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segunda-feira, 28 de março de 2016

Gestão da marca no engajamento com o torcedor


No próximo dia 10 de abril, o Manchester United realizará um evento no Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana, buscando aproximação de seus milhões de fãs que se encontram no país. O evento terá transmissão ao vivo do jogo e contará com a presença de ex-jogadores, e apresentadores que irão interagir com os torcedores distribuindo brindes e relembrando histórias.

Falando um pouco dos Red Devils, é um dos clubes que mais sabem explorar sua marca, construíram uma estrutura comercial e de marketing consistente e profissional, da qual conseguem obter altíssimos rendimentos. O clube transformou-se em um bom referencial por muitas razões, cito como exemplo a maneira em que conseguiu evoluir sua renda e sua imagem no cenário mundial.

Outros clubes europeus como o PSG e o Barcelona buscam através de escolinhas impactar uma camada cada vez mais jovem, conquistando a preferência destes torcedores. Oferecem entretenimento e comprovam que sua área de atuação não é exclusivamente nas suas próprias cidades, seus sócios e torcedores, mas uma grande massa de adolescentes e torcedores de todas as idades, que são possíveis compradores de camisas ou de partidas televisionadas, sendo importantes fontes de receita dos clubes hoje em dia.

Práticas como essas não deveriam ser novidades para o nosso marketing esportivo. Interessados no comportamento dos seus torcedores, os clubes precisam estar atentos e propor novas medidas para melhor tratar dessa relação. É preciso oferecer benefícios exclusivos e intangíveis. O fanático vive e sente o seu time muito além das quatro linhas. Essa paixão deve ser alimentada por experiências que aproximam o torcedor e potencializam o consumo. O consumidor, neste caso, é o sócio.

Ano passado, acompanhamos com frequência diversas campanhas de sócio sendo lançadas, e a necessidade dos clubes por essa fonte de receita se tornou maior, considerando o endividamento das equipes e o tempo de crise que nos encontramos. Com a adesão dos sócios, a expectativa agora é de que o trabalho seja realmente feito e essa relação se potencialize cada vez mais e gere satisfação para todos os envolvidos.

Recentemente, mesmo que de maneira tímida, nossos clubes estão buscando reforçar o contato com os seus associados. Enquanto associados do Flamengo tiveram a chance de conhecer o novo CT Ninho do Urubu, os tricolores do São Paulo já se encontraram com ídolos da equipe. O Palmeiras, que teve destaque na adesão de novos sócios, recentemente, promoveu encontro de seus torcedores com os atletas. Alguns membros ainda puderam acompanhar entrevistas coletivas de novos reforços.

São atitudes e eventos deste nível que consolidam cada vez mais a imagem, e trazem para si os torcedores, essa geração de experiências é importante para que os mesmos sigam juntos independente do desempenho esportivo. Se caracteriza como uma alternativa, podemos dizer, simples para os clubes brasileiros fortalecerem suas marcas a princípio no território nacional.

Uma gestão de marcas que visa seus torcedores, com criatividade e interatividade, pode e deve fazer a marca crescer. É preciso valorizar seu maior patrimônio, a torcida. Que nos sirva de inspiração! 

Por: Yuri Pelizzari

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