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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Política usa esporte e muda sociedade na Islândia


Esporte derrubou índices de consumo de álcool, cigarro e drogas no país




No próximo domingo (28), os brasileiros decidirão o próximo presidente do país. Quem vencer o pleito, terá que enfrentar uma série de graves problemas sociais encontrados pelo Brasil. E o esporte surgirá como uma alternativa para socializar quem está à margem da sociedade. Como prova a Islândia.
Máquina do Esporte esteve na última semana em Reykjavík, capital do país europeu, e pôde vivenciar um pouco da empolgação local com o futebol. Na partida entre Islândia e Suíça, pela Liga das Nações, cerca de 10 mil pessoas se espremeram no estádio Laugardalsvöllur. Os corredores da arena têm seus dias contados; já há projeto para uma profunda modernização do espaço. A cidade não receberá nenhum megaevento, mas o passo seria a consagração de uma política pública adotada há cerca de duas décadas para sanar um problema social.
A Islândia, com rigoroso inverno e população de 330 mil pessoas, sofria com o ócio dos mais jovens, com consumo de álcool elevado e pequenos delitos. A solução do governo foi investir pesado em estruturas esportivas ao longo do país, inclusive com campos de futebol visíveis a todo instante por quem faz turismo na região. Além disso, houve a profissionalização de técnicos esportivos e professores para inserir as crianças e os adolescentes no novo contexto.
Com as novas estruturas, uma série de clubes privados surgiram, especialmente de futebol. Para participar de times, não há nenhuma seleção ou peneira, seja por idade ou por gêneros. Os pais precisam arcar com uma anuidade, mas o Estado subsidia boa parte desse valor para quem tem entre 6 e 19 anos de idade.
Os resultados foram impressionantes. Uma pesquisa nacional revelou que, em 1998, 42% dos jovens entre 15 e 16 anos já havia se embriagado pelo menos uma vez, um dos índices mais altos da Europa. Em 2017, o número caiu para 5%. O consumo de cigarro foi de 23% a 3%. Na maconha, foi de 17% para 7%.
A cultura esportiva fez com que o alto rendimento ganhasse o espaço que tem hoje, com estádio lotado para fazer a celebração viking que ficou famosa após a campanha da Islândia na Euro 2016. O campeonato local ainda sofre com o clima, mas mostrou enorme crescimento, tanto no masculino quanto no feminino.
O jogo da Liga das Nações terminou com vitória da Suíça, e a Islândia eliminada. Mas não há problema; ninguém no pequeno país aposta na manutenção de uma grande seleção. O sucesso do esporte, no entanto, já está estabelecido.
Fonte: Máquina do Esporte

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