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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Negociações de televisão voltam a enriquecer clubes em 2016

Brasileirão, Copa do Brasil e até Copa São Paulo viraram alvo de disputa entre emissoras

Desde a quebra do Clube dos 13, em 2011, que as negociações por direitos de transmissão não tinham tanto protagonismo nos bastidores do futebol. Nos negócios do esporte, a temporada de 2016 será marcada pela entrada da Esporte Interativo e pela consolidação de torneios paralelos como fonte de disputa pelas gigantes da telecomunicação presentes no Brasil.
Turbinada pelo Grupo Turner, a Esporte Interativo estabeleceu a meta mais ousada: quebrar o monopólio do Grupo Globo nos direitos do Brasileirão para a televisão fechada. E a presença foi tão forte que até mesmo a lei para transmissões pode ser alterada.
Há, atualmente, uma lei geral de esporte em análise no Senado. Uma das questões abordadas pelo novo documento quebra a regra atual de que a emissora tem que ter o direito de transmissão das duas equipes em campo. Pelo novo documento, seria necessário apenas o direito do time mandante.
Como o projeto ainda está longe de aprovação, o cenário atual é de clássicos como Corinthians X Palmeiras ou Grêmio X Internacional fora da rede fechada; apenas a Globo aberta e o Premiere poderiam transmitir essas partidas.
Para os clubes, pode haver um empecilho na distribuição de suas partidas, mas a recompensa financeira falou mais alto. Especialmente quando se tratou de luvas, pagas de forma adiantada, um dos trunfos da Esporte Interativo nas negociações. Estima-se que o Palmeiras, por exemplo, tenha levado R$ 100 milhões com o contrato fechado com a Turner.
A briga pelo Brasileirão elevou os contratos de outras competições, cada vez mais disputadas. Nesta semana, até a Copa São Paulo de Futebol Júnior se mostrou valorizada, com um acordo de três anos com a Globo. Foi a primeira vez que o torneio teve um acordo com mais de um ano de duração.
Mas foi a Copa do Brasil que ganhou o maior destaque no fim deste ano. Com contrato de R$ 300 milhões ao ano com a Globo, o torneio passou a ser a disputa que mais bem paga aos clubes, com premiação que passa dos R$ 60 milhões ao campeão.
A próxima disputa televisiva deverá ser em 2018, quando a Libertadores terá seus direitos negociados. Atualmente, há apenas um único acordo com o torneio, fechado com a Fox. Existe a possibilidade, no entanto, de a Conmebol fechar contratos locais para o torneio. E o Brasil, principal mercado sul-americano, deverá ser o grande fornecedor financeiro.  



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