/sport-perde-executivo-para-agencia-de-customizacao_29258.html#ixzz3pLNwLMDQ

Corinthians promove seu ‘MasterChef’ para escolha de sanduíche de restaurante oficial

Clube fará concurso em 3 fases, aberto a todos os torcedores

O Corinthians irá promover a web série “Mestre Cuca da Fiel”, na linha “MasterChef” para a escolha do vencedor, que terá a chance de colocar a receita criada no cardápio da nova rede de alimentação oficial do clube.
O concurso tem três fases. Na primeira, o torcedor precisa enviar o vídeo da receita do sanduíche preparado, acompanhado da receita por escrito, via sistema de transferência de arquivos (We Transfer, Google Drive etc) para comunicacao@sccorinthians.com.br. O prazo se encerra no domingo e cada torcedor mestre-cuca pode se inscrever com mais de uma receita.
Todos os corintianos podem participar, incluindo cozinheiros, estudantes de gastronomia e aqueles que se arriscam na cozinha por hobby. Serão duas fases até a escolha do vencedor.
Um júri, formado por quatro representantes, escolherá as dez melhores receitas, que no dia 27 serão publicadas no canal oficial do Corinthians no YouTube. As finalistas serão avaliadas pelos torcedores. As quatro receitas que tiverem maior número de curtidas no YouTube irão se classificar para a final.
Finalmente, os autores das quatro receitas finalistas irão participar de uma web série, que será gravada em São Paulo e será exibida nas redes sociais do clube. Os participantes serão avaliados pelo público em mecanismo a ser divulgado pelo Corinthians.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/corinthians-promove-seu-masterchef-para-escolha-de-sanduiche-de-restaurante-oficial_29254.html#ixzz3pLNlE5A7

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Direito de Arena: A redução de 20% para 5% foi um afronto aos direitos adquiridos pelos atletas participantes do espetáculo?

Por: ARMINEYDE ABTIBOL COELHO

No transcorrer dos anos têm aumentado demandas para que o Poder Judiciário se manifeste sobrelitígios envolvendo Justiça Desportiva. Entre oslitígios que vêm sendo fruto das decisões dos juízes está a parcela do Direito de Arena a que os atletas fazem jus, mas não está plenamente compreendida pelos magistrados que Direito de Arenaé diferente de Direito de Imagem.
O Direito de Imagem é consagrado pela Constituição Federal de 1988 e pelo Código Civil de 2002 como um direito de personalidade autônomo. Trata-se da projeção da personalidade física da pessoa, incluindo os traços fisionômicos, o corpo, atitudes, gestos, sorrisos, indumentárias, etc.
O Direito de Arena define-se como o direito do profissional participante de um espetáculo, as vantagens financeiras decorrentes da sua difusão. Surgiu no Brasil com o advento da Lei nº 5.988/73, tipificado no art. 100, parágrafo único onde prevê que 20% do preço da autorização seria repassado aos atletas participantes do espetáculo. Tal direito é tão importante que foi assegurado na própria Constituição Federal art. 5º, XXVIII, a no título que trata das garantias e direitos fundamentais.
Direito de Arena é uma espécie do gênero Direito de Imagem, portanto não se confundem. No primeiro a exploração da imagem é naquele exato momento do espetáculo. No segundo, trata-se de um contrato de cessão de uso de imagem que visa explorar a imagem do atleta fora do espetáculo.
Atualmente, o Direito de Arena está previsto na Lei Mandatória nº 9.615 de 1998, conhecida como Lei Pelé, que regulamenta atividades desportivas. Ocorre que a Lei nº 12.395/11 fez alterações relevantes na Lei nº 9.615/98 (Lei Pelé) art. 42, § 1º, que modificou o percentual do Direito de Arena de 20% para 5%.

Perfunctoriamente analisando, tal redução pode dar a entender que foi um afronto aos direitos do trabalho assegurados pela CRFB, art. 7º, no entanto tem sido um entendimento equivocado por parte de alguns magistrados, senão vejamos:

Desde o surgimento da Lei nº 5.988/73 no ordenamento jurídico, sua aplicabilidade em o atleta receber alguma importância referente a valores negociados entre os clubes e as redes de televisão era muito difícil, pois os atletas não tinham acesso aos valores acordados nos contratos para fazer a cobrança dos 20% previstos em lei, ou seja, esse direito embora encontrasse previsão legal, não era respeitado o repasse do clube ao atleta.

Assim, objetivando que os atletas de fato passassem a receber o Direito de Arena, iniciou-se uma luta árdua entre o Sindicato dos Atletas e os Clubes de Futebol visando que os direitos assegurados pela própria Constituição Federal de 1988 fossem corretamente recebidos. Desta forma, em setembro de 2000, após inúmeros encontros e debates sobre o tema, finalmente mediante acordo celebrado judicialmente entre as partes com a chancela do Judiciário, chegou-se ao acordo que a partir daquele momento o Direito de Arena seria reduzido de 20% para 5% sobre o valor total do contrato.

Aparentemente, ocorreu redução dos direitos adquiridos, uma vez que a Lei estipulava 20% e o que ficou acordado foram 5%, mas cabe esclarecer que não foi caso de redutibilidade dos valores recebidos.

Esclareça-se que os contratos entre os clubes e as redes de televisões eram unicamente sobre os valores de transmissão dos jogos. Para exemplificar a situação vamos dividi-la em antes e depois do acordo judicial que resultou na modificação da Lei.
ANTES: Um determinado contrato que ficou acordado entre o clube e a rede de televisão no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Se o cálculo fosse realizado nos termos da Lei, sem estratégias ludibriatórias do clube, os atletas receberiam R$ 20.000,00 (vinte mil reais), pois é o valor de 20% de R$ 100.000,00 (cem mil reais) sobre o valor total do contrato. Ocorre que os dirigentes dos clubes, de forma a obterem mais vantagens, fracionavam o valor total do contrato em diversos itens. Desta forma, o valor total inicial do contrato, era dividido em percentuais destinados às despesas com viagens, prêmios extras de cada competição, etc. Assim após o valor total do contrato ser fracionado a parte que restava a título de valor de transmissão era 18% do total do contrato, então o calculo era feito de forma errada, pois os 20% eram calculados sobre os R$ 18.000,00 (dezoito mil reais), ou seja, R$ 3.600,00 (três mil e seiscentos reais) era a parte que cabia ao Direito de Arena. Portanto, restaria apenas R$ 18.000,00 (dezoito mil reais) para rateio entre os atletas e sobre este seriam aplicados os 20% da lei.
APÓS: Diverso do que acontecia antes do acordo onde os 20% incidiam sobre o valor que, após fracionado, cabia para o Direito de Arena, com a vigência do novo acordo, os 5% passaram a incidir sobre o valor total do contrato, ou seja, passou a valer muito mais do que os 20% previstos em lei. Por exemplo, se analisarmos o mesmo contrato acima mencionado que ficou acordado entre o clube e a rede de televisão o valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Sem estratégias do clube que visava ludibriar o real valor, vamos pegar o valor total do contrato a título de valor de transmissão e tirar 5%sobre R$ 100.000,00 (cem mil reais), ou seja, R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

Destarte, a redução do Direito de Arena de 20% para 5% não prejudicou o direito assegurado aos atletas participantes do espetáculo, muito pelo contrário, foi um aumento aos seus direitos, pois passou a considerar que os 5% incidem sobre o valor total do contrato realizado entre o clube e a rede de televisão. Para fixar o exemplo: 20% sobre R$ 18.000,00 = R$ 3.600 e 5% sobre R$ 100.000,00 = R$ 5.000,00.
Portanto, vivemos num cenário de incertezas e quando a questão bate as portas do Judiciário, as decisões tendem a caminhar por não considerar um afronto a aludida redução, pois na verdade, quando profundamente analisada, depreende-se que a modificação foi um avanço e não retrocesso.
Esclareça-se que o tema ainda não é pacífico nas Turmas do TST, mas os julgadores estão tendo mais esclarecimentos da peculiaridade do assunto e a tendência é o mais breve possível pacificar.

Por: ARMINEYDE ABTIBOL COELHO

Advogada Trabalhista. Auditora no Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol 7 do Estado do Rio de Janeiro

São Paulo concentra metade da verba de Lei de Incentivo

Ministério do Esporte revela que R$ 1,3 bi já foram captados desde 2007; paulistas 'morderam' R$ 593 milhões

O Ministério do Esporte tornou público, pela primeira vez, um balanço do uso dos recursos da Lei de Incentivo ao Esporte, que em 2015 completa oito anos.
Segundo dados da pasta, desde sua criação, em 2007, a Lei gerou o investimento de R$ 1,3 bilhão em quase 10 mil projetos.
Desse valor, metade foi destinada para o estado de São Paulo, líder em arrecadação pela lei.
Entre 2007 e 2014, os projetos com origem paulista receberam R$ 593,5 milhões em recursos, segundo consulta feita pela Máquina do Esporte no site do Ministério. O estado é, com folga, o que mais captou recursos pela lei, tanto que o líder do ranking é o Clube Pinheiros, baseado na capital, com R$ 72,8 milhões captados.
Além da soberania paulista, a lei mostra que o esporte de alto rendimento recebe a maioria dos recursos destinados. 
Segundo o ministério, de 9.924 projetos que obtiveram recursos pela Lei de Incentivo, 50% eram relacionados ao esporte de alto rendimento. O desporto educacional representaram 27% das propostas, enquanto o desporto de participação era 23% do total.
Essa realidade também se revela na disposição do ranking dos maiores recebedores de recursos.
O Instituto Esporte Educação, presidido por Ana Moser, captou R$ 47,4 milhões, investidos no desporto educacional. É a única exceção entre os primeiros lugares, quase todos voltados para o alto rendimento.
O terceiro da lista é o Minas Tênis Clube, segundo maior clube do país, de Belo Horizonte, com R$ 47,1 mi. Com R$ 39,9 mi está o Instituto Passe de Mágica, da ex-jogadora de basquete Paula, que usou boa parte da verba para investimentos da Petrobras em atletas olímpicos, no ciclo pré-Jogos de 2012.
Já o quinto lugar é do Círculo Militar, com verbas de R$ 35 mi, boa parte em projetos que envolvem atletas profissionais que participam de competições internacionais como militares. As posições seguintes são ocupadas pela Confederação Brasileira de Judô (R$ 33 mi) e pelo Comitê Olímpico do Brasil (R$ 31 mi).
Em conversa com a Máquina do Esporte, o gerente administrativo do Minas, Marcus Magalhães, enalteceu o trabalho do clube.
“Na verdade, somos o primeiro clube do Brasil. Quem está em São Paulo não conta”, brincou.
Os números comprovam isso. Minas Gerais é um dos locais com maior uso da lei. O estado captou praticamente 10% de todo o valor investido: R$ 140 milhões, em mais de 1.400 projetos.
O número é irrisório quando comparado ao que foi captado pelos projetos de São Paulo.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/sao-paulo-concentra-metade-da-verba-de-lei-de-incentivo_29252.html#ixzz3pFK6rRWX

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Lendas X Produtos: a importância do ídolo no marketing esportivo

Por: Diego Carvalho

Quando falamos da crise em alguns esportes no Brasil, sempre discutimos o papel do gestor nos resultados. Cobramos investimentos na base, contratação de melhores atletas, novas estruturas para o funcionamento dos clubes. Muitos já se movimentaram para essas mudanças, porém, o resultado financeiro continua inferior ao esperado. Mesmo com departamentos de marketing ativos, o esporte nacional esbarra em um grande problema: a criação de ídolos dentro de seus domínios.

Se o mercado europeu, nos grandes centros, possui um valor de mercado melhor que o nosso, não é à toa. Em boa parte das equipes e modalidades é criado um produto “top of mind”, aquele que irá promover o esporte e gerar receitas. O mercado norte americano é muito forte nesse sentido. As suas Ligas principais (NFL, NBA, MLB, NHL) há anos aumentam suas receitas com produtos provenientes de um marketing bem planejado e executado, como a criação de finais com nome de grandes atletas (Stanley Cup), games (Tiger Woods PGA Tour – EA Games), vestuário, acessórios.

No futebol, temos o exemplo de David Beckham, astro do Manchester United e da Seleção Inglesa que faturava muito mais fora de campo do que dentro dos gramados. Chegou a ser o atleta mais bem pago do mundo, superando desportistas mais talentosos, como Michael Jordan. É o caso recente entre Messi X Neymar X Cristiano Ronaldo. O português tem vários contratos publicitários que aumentam sua receita pessoal e a do Real Madrid, fato que não acontece com Messi. Por conta disso, o Barcelona viu no jovem brasileiro a oportunidade de crescer no mercado. Bom de bola, com alegria em campo, Neymar Jr. (“Neymar é o meu pai, eu sou o Neymar Jr.” – ali ele já criava a sua identidade) é idolatrado por crianças, jovens e adultos de todas as idades e sexo. Usou sua marca para continuar mais tempo no Santos e garantir seu espaço entre os ídolos eternos da Vila Belmiro.

No Brasil, o saudosismo ainda atrapalha o desenvolvimento de grandes marcas. Pelé, Garrincha, Ayrton Senna, Guga, Hortência, Oscar Schimidt, entre outros, não conseguiram transformar o sucesso profissional em grandes números. Pelé e Ayrton Senna foram os que mais tiveram suas imagens expostas, mas longe do que podem representar, muito por conta de serem de um período anterior ao “boom” do marketing esportivo mundial.

Se formos analisar a idolatria de Maradona na Argentina, temos que entender que ele é muito maior que o esporte. “La mano de Dios” foi a vingança do massacre nas Ilhas Maldivas, transformando o craque em um Deus, aquele ser superior com super poderes, capaz de feitos inimagináveis e memoráveis. Mesmo com seus problemas extra campo, o povo argentino continuará amando seu “salvador”. Ainda em solo sulamericano, Loco Abreu, em breve, ganhará um documentário sobre sua carreira. “El Loco” é o maior ídolo da história da Celeste, não apenas pelos seus números em campo, mas por sua postura de líder, de amor ao país e posições claras em relação à sociedade. No Botafogo, conseguiu um patamar próximo ao dos grandes ídolos do clube e ganhou, apenas, um campeonato estadual. “Vim para ser campeão em cima do Flamengo”, “O Botafogo é grande, um dos maiores da história”, disse o Loco na coletiva de apresentação. É aquele atleta que nasceu para ser ídolo, cativa por onde passa, sabe usar as palavras certas, não faz nada que prejudique sua imagem.

O esporte nacional precisa voltar a criar seus ídolos, temos grande potencial para isso, mas a mentalidade dos dirigentes e gestores precisa acompanhar esse movimento. Ídolos vendem ingressos, geram novas possibilidades de receitas, formam opinião, trazem novos clientes e agregam valor ao esporte que está vinculado. O Brasil precisa de representantes em todos os esportes, não apenas no futebol, somos um país talentoso para tudo. Para concluir, usarei uma citação que gosto e representa uma visão sobre o tema.


“Todo craque é ídolo, mas nem todo ídolo é craque”.