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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Análise: Investir nas pessoas, sempre o melhor retorno

A vida copia o futebol ou o futebol copia a vida? É com essa pergunta clichê que por tantas vezes ouvimos desde criança, que vale a pena uma pausa para analisarmos essa questão. Levaremos em consideração a baixa escolaridade no mercado de trabalho, mais especificamente no mercado de futebol (relação clubes e atletas), e o papel dos gestores nesse cenário.
O Brasil é um país marcado pelo contraste e desigualdades. Somos a 9a (nona) economia do mundo (dados de 2016), classificação com base no Produto Interno Bruto – PIB, e ocupamos a 79a posição entre 188 países de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, ranking das Nações Unidas que descreve uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, expectativa de vida, natalidade, e outros fatores para os diversos países.
Essa grande diferença entre a força de nossa economia e o acesso da população às políticas públicas cria um complexo cenário, que deve ser cuidadosamente analisado quando tentamos compreender os problemas sociais. Nesse cenário que a alfabetização e a educação aparecem como elementos básicos e marcantes para uma qualificação profissional.
As empresas à procura de profissionais qualificados, especializados e escassos. Com os clube de futebol não há de ser diferente, uma vez que a busca por profissionalização atinge diretamente esse mercado. Quando o gestor esportivo identifica essas adversidades de sua realidade, planeja objetivos e traça programas de ação para execução, aumenta a sua chance de obter êxito nas tomadas de decisão.
Sabendo que, atualmente uma forma de captação de recursos está na formação de atletas (divisão de base), esta aparece como oportunidade e uma área de atuação marcante para o gestor. Dessa maneira, estratégias de qualificação desse setor tornam-se cada vez mais importantes e fundamentais para obter retorno financeiro (ou retorno do investimento). Parcerias com escolas públicas ou privadas, empresas de transporte, e ainda, a construção de escolas dentro do próprio centro de treinamento são algumas estratégias que o gestor deve estar atento para qualificar/educar os seus atletas.
Pede-se do gestor nesse momento habilidade na administração de recursos humanos. Lembrando que, a consciência sobre a formação integral do atleta impacta diretamente na melhora de seu desempenho dentro e fora de campo. Além disso, aqueles que procuram estudar uma segunda língua acabam valorizados economicamente na hora de serem negociados com clubes estrangeiros. Destaca-se também a melhora na relação gestor versus atletas, atletas versus atletas e todos os entendimentos e conceitos administrativos, jurídicos, e demais que norteiam essas relações a fim de alcançar alta performance, retorno financeiro, títulos, vendas, bons contratos, etc.
Dessa maneira, a profissionalização do futebol (clubes e atletas), o retorno, ver a sua marca reconhecida no mercado, ganhar simpatia e executar ações juntos aos torcedores (consumidores), tornou-se funções gerenciais primordiais para um gestor dos dias de hoje no esporte. A mesma qualificação exigida para demais mercados e também para os gestores seja replicada para todas as áreas e pessoas envolvidas no processo. Ou seja, chega-se ao momento que a consciência de uma “plenitude” profissional tende a acarretar benefícios para todos os envolvidos no processo e a certeza de que o amadorismo não cabe no mercado coorporativo e competitivo dos dias de hoje. Afinal, a busca pelo excelente resultado é crescente e permanente e sempre assim será. 

Felipe Rodrigues
Bacharel em Ciências Econômicas, 2004, UNESA;
Cursando Educação Física, 2017.01, UNESA.

16 comentários :

  1. Respostas
    1. Perfeita sua análise... parabéns

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  2. Excelente análise. Educação é a base de tudo, alicerce para o desenvolvimento do ser humano e consequentemente tudo se desenvolve em todas as áreas e sentidos. Parabéns!!!

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  3. Análise perfeita para ser aplicada em nosso País.

    Parabéns.

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  4. A educação é básica para se entrar na casa de qualquer um. A vida de um atleta é curta. Saber fazer a gestão do seu tempo como atleta, além do gerenciamento dos recursos envolvidos e conhecimento adquirido, são fatores essenciais para um futuro tranquilo ou até mesmo de destaque dentro de todo cenário. Parabéns ao autor.

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  5. Interessante análise. A "pessoa" sempre deveria ser vista como prioridade, mesmo em segmentos que se tornam "mercadorias" e são negociadas visando lucros.

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  6. José Ricardo Fernandes8 de agosto de 2017 21:32

    Ao gestor esportivo sugiro a tríade do sucesso: decisão, estratégia e trabalho
    Boa sorte

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  7. "Investir nas PESSOAS, sempre O MELHOR RETORNO."
    É Isso!! Deveria ser mesmo sempre assim...
    Excelente texto!! Excelente reflexão!!!
    (Danielle Gomes)

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  8. Muito bom o texto. Esse é o tipo do investimento que deveria ser aplicado em todas as áreas pois beneficia todo mundo.

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  9. Amei o texto! Muito bom e verdadeiro ������

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  10. Educação, a base de tudo,inclusive nesse mercado onde dinheiro é o que não falta.

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  11. Excelente texto. Educação, esporte e a busca por resultados podem e devem andar juntos. O caso das bolsas que as universidades norte-americanas dão para atletas não são um exemplo desse tipo de negócio onde todos ganham?

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  12. Excelente reflexão.Temos que olhar o atleta por um todo e as busca de crescimento qualitativo aprimora e faz os horizontes maiores.Educação é um enorrrrrme investimento.

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