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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Corinthians rompe com fornecedor e será dono de rede de lojas


Clube viveu altos e baixos com a SPR na última década




O Corinthians resolveu mudar completamente a estratégia adotada para suas lojas oficiais. Depois de viver altos e baixos com a SPR na última década, o clube rompeu com a empresa e passará a gerir os próprios pontos de venda de produtos licenciados com a marca da equipe.
A novidade foi apresentada pelo presidente do clube, Andrés Sanchez, ao Conselho Deliberativo do Corinthians, na noite da última segunda-feira (13). O gerente de marketing do time, Caio Campos, deu entrevista ao “Globoesporte.com” para detalhar a nova estratégia criada para tocar as lojas oficiais.
“O clube vai ser responsável por abrir as lojas, coordenar a estratégia de marketing e definir as estratégias, fechar, abrir.... As empresas ficam responsáveis por fazer as licenças e os produtos. Os lojistas vão poder comprar de qualquer licenciado do Corinthians, sem ter uma máster franqueadora, como era antes, que homologava e definia os produtos”, afirmou o executivo à Globo.
Foi Campos um dos responsáveis por construir o modelo de franquia da SPR, na primeira passagem do executivo pelo clube, ainda em 2008. Quando saiu da equipe, em 2014, o profissional virou diretor da empresa, onde se manteve até voltar ao Parque São Jorge. A relação com a companhia, no entanto, não será totalmente rompida; ela ainda fará vestuários licenciados para o clube. A empresa divide com a Nike os direitos de fabricar e comercializar camisas oficiais da equipe paulista.
A rede de lojas Poderoso Timão, gerida pela SPR, teve um crescimento e uma queda vertiginosas. A empresa chegou a vender mais de uma centena de franquias, em lojas que se espalharam por todo o Brasil. A partir de 2014, no entanto, o excesso pesou para as unidades. As vendas caíram, e a própria companhia teve dificuldade em repor peças aos seus parceiros. Houve fechamento de lojas em massa e, atualmente, são raros os espaços que sobrevivem.
Outra mudança relacionada às lojas e aos produtos oficiais é que o Corinthians não mais terceirizará a gestão de licenciados. Além de tentar maximizar os ganhos com a venda, o plano do marketing corintiano é conseguir, a cada contrato, uma aproximação com as marcas. Dessa maneira, uma empresa que, por exemplo, fecha com o time para produzir um caderno, terá que fazer contato direto com o clube. Com esse canal, pode-se oferecer ao interessado outras propriedades, como patrocínios e espaços em redes sociais e até mesmo na arena.
Fonte: Máquina do Esporte


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