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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Clubes discutem jogar com camisa da Chapecoense no Brasileirão

Ideia de Palmeiras é discutida por outras equipes, que precisam obter liberação de parceiros comerciais


A iniciativa do Palmeiras de atuar na última rodada do Brasileirão com a camisa da Chapecoense pode ser seguida por outras equipes da Série A. A diretoria de marketing de todos os clubes da elite do Brasileirão discute a possibilidade.
Um dos empecilhos seria a capacidade de a Umbro, fornecedora da Chapecoense, confeccionar uniformes para todas as equipes. Também é necessário montar uma logística de distribuição.
Ciente da iniciativa, a Umbro divulgou nota afirmando que tentará atender todos os pedidos. “Fomos procurados por clubes interessados em homenagear a Chape e estudamos, dentro da particularidade de cada um dos pedidos, como melhor atender cada demanda”, afirmou a empresa.
Outro problema para que a iniciativa seja levada adiante seria a liberação dos parceiros comerciais dos clubes. O patrocínio máster da Caixa facilitaria a iniciativa, já que o banco estatal tem contrato com 13 times da Série A, incluindo a Chapecoense.
Autor da ideia, o Palmeiras conseguiu a liberação de seus parceiros comerciais. A Crefisa e a FAM, que pertencem ao mesmo grupo, abriram mão do espaço na camisa. Já a Adidas divulgou nota liberando todos os seus clubes a fazerem a homenagem que quiserem.
“A Adidas está sensibilizada com o trágico ocorrido envolvendo o time da Chapecoense e entende que em um momento como esse, marcas e cores ficam em segundo plano”, afirmou a empresa.
O posicionamento da Adidas abre a possibilidade de que outros clubes que têm contrato com a marca possam usar a camisa da Chapecoense. É o caso de Coritiba, Flamengo, Palmeiras, Ponte Preta e Sport. Atlético-PR, Cruzeiro e Grêmio têm parceria com a Umbro, mesma marca da Chapecoense.
Estão fora desse grupo os clubes de Dryworld (Atlético-MG, Fluminense e Santa Cruz), Kappa (Santos), Lupo (América-MG e Figueirense), Nike (Corinthians e Internacional), Puma (Vitória), Topper (Botafogo) e Under Armour (São Paulo).
O Corinthians, por sua vez, não vê problemas em atuar de verde, algo inédito em sua história.
“Se houver consenso entre os clubes, é lógico que o marketing [do Corinthians] vai encabeçar a ideia. Mas há uma proibição estatutária de atuar com duas cores: verde e rosa. Precisaria de uma autorização do conselho”, afirmou Gustavo Herbetta, superintendente de marketing do clube.
O dirigente diz que o verde deixou de ser um tabu no clube após o acidente aéreo. O site do Corinthians postou mensagem de solidariedade à Chapecoense em uma tela com fundo verde. “Houve vários elogios de torcedores rivais. As pessoas estão enxergando o verde como cor da Chapecoense, não nosso rival [Palmeiras]”, afirmou Herbetta.

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