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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Na Europa e no Brasil, YouTube ganha peso entre clubes


Graças ao crescimento em 2018, 12 times passaram marca de 1 milhão de inscritos






O YouTube, plataforma de vídeos do Google, ganhou protagonismo no futebol ao longo deste ano. Os principais clubes do mundo, tanto na Europa quanto no Brasil, registraram aumento significativo no número de seguidores no período, graças a uma maior atenção recebida pelas equipes.
Segundo levantamento da agência Soccer Media Gestão de Imagem e Conteúdo, somente no último ano, quatro clubes somaram mais de 1 milhão de inscritos no YouTube: Barcelona, Real Madrid, Manchester United e Juventus.
Hoje, existem 12 clubes de futebol no mundo com mais de 1 milhão de seguidores na rede do Google. E, entre eles, dois são brasileiros: Flamengo e Palmeiras. As duas equipes mantêm parceria com a Soccer Media para a gestão do conteúdo.
Em conversa com a Máquina do Esporte, o diretor-executivo da produtora, Arnaldo Hase, ponderou o motivo de o YouTube ter ganhado importância nos últimos meses: "Antes, havia uma visão dominante de se guardar o ouro do conteúdo audiovisual para plataformas próprias. Essa visão está se rendendo ao alcance que o YouTube proporciona, fundamental para quem quer se comunicar com o mundo".
Por outro lado, não houve uma mudança significativa no conteúdo. A presença da Copa do Mundo, com um maior interesse global, ajudou as equipes. Momento esportivo e ídolos também fazem as plataformas ganharem espaço. Paris Saint-Germain, com Neymar, e Juventus, com Cristiano Ronaldo, são exemplos claros: ambas as equipes estão na lista das que mais ganharam novos inscritos.
Mesmo sem o apelo internacional, os times brasileiros também cresceram. Além do sucesso de Flamengo e Palmeiras, outras equipes tiveram aumento significativo de inscritos. O Corinthians, por exemplo, dobrou sua base de seguidores. E o São Paulo deverá ser o próximo time do país a alcançar o número de 1 milhão. 
"Sobre Palmeiras e Flamengo, o segredo está no dia a dia bem feito. Os canais de clube não vivem de vídeos com efeitos especiais, grandes filmes publicitários, grandes produções diárias. O projeto ficaria muito caro. Eles vivem de documentar o dia a dia com uma linguagem própria do YouTube, com muita agilidade para que o material do jogo de hoje esteja no ar entre hoje e amanhã. É a cobertura bem-feita e ágil do dia a dia somada a quadros interessantes", complementou Hase.
O executivo ressaltou a capacidade das comunicações dos clubes conseguirem material interno, com bastidores, algo que dificilmente as emissoras tradicionais têm acesso. Foi com esse trabalho que ele ajudou a transformar o canal do Santos no início da década, quando todo o apelo de Neymar foi aproveitado pelas câmeras do próprio time.
Com audiência crescente, os canais dos clubes começaram a formar uma fonte de renda independente, para além da entrega extra aos patrocinadores. O Santos, por exemplo, fechou recentemente um acordo de "branded content" com a Orthopride para seu canal no YouTube. Já o Palmeiras mantém um contrato com a FAM focado em sua própria TV on-line.
Com maior peso como comunicação direta aos torcedores e com a maior consolidação do YouTube, a tendência é de manutenção do crescimento em 2019. Especialmente se for considerada a capacidade que os grandes clubes do mundo têm de puxar todo o segmento.
Fonte: Máquina do Esporte

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