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sexta-feira, 1 de junho de 2018

“BERMUDA E CAMISETA” E A VISÃO DO BAHIA SOBRE TRABALHAR O FUTEBOL COMO ESPORTE DE MASSA

Com nova categoria de sócio, clube vai na contramão de atuais gestões que insistem em excluir a parcela carente da nossa sociedade



O Esporte Clube Bahia ouviu seu torcedor e lançou uma novidade para o “Sócio Esquadrão“. A partir de agora, o programa de sócio do Tricolor dispõe da categoria “Bermuda e Camiseta“, que busca democratizar o acesso a Fonte Nova embarcando em uma icônica música entoada nas arquibancadas do estádio.

A partir de uma mensalidade de R$ 45, voltada para aqueles com renda abaixo de R$ 1.500, o associado terá livre acesso a todos os jogos do Bahia como mandante, cerveja pela metade do preço, camisa oficial após 12 meses de mensalidades quitadas, direito a voto, além de desfrutar de benefícios de mais de 160 Parceiros de Aço.

Outro detalhe importante é que este novo associado poderá ficar em todo o setor ‘Cadeira’ do estádio, sem um um espaço específico na Fonte.

Importante destacar que, até então, a categoria mais em conta do programa do Esquadrão custava R$ 90, o que representa uma diminuição de 50% no preço praticado. Resultado? Um sucesso imediato, com longas filas se formando no CAS (Central de Atendimento), no shopping Capemi. Certamente as 2 mil vagasdisponíveis para o “Bermuda e Camiseta” esgotarão rapidamente.

Para nós, além do fato de ouvir a sua torcida e buscar relacionar-se com quem até então não tinha condições de entrar na Fonte Nova, o Bahia lança um ‘produto’ que dialoga diretamente com o seu torcedor embarcando em um tom de comunicação absolutamente popular. Com todas as vagas preenchidas, há ainda o relevante fato de faturar R$ 90 mil por mês (ou R$ 1.080 milhão por temporada).

A iniciativa se torna ainda mais espetacular se embarcarmos em um dado apresentado recentemente pelo Datafolha. Uma pesquisa do Instituto mostrou que pessoas com menor poder aquisitivo, neste caso, com renda familiar de até dois salários mínimos, apresentam a maior taxa de desinteresse por futebol (45%). Como se sabe, a impossibilidade de pisar dentro de um estádio e adquirir produtos licenciados acaba por potencializar esta indiferença.

Trabalhar melhor esse público passou a ser prioridade para a sustentabilidade do futebol como um esporte de massa no Brasil. De forma geral, infelizmente as atuais gestões excluem com ênfase esta parcela. Portanto, parabéns aos envolvidos nesta excelente iniciativa.

“Na Fonte Nova de bermuda e camiseta, êta, êta, êta Bahia porreta”. E BBMP!

Fonte: MKT Esportivo



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