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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Cruzeiro tenta aparar arestas com ex-patrocinador e mantém marca na Liga Sul-Minas-Rio

Dono do Supermercados BH afirmou ter participação em negociações envolvendo jogadores para "pagar" adiantamentos

Com o contrato rompido deste o início da semana, o Cruzeiro entrará em campo nesta quarta-feira (27) pela rodada inaugural da Liga Sul-Minas-Rio com a marca da rede Supermercados BH em seu uniforme.
O anúncio foi feito pelo vice-presidente de futebol do clube, Bruno Vincintin, pelo Twitter nesta tarde. O objetivo é colocar fim ao mal-estar gerado após as declarações do dono da rede de supermercados, Pedro Lourenço, que bombardeou a direção cruzeirense em entrevista à revista Época.          
Na mensagem, Vincintin diz: “Hoje à noite jogaremos com a marca do BH na camisa, como forma de gratidão por serviços prestados ao clube”.
O tom amistoso do dirigente contrasta com a falta de digestão do fim da parceria do outro lado. À publicação, Lourenço, que também é conselheiro do Cruzeiro, revelou que foi oferecida à empresa a parte abaixo dos números, na traseira da camisa, sem dedução no valor pago. A cota máster foi vendida à Caixa Econômica Federal por R$ 12,5 milhões.
“Eu sairia sem nenhum problema. Mas quando quiseram me dar o rodapé da camisa pelo mesmo valor, fiquei revoltado. Faltou jogo de cintura, de compromisso, na forma como me trataram”, afirmou o executivo à Época.
Lourenço disse ainda que adiantava pagamentos e, por isso, recebia um percentual em transações com jogadores:
“Todo dia eles precisavam de outra coisa. Sempre adiantei dinheiro para pagar salário atrasado. Semana passada mesmo encostei dinheiro para pagar salário. Tenho lá participações, mas nuncaquis ser agente de futebol. Fazia de coração. Eles quiseram R$ 6 milhões para pagar o (De) Arrascaeta, R$ 1 milhão e tanto para contratar um zagueiro, coisas assim. Eu recebi alguns direitos como garantia”.
A prática é proibida pela Fifa e foi negada pelo diretor de comunicação do Cruzeiro, Guilherme Mendes.
"Com relação à participação em percentual de jogadores, desde que a Fifa decidiu que isso não é mais permitido, desde o ano passado (maio), o clube não fez mais negociações envolvendo percentual de jogadores com parceiros. Com relação a emprestar dinheiro, são operações financeiras que o clube sempre fez, usando mercado ou banco, ou seja foi feito com o supermercado BH”, disse o jornalista.
“São feitas dentro de acordos comerciais normais. E o clube sempre honrou seus compromissos. O presidente confirmou que semana passada houve essa negociação que ele falou, mas foi para parte da folha de pagamentos, não para totalidade. São operações comuns no mercado", finalizou Mendes.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/cruzeiro-tenta-aparar-arestas-com-ex-patrocinador-e-mantem-marca-na-liga-sul-minas-rio_29794.html#ixzz3yUWwr5lU

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