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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Com público e mídia, Brasileirão feminino ganha força

Torneio foi encerrado na quinta-feira com título santista

No fim de tarde da quinta-feira (20), Corinthians e Santos entraram em campo na Arena Barueri para decidir o Campeonato Brasileiro feminino de futebol.
O título do time do litoral encerrou mais um ciclo da modalidade que tem ganhado cada vez mais apelo junto ao público do país.
Vem do torneio, por exemplo, a válvula de escape de uma das arenas da Copa do Mundo. Com público que chegou a 25 mil pessoas na semifinal contra o Santos, o Iranduba conseguiu o que nenhum time masculino tem atingido na Arena da Amazônia, mesmo com ingressos a R$ 20. O Campeonato Estadual dos homens, por exemplo, teve média de 3 mil pessoas.
Em Manaus, não há forte concorrência do futebol masculino. Em Santos, tem. E, com entrada gratuita, o time da cidade colocou 15 mil pessoas na Vila Belmiro, mais do que qualquer público da equipe de homens neste ano. A decisão, por sinal, teve transmissão do SporTV para todo o país.
A pedido da Máquina do Esporte, a CBF comentou o crescimento da liga nacional. “A avaliação da CBF é que o modelo adotado neste ano, a partir da demanda vinda do Comitê de Reformas, já despertou maior interesse dos clubes e das torcidas, com boa presença de público, principalmente na fase final, melhora do nível técnico e aumento significativo da cobertura de imprensa”, afirmou a entidade.
Mesmo com tradição no esporte com a seleção brasileira, o Brasileirão Feminino surgiu apenas em 2013, graças a uma parceria da CBF com a Caixa. Hoje, o banco estatal paga R$ 10 milhões ao ano para patrocinar o torneio, valor suficiente para pagar os custos das equipes nacionais durante a competição.
“Os planos da CBF para o futebol feminino são, primeiramente, consolidar o calendário da competição nesse novo formato para atrair cada vez mais torcedores, mídia e patrocinadores”, ressaltou a entidade.
A fórmula, por outro lado, ainda não é perfeita. Assim como a grande maioria dos clubes masculinos do país, o futebol feminino ainda sofre com um calendário pouco equilibrado.
Para valorizar o Campeonato Brasileiro, a CBF resolveu extinguir a Copa do Brasil. Se de fato a competição ganhou força, a medida abriu um vácuo de datas para as equipes. O Iranduba, por exemplo, ficará oito meses sem jogar uma partida oficial. Aqueles com melhores resultados ainda disputam a Libertadores.

Original: http://maquinadoesporte.uol.com.br/artigo/com-publico-e-midia-brasileirao-feminino-ganha-forca_32874.html#ixzz4nU6HxcHf

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