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quinta-feira, 31 de março de 2016

Como um pequeno clube sobrevive?

Um tema que tem sido frequente no nosso futebol Brasileiro é o debate sobre os Estaduais perante um calendário enxuto e Campeonatos Estaduais com nível cada vez mais fraco. E inevitável ao ver o nosso calendário em que há um inchaço de jogos, muitas datas sendo ocupadas pelos estaduais com jogos de nível técnico fraco e estádios vazios, o apelo que os clubes grandes tinham de público sobre as regiões do interior, hoje já não são garantia de estádios lotados e a procura para acompanhar seu time do coração ou até mesmo um rival, não existem mais.

Antes vivíamos muitas histórias de grandes confrontos entre os times tradicionais e forças do interior, os confrontos que antes eram desafiadores no Godofredo Cruz em Campos contra o Americano, no Eduardo Guinle em Friburgo contra o Friburguense, para Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco hoje já não empolgam mais.

As tardes de domingo de XV de Piracicaba x Corinthians no Barão de Serra Negra, os confrontos entre Marília x Palmeiras no Bento de Abreu Sampaio Vidal e os duelos com Santa Cruz lotado entre Botafogo x São Paulo que movimentavam Ribeirão Preto e a capital já não são mais tão animados como eram antes, com enfraquecimento dos torneios estaduais até o Canindé, lar do Segundo clube do coração do Paulistano e com uma torcida fiel, sofre com médias de público pífios de menos de 2 mil pessoas e rendas que geram prejuízo aos clubes.

Sem contar com o nível técnico fraco das equipes de menor expressão, clubes que antes revelavam atletas e depois negociavam com os clubes grandes trazendo um bom dinheiro para os clubes se manterem hoje já não acontecem, revelações como Acácio no Serrano, Raí e Sócrates no Botafogo e para ser até mais singelo na análise, hoje os clubes pequenos não conseguem formar 3 revelações de qualidade por campeonato para atuar em uma Série A ou B do Brasileiro, como foram Muriqui, Maicon hoje no Grêmio, Souza e Léo Lima, revelados pelo Madureira, Wellington Nem do Nova Iguaçu, Hyuri do Audax, Almir do Bangu, que talvez não sejam do gosto de todos os torcedores dos clubes por onde passaram, não sejam os craques que tanto esperamos e merecemos, mas são jogadores que movimentaram boas cifras nas suas saídas.

No estadual de São Paulo conseguimos extrair ainda com mais sucesso atletas como Felipe, Romarinho, Bruno César, Ralf, Paulinho, Elias que tanto ajudaram e ajudam o Corinthians, Paulinho (ex-Flamengo e XV de Piracicaba e hoje no Santos ), Renato, Elano, Ricardo Oliveira, ídolos da Vila-Belmiro; Carlinhos, Hudson, França e Edmílson, atletas do atual elenco e campeões do tricolor paulista; e o que falar de Rivaldo, Roberto Carlos, Luizão e Mauro Silva, todos vindo do interior para formar o maior time dos últimos tempos do Palmeiras. Jogadores assim não seriam lançados se não houvesse os Estaduais e na sua memória ainda há inúmeros ídolos que saíram dos pequenos clubes, até mesmo treinadores como Wanderlei Luxemburgo não aparecem com tanta facilidade como antes surgiam;

Mas aonde erramos?  E o que precisamos fazer para mudar? Porque se muitos jovens são formados no Brasil e a cada Copinha enxergamos talento, o que fazer para esse talento se desenvolver?

Por conta de eleições cada vez mais contestadas das federações, as competições têm aumentado de tamanho e mudado de formato a cada biênio, para satisfazer os pequenos clubes que garantem perpetuar presidentes de Federações nos seus cargos, gestores que ainda enxergam o futebol com uma visão retrograda, sem análise de Mercado, sem saber ao menos criar uma estratégia de Marketing para saber promover as competições das quais são responsáveis de organizar.

Regulamentos confusos, tabelas que incluem clássicos as vésperas de jogos da Libertadores, número baixo de jogadores inscritos que impossibilitam revezar melhor o elenco e lançar jovens atletas, estádio sem laudo para realização de partidas as vésperas dos jogos, afastam patrocinadores, torcedores e recebem enxurradas de críticas por conta da falta de credibilidade que se assemelharam aos estaduais.

Usarei dois exemplos para mostrar que o pensamento daqueles que enxergam mudanças nos estaduais não são utópicas, nem “frescuras”, como dizem os retrógados do futebol.
O primeiro exemplo é a relação do Lanús e Banfield, o Clássico Del Sur, os dois clubes se encontram em bairros próximos a província de Buenos Aires e Avellaneda, mesmo pequenos comparados a Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo e outros times gigantes da região, essa dupla consegue resultados expressivos e fomentam uma rivalidade de dar inveja a muitos clássicos regionais do Brasil. Banfield e Lanús são localidades na Grande Buenos Aires.

Os dois clubes são de distritos homônimos, o primeiro na região de Lomas de Zamora e outro na região de Lanús. Diversas ações são realizadas para fidelizar o torcedor da província com o clube, o Lanús é conhecido como um dos maiores clubes de bairro do mundo e ostenta ser grande em meio aos gigantes, hoje na nossa primeira divisão só encontramos dois times de fora da capital (Chapecoense e Ponte Preta), e somente um clube de menor expressão da capital, o América Mineiro.

Clubes como Bangu, América, Guarani, Portuguesa, São Caetano, Santo André, clubes da região metropolitana de Rio de Janeiro e São Paulo, que já foram protagonistas e hoje não conseguem figurar nem entre os clubes da Segunda Divisão, e carecem de clubes nos outros Estados também, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, não possuem referências similares.

Uma fórmula que poderia ser eficaz para os nosso Estaduais, seria estimular a volta dos dérbis e unir as empresas da região destes clubes em uma relação em sociedade comercial, por conta da exposição do período dos estaduais, essa era a fórmula antiga que perdemos a mão, “sumimos” com o “Ameriquinha “ do Tim Maia e do Trajano, do Edu Coimbra e muitos outros craques, o Bangu de Zizinho, Paulo Borges e Mendonça, não encanta mais aos jovens atletas, Amorosos “, “ Netos “, Zenons “, não surgem mais nas bases do Guarani, nem jogadores similares, hoje com o inchaço de clubes e calendário pouco abrangente, um atleta enxerga com demérito surgir de um clube pequeno, porque corre risco de ficar meses sem emprego após o Estadual.

Querem salvar os Estaduais, salvem os dérbis, os Comercial e Botafogo de Ribeirão, diminuam a quantidade de rodadas sem atrativo e clubes sem expressão, ao invés de 20 times, com 4 grandes, 1 time revelação e 15 times de nível fraquíssimo, prezemos pela qualidade e não pela quantidade, tenhamos regras claras e estádios cheios, empresas da região patrocinando os clubes com identidade da região.

Outro exemplo vem da Inglaterra, aonde temos uma quantidade de clubes parecidos com o Brasil, a tese de que os clubes grandes salvam os pequenos não existe na Inglaterra, já que muitos deles passam anos sem enfrentar os gigantes da Premiere League, como Manchester United, Chelsea e Liverpool.

O Exeter City, conhecido como primeiro a enfrentar a Seleção Brasileira, ostenta sua história rica e tradicional para aqueles que frequentam seu estádio e mesmo na quarta divisão possuem uma média de público maior do que a do Campeonato Carioca, Gaúcho e da média dos Estaduais (Como mostra os números abaixo), a média de público da 4 divisão inglesa é superior a 4 Mil pessoas, uma média de dar inveja a muito clubes grandes no período dos Estaduais.

Ingressos condizentes com a realidade e um trabalho de fazer o torcedor do clube pequeno, porém tradicional faça parte da estrutura do clube são os combustíveis para o desempenho muito melhor do que nossos times e mesmo com um campeonato de nível técnico muito inferior ao nosso estadual e qualquer Campeonato Nacional no Brasil.

Os confrontos contra os times de maior expressão se resumem somente a campanha na Copa da Inglaterra, a copa mais antiga do mundo, aonde todos os times do país podem se inscrever, e o clubes como Exeter City, só conseguem enfrentar os poderosos clubes da Premiere League caso avancem, em confronto único em mando de campo sorteado, que gera uma certa imprevisibilidade e todo ano fazem nascer uma história de um confronto Davi contra Golias, como as campanhas do Luton Town e do próprio Exeter City nas últimas edições da copa, mostrando que é possível sim, existir durante um ano sem confrontos excessivos contra os clubes grandes, por conta de terem um calendário forte, uma gestão responsável e o conhecimento da tradição do clube e fazer disto uma identidade.
Esse texto não busca dar soluções, mas sim mostrar que há caminhos viáveis para estes clubes tradicionais e com uma história tão rica e serviços prestados ao nosso futebol.

Por: Arthur Viana

“Anuncie aqui”! O perfil dos patrocinadores no Esporte Brasileiro.

Dentro do cenário atual desportivo nacional as fontes de receita são tema de debate por parte da mídia e da torcida que cada dia tem mais interesse em saber quanto seu time poderá investir em contratações e infraestrutura, a busca de receitas de patrocínio é parte vital para o orçamento de um clube, e objeto deste artigo.

Através de uma pesquisa com base nas três principais ligas desportivas dos três maiores esportes nacionais: As Superligas de Vôlei Masculina e Feminina, a NBB e o Campeonato Brasileiro da Série A. Mapeamos o perfil dos patrocinadores destas ligas com formatos diferentes e cifras diferentes entre elas.

Na NBB, temos um formato aonde as empresas em geral não incluem seu nome nas equipes (atualmente somente a equipe Universo/Vitória-BA), como no vôlei (caso que traremos mais a frente), neste caso muitos clubes buscam incluir diversos patrocinadores no uniforme, Cinco das Quinze equipes possuem mais de quatro patrocínios na camisa, o que é bastante compreensivo por conta das dificuldades financeiras que equipes de esporte fora ao futebol enfrentam em relação a captação de receitas, porém é perceptível que a falta de um projeto de retorno além da exposição da marca, com uma interação maior com o patrocinador máster, visando solidificar a relação da marca com o clube, com os valores do esporte, a exemplo disto é encontramos duas empresas do ramo de saúde patrocinando equipes de basquete.

Casos como das equipes do Flamengo, Minas Tênis e Paulistano, que são patrocinados pela SKY (ramo de TV por assinatura), Decisão Engenharia (do ramo de restauração de monumentos históricos) e Corpore (ramo de saúde para empresas), respectivamente na parte “nobre” da camisa são exemplos de empresas que se tornaram parceiras dos clubes e encontram espaço no aumento da exposição e principalmente nas características do clube em comum com o objetivo da organização. Entretanto há três clubes sendo patrocinados por prefeituras, o que gera bastante debate por conta em como isso é revertido a sociedade, cabendo ao clube trilhar uma estratégia de ROI (Returno do Investimento), para justificar tal investimento.

Nas Superligas de Vôlei Masculina e Feminina, as equipes usam a estratégia de unir o nome do clube a empresa que patrocina, uma estratégia que esbarra na opção da detentora dos direitos de televisão de não citar o nome destas empresas diminuindo sua exposição esperada. Porém o vôlei apresenta um conceito de marketing mais organizado, pois dez das vinte quatro equipes possuem patrocínio de empresas do setor de bens de consumo, algumas com mais de 3 anos de parceria estabelecendo uma raiz e sinergia entre marca e clube.

O fato de cada clube representar uma cidade ou estado, facilita a fidelização dos fãs de cada clube com a empresa patrocinadora, fator que não se enquadra no futebol aonde temos diversas rivalidades dentro de uma cidade. Em comparação a NBB somente duas equipes possuem patrocínio governamental e há a participação de empresas do ramo da educação e saúde, mostrando a ideia de associar a marca a valores ligados ao esporte o segundo mais praticado do país com 15,4 milhões de praticantes.

Como esporte principal do país e com maiores receitas e exposição da mídia, o futebol é objeto de estudo quando observamos que metade dos times da Série A são patrocinados pela Caixa Econômica Federal, um banco estatal, que estima investir R$187 mi, sem uma estratégia de marketing definida além da exposição da marca e patrocinando 19 equipes no Brasil, não criando sinergia com nenhum clube por conta da exposição excessiva, além do fato de usar de ser um banco estatal o que gera grande debate institucional.

Os dois clubes do Rio Grande do Sul, Grêmio e Internacional são patrocinados também por um banco estatal, mas diferente do caso da CEF o Banco Banrisul tem como estratégia a anos criar uma identificação com os dois clubes de maior popularidade do estado e assim ter espaço na mídia nacional.

O cenário de crise econômica em que o país vive faz com que quatro equipes da série A estejam sem patrocinador máster (Fluminense, Santa Cruz, São Paulo e Santos), três clubes de grandes centros do país que disputam competições internacionais, mas não conseguem ser atraentes para patrocinadores e o Santa Cruz, um clube tradicional, com uma grande e fiel torcida e forte na Região Nordeste, mas esses argumentos não estão sendo diferenciais na hora de fechar um patrocínio.

O fato de todos os clubes que fecharam patrocínio na Série A serem fruto de empresas bancárias, sendo somente duas com banco privado (América Mineiro e Palmeiras), mostra a falta de diversidade e de estudo na hora da prospecção de patrocinadores, a falta de estrutura da liga nacional também é um fator que distância as empresas, uma vez que não objetivam suas marcas ligadas a clubes que devem salário e a uma CBF envolvida em escândalos de propina e corrupção e com um ex-presidente preso, cenário só não é pior do que da Liga Calcio Italiana aonde nove das vinte equipes da competição não possuem patrocínio máster.

Precisamos claro entender o atual momento financeiro do país, fato que causa retração nos investimentos, porém a falta de capacidade de equipes brasileiras de atraírem patrocinadores do ramo de seguros, automobilismo, tecnologia, construção civil, aviação e finanças como equipes das ligas Alemãs, inglesas e até as equipes da liga argentina conseguem atrair tais empresas, que costumam ter uma capacidade de investimento maior.
Uma estratégia de buscar empresas do ramo de bens de consumo, tal como a Superliga utiliza também poderia ser observada como uma possibilidade de prospecção de novos patrocinadores, mas tais medidas só poderão ser efetivas se os clubes enxergarem os patrocinadores como parceiros, que investem na exposição com cifras milionárias, necessitando de ativações físicas, nas redes sociais, apresentar aos futuros patrocinadores benefícios de agregar a marca a este clube e o engajamento dos torcedores.

Por: Arthur Viana

Boa fase do Corinthians mantém torcedor em jogo irrelevante

Duelo contra a Ponte Preta tinha pouca importância para corintianos, mas conseguiu audiência

O Corinthians entrou em campo na última quarta-feira para disputar uma partida que tinha tudo para ser invisível. Time já classificado, com jogadores reservas e em jogo marcado para o horário das 22 horas formam a receita ideal para o fracasso. Mas não foi o que aconteceu.
Transmitido pela Globo e pela Bandeirantes, o jogo entre Corinthians e Ponte Preta rendeu a segunda maior audiência do torneio, com 27 pontos somados e 44% de share. Somente a Globo ficou com 23 pontos de média.
Apenas o Majestoso, jogo entre Corinthians e São Paulo, teve audiência maior. O clássico paulista chegou a 28 pontos de média, com o detalhe de que a partida foi em uma tarde de domingo, quando o Ibope costuma marcar números menores.
Nas arquibancadas da Arena Corinthians, um fato que poderia ser considerado negativo: foi o pior público da história do estádio, levando em conta as partidas com o time profissional do clube.
No entanto, desconsiderando os jogos do próprio Corinthians, apenas uma partida do Paulista teve mais público: Palmeiras x Santos, com 23 mil. Neste momento, o clube do Parque São Jorge mantém os cinco maiores números de presentes no atual torneio.
Contra a Ponte Preta, foram 22 mil pagantes, que geraram uma renda superior a R$ 1 milhão.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/boa-fase-do-corinthians-mantem-torcedor-em-jogo-irrelevante_30164.html#ixzz44WxIioo4

Inter e Vasco inovam e criam ingressos sociais

Clubes terão entradas acessíveis em seus estádios

Nos últimos anos, os ingressos para as partidas de futebol dos grandes clubes tiveram um significativo salto no preço, muitas vezes motivados por arenas mais modernas e confortáveis, ainda que o movimento seja anterior à abertura dos novos estádios. O fato é que, pela primeira vez, times têm se preocupado com a ausência de um público de menor poder de compra.
Internacional e Vasco, duas equipes com origem popular, já divulgaram que terão “cotas sociais” para manter um público de baixa renda mais próximo do estádio.
Nesta semana, o Inter anunciou o “Estudante Colorado”. O projeto garante entre mil e 5 mil entradas para estudantes da rede pública de ensino de Porto Alegre. Para isso, basta fazer um cadastro de R$ 20 e pagar pelo ingresso de R$ 10.
Em comparação, para a última partida do time no Campeonato Gaúcho, torneio em que o tíquete não é alto, a entrada mais barata para o torcedor que não é sócio esteve em R$ 40, número comum entre as grandes equipes do país.
O Vasco ainda não oficializou seu projeto, mas o próprio presidente Eurico Miranda o defendeu publicamente. O clube pensa em criar um acesso gratuito ao torcedor de menor renda, um projeto apelidado de “Bolsa Família” pelo próprio mandatário vascaíno.
“Tenho que arrumar uma maneira de não marginalizar a camada popular, o Vasco é um clube popular. O preço teve de ir mais lá em cima este ano. De certa forma, vou penalizar a classe privilegiada. Se não aderir ao sócio-torcedor, vai pagar um preço alto”, comentou Eurico Mirando ao Jornal “O Globo”, em fevereiro.
O Vasco inaugurou o programa de sócio-torcedor nesta semana. Entre os clubes brasileiros, tem sido comum cobrar ingresso mais baixo apenas para esse grupo de fãs, que dispõem de mensalidades que partem de R$ 10. No primeiro dia de venda, 4 mil vascaínos se uniram ao programa do time carioca.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/inter-e-vasco-inovam-e-criam-ingressos-sociais_30152.html#ixzz44WwnR6Rt

segunda-feira, 28 de março de 2016

Gestão da marca no engajamento com o torcedor


No próximo dia 10 de abril, o Manchester United realizará um evento no Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana, buscando aproximação de seus milhões de fãs que se encontram no país. O evento terá transmissão ao vivo do jogo e contará com a presença de ex-jogadores, e apresentadores que irão interagir com os torcedores distribuindo brindes e relembrando histórias.

Falando um pouco dos Red Devils, é um dos clubes que mais sabem explorar sua marca, construíram uma estrutura comercial e de marketing consistente e profissional, da qual conseguem obter altíssimos rendimentos. O clube transformou-se em um bom referencial por muitas razões, cito como exemplo a maneira em que conseguiu evoluir sua renda e sua imagem no cenário mundial.

Outros clubes europeus como o PSG e o Barcelona buscam através de escolinhas impactar uma camada cada vez mais jovem, conquistando a preferência destes torcedores. Oferecem entretenimento e comprovam que sua área de atuação não é exclusivamente nas suas próprias cidades, seus sócios e torcedores, mas uma grande massa de adolescentes e torcedores de todas as idades, que são possíveis compradores de camisas ou de partidas televisionadas, sendo importantes fontes de receita dos clubes hoje em dia.

Práticas como essas não deveriam ser novidades para o nosso marketing esportivo. Interessados no comportamento dos seus torcedores, os clubes precisam estar atentos e propor novas medidas para melhor tratar dessa relação. É preciso oferecer benefícios exclusivos e intangíveis. O fanático vive e sente o seu time muito além das quatro linhas. Essa paixão deve ser alimentada por experiências que aproximam o torcedor e potencializam o consumo. O consumidor, neste caso, é o sócio.

Ano passado, acompanhamos com frequência diversas campanhas de sócio sendo lançadas, e a necessidade dos clubes por essa fonte de receita se tornou maior, considerando o endividamento das equipes e o tempo de crise que nos encontramos. Com a adesão dos sócios, a expectativa agora é de que o trabalho seja realmente feito e essa relação se potencialize cada vez mais e gere satisfação para todos os envolvidos.

Recentemente, mesmo que de maneira tímida, nossos clubes estão buscando reforçar o contato com os seus associados. Enquanto associados do Flamengo tiveram a chance de conhecer o novo CT Ninho do Urubu, os tricolores do São Paulo já se encontraram com ídolos da equipe. O Palmeiras, que teve destaque na adesão de novos sócios, recentemente, promoveu encontro de seus torcedores com os atletas. Alguns membros ainda puderam acompanhar entrevistas coletivas de novos reforços.

São atitudes e eventos deste nível que consolidam cada vez mais a imagem, e trazem para si os torcedores, essa geração de experiências é importante para que os mesmos sigam juntos independente do desempenho esportivo. Se caracteriza como uma alternativa, podemos dizer, simples para os clubes brasileiros fortalecerem suas marcas a princípio no território nacional.

Uma gestão de marcas que visa seus torcedores, com criatividade e interatividade, pode e deve fazer a marca crescer. É preciso valorizar seu maior patrimônio, a torcida. Que nos sirva de inspiração! 

Por: Yuri Pelizzari

O IMPRESSIONANTE CRESCIMENTO DA FAN PAGE DO LEICESTER CITY

Sensação da Premier League, clube incrementa sua página no Facebook com 2 milhões de novos seguidores

O Leicester City é a grande sensação do futebol inglês e mote de diversas matérias que abordam sua ascensão em meio aos gigantes do país. O MKTEsportivo foge das quatro linhas e foca em outro âmbito, o digital, onde os Foxes tem dado um show de crescimento pelo atual momento que vivem.

Colhemos dados de sua fan page desde outubro passado, buscando analisar os números de quando o Leicester ainda nem imaginava figurar na liderança absoluta da Premier League.
Há seis meses, no dia 3 de outubro de 2015, quando venceu o Norwich City por 2 x 1 na 8ª rodada da liga, o clube figurava na sétima posição da tabela e mantinha uma base de fãs na rede tida como “normal” para uma equipe que tradicionalmente oscila entre a segunda e primeira divisão: pouco mais de 570 mil seguidores.

Com um crescimento médio de 50 a 70 mil fãs por mês, a virada do perfil ocorreu em meados de dezembro, quando já se aproximava da marca de 1 milhão de seguidores pelo surpreendente desempenho na competição. O boom ocorreu mesmo no início de fevereiro, quando em apenas uma semana o Leicester venceu o Liverpool (2 x 1) e o Manchester City (3 x 1) em pleno Etihad Stadium. No período, foram 500 mil novos fãs. Como sua liderança na Premier League iniciou em meados de dezembro, os foxes já batiam a marca de 1.7 milhão de seguidores no final do ano.

O bom desempenho dos jogadores também reflete no ambiente digital e, principalmente, nos perfis oficiais das equipes. Nascido na França e com naturalização argelina,  Riyad Mahrez, peça fundamental do esquema tático de Claudio Ranieri com impressionantes 16 gols e 11 assistências, faz com que a Argélia seja o país mais popular da fan page do Leicester. Os argelinos representam 17% dos mais de 2.5 milhões de seguidores da página, ou pouco mais de 430 mil torcedores. O Brasil figura em quarto, com 110 mil.

Campeão ou não, o excelente momento vivido pelo Leicester City trouxe um fruto muito valioso para a sua história daqui em diante. Os mais de 2 milhões de fãs que chegaram ao perfil nos últimos seis meses certamente não deixarão de acompanhar o clube, que pode escrever um capitulo de ouro em uma história sem grandes conquistas.

Fonte: MKT Esportivo

SÓCIO DO SPORTING IRÁ DESENHAR UNIFORME ALTERNATIVO DA TEMPORADA 2017/2018

Com a participação da Macron, campanha “Dá-me a tua camisola” oferecerá benefício especial ao sócio dos Leões


Se tem um clube que entende a importância de ofertar benefícios diferenciados aos que se associam à ele, este é o Sporting. Se para divulgar o seu novo site oficial em setembro os Leões inauguraram, primeiramente, para os seus sócios, agora o clube verde e branco elevou o patamar de importância dos mesmos.

Em parceria com a Macron, sua fornecedora de material esportivo, a partir da campanha “Dá-me a tua camisola”, a segunda camisa do Sporting para a temporada 2017/2018 será desenhada por um associado

Para tal, o sportinguista deve inserir seu número de sócio em um aplicativo presente na fan page leonina e enviar o layout que desejar. A mecânica da ação está presente dentro do app. Uma exclusividade disponível somente para aqueles que contribuem diretamente para a saúde financeira da instituição.


Fonte: MKT Esportivo

CEARÁ ENTREGA CAMISAS PERSONALIZADAS AOS INTEGRANTES DO IRON MAIDEN

Em visita inédita à capital cearense, clube aproveita para homenagear integrantes da banda britânica

Em turnê pelo Brasil desde a metade do mês, o Iron Maiden ainda estará em mais duas cidades: Fortaleza (23/3) e São Paulo (26/3). Pela primeira vez no Nordeste, a banda recebeu uma homenagem do Ceará CS.
Em uma iniciativa já difundida no Brasil quando uma personalidade desembarca por aqui, o Vozão personalizou camisas oficiais para todos os integrantes da banda e as deixou no camarim do show, que será realizado naArena Castelão. Além disso, assinada pelo presidente do clube, Robinson de Castro, o Iron Maiden ainda recebeu uma carta de boas-vindas nesta visita inédita à capital cearense.
Traduzida do inglês, retiramos a carta disponível na fan page oficial do Ceará. Confira:
“Para Adrian Smith, Bruce Dickinson, Dave Murray, Janick Gers, Nicko McBrain e Steve Harris.
Sejam bem-vindos à capital do Ceará. Neste Estado, nós temos um time Campeão do Nordeste e o maior campeão dos campeonatos estaduais. O Ceará Sporting Club tem uma torcida de milhões de apaixonados. Somos o clube mais querido do estado. Com certeza, milhares deles estarão logo mais, na Arena Castelão, para prestigiá-los.
Decidimos presenteá-los com a camisa do Ceará S.C. Desejamos que a passagem da turnê “The book of souls” seja memorável aqui em Fortaleza/CE. Mandem um alô para o Eddie. Vida longa ao Iron Maiden.
Robinson de Castro 
Presidente do Ceará Sporting Club”



Fonte: MKT Esportivo

Clubes do Rio intensificam ações para atrair novos sócios-torcedores

Com 35 mil pré-cadastrados, Vasco lança programa nesta segunda; rivais planejam novas iniciativas

Os quatro grandes do Rio de Janeiro planejam uma série de ações para deixar o papel de coadjuvante dentro do Movimento por um Futebol Melhor. A ideia de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo é aumentar o número de sócios-torcedores para que esse setor tenha papel mais significativo na arrecadação do time.
O Vasco oficializa nesta segunda-feira (dia 28) o seu programa para associados intitulado Gigante. O pré-cadastro, disponibilizado em fevereiro, gerou a inscrição de 35 mil vascaínos. Caso esse número de associados seja confirmado, o clube já roubaria do rival Fluminense a 11ª posição no Torcedômetro, que mede o número de associados de cada clube vinculado ao MFM.
O programa vascaíno tem mensalidades entre R$ 10 e R$ 180 e oferece vantagens para torcedores do Rio, na compra de ingresso, e para os fãs de outros Estados, com o clube de vantagens do clube.
O Flamengo, atualmente o carioca melhor posicionado (é o oitavo colocado no país), espera conquistar um crescimento significativo na atual temporada. Para isso, o clube contratou, no mês passado, a NBS, uma das maiores agências do país que será responsável por desenvolver ações para o Nação Rubro-Negra, programa de sócio-torcedor do clube.
“Vamos desenvolver um trabalho de maneira estruturada e bem pensada, para gerar uma aproximação com nosso torcedor e gerar com isso uma valorização da marca Flamengo. Esse é nosso grande objetivo”, afirmou José Sabino, vice-presidente de marketing do time.
Em parceria com o MFM, o clube também iniciou um cadastro de torcedores, visando oferecer vantagens a quem participar da pesquisa e atrair mais flamenguistas para o Nação Rubro-Negra.
O Botafogo lançou para seus associados do plano de R$ 13,90, o produto Acesso VIP. Quem aderir, ao custo de R$ 199 mensais, terá acesso a todos os jogos com mando de campo do time, mesmo fora do Estado do Rio, além de atendimento personalizado, camisa oficial e brindes.
Mesmo com a cessão do estádio Nilton Santos para os Jogos do Rio-2016, os torcedores do pacote VIP terão acesso às partidas em outros estádios a serem definidos pelo clube.
Já o Fluminense cedeu sua sede, no mês passado, para encontro de executivos de marketing dos clubes do MFM. O evento serviu como troca de experiências para o clube, que pretende lançar em breve novas ações para atrair sócios.
“A troca de experiências sobre sócio-torcedor é um debate importante para que os clubes possam utilizar melhor os programas e ativações. O Movimento por um Futebol Melhor oferece um mundo de benefícios, mas não são todos os clubes que exploram isso. O Fluminense pretende usar muito mais”, afirmou Marcone Barbosa, diretor de marketing do clube.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/clubes-do-rio-intensificam-acoes-para-atrair-novos-socios-torcedores_30132.html#ixzz44F780Pqv

Honda estreia aporte à Arena Corinthians com stands

Empresa também tem camarote e publicidade nos painéis de Led do estádio em Itaquera

A Honda estreou o aporte fechado há algumas semanas com o Corinthians para ser uma das marcas presentes na arena do clube. No último sábado, na partida contra o Ituano, a divisão de motos da empresa esteve presente pela primeira vez nos setores leste e oeste, os dois mais nobres do estádio corintiano.
Com contrato de um ano, um dos objetivos da Honda é justamente fazer exposição de produtos para os torcedores, especialmente no setor oeste, área onde estão os camarotes e os setores corporativos da arena.
Além dos stands, a companhia tem direito a camarote na arena. A marca também tem sido exposta nos painéis de Led colocados ao redor das arquibancadas. A publicidade já havia sido realizada em jogos anteriores.
Os patrocínios à arena devem se tornar uma das principais fontes de renda do estádio. Nesse momento, o clube está em meio à mais importante deles, que envolve os naming right do local. Os chamados sector rights, que nomeiam as áreas da arena, também são comercializadas.
Na última semana, o destaque para a arena, no entanto, não deve ajudar as futuras negociações. O estádio foi citado na Operação Lava-Jato, com a acusações de propinas para superfaturar a construção em Itaquera.
Por outro lado, no último fim de semana o clube celebrou o sucesso de público que o local mantém. Com média superior a 30 mil pessoas, a Arena passou de 2 milhões de torcedores em 61 jogos.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/honda-estreia-aporte-arena-corinthians-com-stands_30133.html#ixzz44F6rwtjH

Liverpool renova contrato de patrocínio com cerveja Carlsberg

Empresa, que em 2017 fará 25 anos de parceria com clube, renova por 3 temporadas por mais de R$ 60 mi ao ano

O Liverpool renovou por mais três anos o contrato com a marca de cerveja Carlsberg, um de seus mais antigos parceiros comerciais. No ano que vem, o clube inglês irá celebrar 25 anos de aliança comercial com a empresa dinamarquesa.
O último contrato de patrocínio havia sido firmado em 2013 e valia por três temporadas. O novo acordo tem início no dia 1º de julho. A principal propriedade da relação é que a Carlsberg continuará ostentando o título de cerveja oficial do Liverpool. A empresa, que já foi a patrocinadora máster de camisa do time, também manteve o direito de continuar presente nos espaços publicitários do estádio de Anfield, casa do Liverpool, além do site oficial do clube.
O valor do acerto não foi divulgado, mas no mercado calcula-se que a Carlsberg irá pagar ao Liverpool € 15 milhões (R$ 61,23 milhões) por temporada.

Bahia usa Thiago Ribeiro para valorizar sócios

Clube traz dez associados para acompanhar a estreia de jogador na Copa do Nordeste, contra o Santa Cruz

O Bahia usou a contratação do atacante Thiago Ribeiro, que jogava pelo Atlético Mineiro, para fazer ações com sócio-torcedor e criar experiências para alguns dos seguidores do time.
Na partida contra o Santa Cruz, na quarta-feira, pela Copa do Nordeste, 10 sócios-torcedores do Bahia foram selecionados. Cada um deles ganhou um ingresso com um acompanhante para a partida de estreia do atacante.
Antes, eles participaram ao vivo do Programa do Esquadrão, apresentado diariamente em uma rádio de Salvador. Depois, o Bahia levou os torcedores à Arena Fonte Nova, palco da partida contra o Santa Cruz.
No estádio, os sócios-torcedores puderam entrar no gramado com o time e tiveram a chance de tirar fotos com Thiago Ribeiro. Após a partida, os convidados foram colocados na sala de imprensa e participaram da entrevista coletiva do novo contratado.
Nos últimos meses, o Bahia tem feito uma série de pequenas ações com sócios-torcedores. Segundo o Movimento por um Futebol Melhor, hoje, o clube soteropolitano mantém 24,6 mil membros em seu programa de sócios. É o 12º time no ranking do projeto.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/bahia-usa-thiago-ribeiro-para-valorizar-socios_30126.html#ixzz44F6SkkJn

quarta-feira, 23 de março de 2016

"Os grandes desafios do Direito e da Gestão Desportiva" será tema de palestra na OAB Niterói, dia 28, com posse da Comissão de Direito e Gestão Desportiva

A OAB Niterói, por meio da Comissão de Direito e Gestão Desportiva, promoverá a palestra versando sobre "Os grandes desafios do Direito e da Gestão Desportiva"  dia 28 de março,  às 18h30min, no Auditório da entidade. Na abertura, o presidente da OAB Niterói, Antonio José Barbosa da Silva, dará posse solene ao presidente da Comissão, Vinicius Landim Oliveira, reconduzido ao cargo em novo mandato, e este investirá os novos delegados.

A palestra será ministrada pelo Juiz Ricardo Georges Affonso Miguel, da 13ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, juntamente com o advogado Marcelo Jucá Barros, presidente da Comissão de Direito Desportivo e Eventos Esportivos da OAB/RJ. O mediador será o advogado Victor Monte-Mór Wolbert Eleuterio, delegado da Comissão de Direito e Gestão Desportiva OAB Niterói, com coordenação do próprio presidente.

"Nós pretendemos, nesta nova gestão na Comissão de Direito e Gestão Desportiva da OAB Niterói, promover maiores discussões acerca dessa temática. É sabido que o desporto em geral nos remete a um projeto da criação de novos paladinos da esperança. O esporte é um dos poucos refúgios onde ainda mora o sonho e se desenvolve a imaginação. Onde todos - crianças, adultos e idosos - podem aspirar com o encanto, com o mistério e o milagre da vida", adianta Vinicius Landim, advertindo:

"Não obstante esta essência apresentada, o esporte hoje é muito mais que uma paixão, ou seja, tornou-se business em qualquer lugar. O nosso próprio país cresceu estruturalmente a partir da realização da Copa do Mundo e o Rio de Janeiro foi obrigado a se reinventar com a mobilidade urbana, por exemplo, uma vez que em poucos meses realizará outro evento de grande magnitude - as Olimpíadas".

Com base nestas premissas e sabendo que a cidade de Niterói sempre foi impactada pelo esporte, nada mais natural que a Ordem dos Advogados do Brasil subseccional de Niterói crie uma Comissão que possa atender especificamente a estes anseios, visto que o esporte envolve leis, contratos e interpretações exclusivas.

Hoje a Comissão de Direito e Gestão Desportiva conta com oito juristas e gestores do desporto, quais sejam: seu presidente Vinícius Landim, o vice-presidente Thiago Guimarães, bem como os delegados: Armineyde Abtibol, Thiago Gorni, Victor Eleuterio, Wallace Oliveira, Leonardo Coutinho, além do colaborador Maurício Pelegrineti, todos comprometidos em colaborar e aperfeiçoar tanto o Direito quanto a gestão do esporte.


Fonte: OAB Niterói

Os Clubes Ponte o novo Regulamento de Transferências da CBF

Divulgado pela CBF na segunda feira dia 14 de março, o novo Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol apresenta relevantes mudanças, uma das quais e que merece grande destaque, a punição das “transferências ponte”, que já vinha sendo coibida pela FIFA desde 2014.

Segundo o Regulamento, em seu artigo 34, §1º entende-se por “transferência ponte” toda transferência que envolva o registro de atleta em um clube intermediário sem finalidade desportiva, visando obtenção de vantagem, direta ou indireta, por quaisquer dos clubes envolvidos (cedente, intermediário ou adquirente), do atleta ou terceiros, ou seja, aquela transferência que o jogador sequer joga clube.

O caso de maior notoriedade do futebol brasileiro deste tipo de negócio e que, na atual regulamentação seria punida pelo Regulamento da Câmara Nacional de Resolução e Disputa, também criado no dia 14 de março, é o caso Iago Maidana, zagueiro do São Paulo, que teve sua transferência para a equipe do Morumbi investigada em 2015.

Iago Maidana é um zagueiro de 19 anos que assinou contrato com São Paulo no dia 14 de setembro de 2015, entretanto o mesmo que era jogador do Criciúma à época, rescindiu o contrato com o Clube Catarinense no dia 09 de setembro, assinou com o modesto Monte Cristo, da terceira divisão do campeonato goiano, em 10 de setembro e rescindiu com o mesmo no dia 11 de setembro, ou seja, o atleta ficou sendo jogador do clube goiano por apenas um dia.

Com as alterações no regulamento, a transferência seria investigada pela CBF e, sendo apurado qualquer tipo de irregularidade, caberia à recém-criada CNRD qualquer tipo de sanção, que poderia levar de uma simples advertência, até a proibição de registro de atletas pelo prazo de dois anos pelo clube paulista.

Com a proibição da FIFA dos investidores no futebol, ganhou força no mercado os clubes ponte, uma vez que a FIFA proibiu investidores, com intuito de que apenas clubes sejam donos dos direitos econômicos dos jogadores. Daí surge à oportunidade do investidor colocar “seu atleta” em um clube de menor expressão, com a finalidade de alocá-lo rapidamente em um clube de maior visibilidade, para obter vantagens financeiras. Claramente na negociação não há um interesse desportivo, há o interesse unicamente financeiro.

É este tipo de negociação que o novo regulamento da CBF quer coibir, pois é evidente no caso que a transferência não tinha nenhum fim esportivo e, sim, finalidade exclusivamente econômica.

Ainda segundo o regulamento, presume-se que a transferência não possui finalidade desportiva por cinco motivos elencados no artigo, dos quais um nos chama atenção, que seja, a de duas transferências definitivas do atleta em lapso temporal igual ou inferior a três meses.
Frise-se a subjetividade desta norma, uma vez que nem toda transferência de atletas com lapso menor de três meses fere com cunho desportivo, cito como exemplo o jogador Samir, ex-zagueiro do Flamengo e, recentemente negociado com a Udinese, que sequer jogou pelo clube italiano e foi emprestado ao Hellas Verona, também da Itália, para adquirir uma melhor adaptação e experiência naquele País.

Destaca-se que o atleta, está se transferindo de um clube de maior visibilidade (Udinese) para jogar em um menor (Hellas Verona), não há nesta negociação uma finalidade econômica, há uma finalidade desportiva. Tanto a CBF quanto CNRD deverão estar atentos e serem cautelosos na investigação e possíveis sanções nos julgamentos das transferências.

Resta evidente que a CBF agiu de modo a preservar o atleta e o futebol, tentando diminuir a participação de terceiros e os clubes de aluguel.

Por: Tadeu Lima Figueiredo Paim – Advogado e;

        Jorge de Oliveira Diniz Junior - Advogado

BAHIA PREPARA “PACOTÃO” DE AÇÕES COM SÓCIOS PARA APRESENTAR THIAGO RIBEIRO

Dez torcedores do Sócio Esquadrão terão um dia especial na apresentação do novo reforço


Cada vez mais os clubes têm se atentado à necessidade de inserirem os seus associados em campanhas de marketing, oferecendo-lhes experiências marcantes e destaque nos canais oficiais da equipe. O Bahia é o caso mais recente e se utilizará da estratégia na apresentação de Thiago Ribeiro.

Dez sócios-torcedores do Sócio Esquadrão foram sorteados e ganharão um par de ingressos cada para o jogo contra o Santa Cruz, válido pela Copa Nordeste. Antes da bola rolar, os contemplados irão participar ao vivo doPrograma do Esquadrão, apresentado na rádio Sociedade FM (102,5).

Logo após o programa, os torcedores serão levados à Arena Fonte Nova onde terão a oportunidade de entrar no gramado ao lado de Thiago Ribeiro. Eles serão ainda responsáveis pelas primeira entrevista com o jogador.

Um ‘pacotão’ de atrativos que servirá para o Bahia promover seu programa e mostrar que benefícios como estes estão disponíveis somente para aqueles que colaboram para o crescimento do clube.


Fonte: MKT Esportivo

Corinthians renova com Globo até 2024

Clube substituiu contrato válido até 2020 e esticou parceria com emissora

O Corinthians não se seduziu com as investidas da Esporte Interativo e renovou com a Globo pelos direitos de televisão, aberta e fechada, até 2024. O fechamento do negócio foi informado pelo clube ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e divulgado nesta quarta-feira pela “Folha de S.Paulo”.
No fim de 2015, a direção corintiana já havia acertado uma extensão da parceria para abranger as temporadas 2019 e 2020. Neste mês, o martelo foi batido por um acordo mais longo. No documento do Cade, o clube esclarece que o contrato até 2020 foi substituído pelo novo, até 2024.
Para fechar os contratos, a Globo usou um artifício semelhante ao da Esporte Interativo: luvas. O Corinthians teria recebido R$ 40 milhões para assinar o novo acordo com a Globo.
Agora, o Corinthians se junta ao São Paulo entre os clubes que terão partidas transmitidas no Sportv a partir de 2019. A Esporte Interativo, por outro lado, já acertou com times como Santos, Bahia e Atlético Paranaense.
Oficialmente, apenas o São Paulo já declarou ter fechado com a Globo. Por ora, o Corinthians não se manifestou sobre a questão.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/corinthians-renova-com-globo-ate-2024_30122.html#ixzz43mDHWVIb