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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

PATROCÍNIO PONTUAL COMEÇA A MUDAR IMAGEM E GERAR NEGÓCIOS DURADOUROS

Acordos longos fechados por Santos e São Paulo mostram que a “degustação” é necessária para gerar confiança


Tão logo um patrocínio pontual é anunciado, torcedores correm para nossas redes sociais embarcando na máxima de que esses acordos, tidos como de oportunidade, apenas “prostituem” (com perdão do termo) os uniformes e prejudicam a busca por um parceiro fixo no curto/médio prazo. Será que a generalização é válida?

Temos dois exemplos recentes no nosso futebol de que estes contratos serviram como experiência e resultaram em acordos longos, de duas temporadas, como manda a cartilha de efetividade do patrocínio no esporte.

O Grupo Algar, que patrocinou o Santos de maneira pontual nas semifinais e finais da Copa do Brasil 2015 e em alguns jogos do Campeonato Brasileiro, concretizou este ano um acordo com o Peixe até 2017. Outro exemplo é o da Joli, que após aproveitar a exposição de algumas partidas com o São Paulo, fechou um contrato de um ano em dezembro de 2015. Mas apenas um ano? Bom, a empresa anunciou nesta semana que seguirá na barra traseira da camisa Tricolor até 2018. Ações nas redes sociais e nos camarotes do Morumbi fazem parte do escopo de ativação da parceria.



Pontual -> Exposição -> Relacionamento -> Experiência satisfatória -> Manutenção. Sim, sabemos que 99% das empresas não criam um laço efetivo com o clube (muito menos com o torcedor) e deixam o futebol satisfeitas ao alcançar a segunda etapa do processo.

Antes de criticar estes acordos efêmeros, que para nossos clubes servem meramente para tapar buracos, é necessário ter em mente que as empresas vivem com budgets cada vez mais limitados e “degustar” uma plataforma é absolutamente natural para gerar confiança. Neste universo de aperto financeiro, ser assertivo ao escolher o melhor canal de comunicação é requisito indispensável na relação cliente/agência.

Sejamos honestos: não são os pontuais que afastam potenciais investidores, mas uma gestão incompetente e até mesmo cenas lamentáveis que costumamos ver em nossos estádios.

Fonte: MKT Esportivo

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